quarta-feira, 6 de junho de 2012




TEXTO: Mateus 5.13-16




TEMA: INFLUENCIAR PARA NÃO SER INFLUENCIADO



13 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. 16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.





INTRODUÇÃO:  A minha monografia trata-se do pecado original, e nas  minhas pesquisas sobre o referido tema, encontrei dentro do contexto historico, especificamente na reforma protestante, um homem chamado Lutero, professor e pastor, alguem que sentia a pressão da eternidade cada vez que pregava, disposto a defender a verdade de Deus, ainda que fosse contra o mundo inteiro. Quanto ao referido personagem, eu trago, as suas seguintes palavras:

O sal arde. Embora eles nos critiquem como sendo desagradaveis, sabemos que é assim que tem de ser e que Cristo ordenou que o sal fosse forte e continuamente cáustico [...] Se você quiser pregar o evangelho e ajudar as pessoas, terá de ser rude e esfregar sal nas feridas, mostrando o outro lado e denunciando o que não está certo [...] O verdadeiro sal é a verdadeira exposição das Escrituras, que denuncia todo mundo e não deixa nada de pé a não ser a simples fé em Cristo.”


Lutero deu gande enfase no fato de que a denuncia e a proclamação do verdadeiro evangelho andam de mãos dadas. As vezes, os padrões morias de uma comunidade desaparece por falta de um explicito protesto cristão. Os cristãos do seculo XXI, deveriam ser mais corajosos, mais francos na condenação do mal. Jesus chama seus discipulos para exercerem uma influencia dupla na comunidade secular: uma negativa, de impedir a sua deterioração, e uma inflencia positiva, de produzir a luz nas trevas.


ELUCIDAÇÃO: estes versiculos fazem parte do sermão do monte, a parte mais conhecida dos ensinamentos de Jesus, a menos compreendida e obedecida. Dentre todas as expressões que Jesus manifestou diante de seus discipulos, o sermão do monte descreve o que ele desejava que os seus ouvintes fossem e fisessem.
            “E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: podemos afirmar que o proposito principal de Jesus era de subir ao monte e, pregar o evangelho do reino. Como resultado, “sua fama correu por toda Siria”, e o povo vinha em grandes multidões, trazendo os seus doentes para serem curados.
Qual a sua relevância para a vida do homem do século XXI? Vejam, que As bem-aventuranças enfatizam sete sinais principais, para o homem pós-moderno, são eles: 1) o caráter do cristão; 2) a influencia do cristão; 3) a justiça do cristão; 4) a piedade do cristão; 5) a ambição do cristão; 6) os relacionamentos do cristão; 7) uma dedicação cristã. 
Nesta oportunidade, trataremos da influencia do cristão no “mundo jaz no Maligno”. A fim de definir a natureza de sua influencia, Jesus recorreu a duas metáforas, o sal e a luz. As duas metáforas do sal e da luz indicam a influência que os cristãos devem exercer para o bem na comunidade se (e tão somente se) mantiverem o seu caráter distinto, conforme descrito nas bem-aventuranças.



INFLUENCIAR PARA NÃO SER INFLUENCIADO
 
1.      Restringindo o pecado

Todo lar, por mais pobre que seja, usava e ainda usa tanto o sal como a luz. Durante a sua infancia, Jesus provavelmente devia ter observado frequentemente sua mãe usando o sal na cozinha e acendendo as luzes quando o sol se punha. Vejamos, que o sal e luz são elementos domesticos indispensaveis. O sal tem uma variedade de usos, e dentre eles, o de preservar o alimento do apodrecimento.
Meus queridos irmãos, a afirmação de Jesus é direta: “Vós sois o sal da terra”. Mesmo que Deus estabeleceu certas intituições, como influencias restrigentes no mundo, que controlam as tendencias egoistas do homem, a Igreja é a mais poderosa coibição de todas. Os discipulos são chamados a ser um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos, instaveis, ou mesmo inexistentes.
No final do seculo XVIII e inicio do século XIX, surgiu no meio protestante um movimento que passou a ser conhecido como liberalismo, que tem raizes no iluminismo. Como resultado, passou-se a questionar e negar diversos fundamentos doutrinários da fé cristã. Nos ultimos anos temos visto na sociedade o abandono de diversos principios e valores, que há certo tempo eram considerados adequados e verdadeiros. A Igreja tem perdido o seu alvo de influenciar, ser o sal que dá gosto, passando a ser influenciada, se conformando com este século. Paulo exorta a Igreja de Roma a não se conformar, mas para transformar o mundo pela renovação das suas mentes.
Muitos tem se conformados com este século, influenciados pelos procedimentos libertinos, crentes tem adotados praticas que desagradam a Deus, e as consideram normais. Isto significa que perdeu a sua propriedade. O sal que perdeu a sua propriedade de salgar não serve nem mesmo para adubo. Mas como o cristão deve preservar a sua salinidade? O cristão deve viver conforme a semelhança de Cristo.
            O Dr. Lloyd-Jones afirma que “A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeia.”
            Qual esta sendo a nossa atitude? Estamos tendo coragem para ser diferente? O cristão, como sal, cria sede espiritual nos outros, porque deve existir diferença entre aqueles que invocam o nome de Jesus e aqueles que O desprezam. Deus diz que faz distinção do povo dele (Êxodo 8:23; Malaquias 3:18). O Senhor zela pelos seus, portanto, o agir de Deus na vida dos seus filhos traz sede aos que vêem.

2.      Testemunhando a Gloria de Cristo

Ao dizer que somos a luz do mundo, Jesus afirma que somos os refletores do brilho do evangelho de Cristo. A fonte da luz verdadeira é o próprio Jesus. Ele é a Estrela da manhã e a luz do mundo original. Nós somos o método escolhido por Deus para refletir essa luz no mundo (Jo 1.4, 8).
Mateus estava pen­sando principalmente na obra que distingue o cristão quando ensina corretamente, quando dá ênfase à fé e quando mostra como fortalecê-la e preservá-la; é assim que testemunhamos de que realmente somos cristãos." Ele prossegue em seu comen­tário traçando um contraste entre as primeiras e as últimas tá­buas do decálogo, isto é„ os dez mandamentos que expressam o nosso dever para com Deus e o nosso próximo. "As obras que agora comentamos tratam dos três primeiros grandes manda­mentos, que se referem à honra, ao nome e à Palavra de Deus." É bom lembrar-se de que crer, confessar e ensinar a verdade também fazem parte das "boas obras" que evidenciam a nossa regeneração pelo Espírito Santo.
Contudo, não devemos nos limitar a isto. "Boas obras" são obras também do amor, além da fé. Elas expressam não só a nossa lealdade a Deus, mas tam­bém o nosso interesse pelos nossos semelhantes. Na verdade, o significado primário de "obras" tem de ser atos práticos e visí­veis gerados pela compaixão. Quando os homens vêem tais obras, disse Jesus, glorificam a Deus, pois elas encarnam as boas novas do seu amor que nós proclamamos. Sem elas, o nosso evangelho perde a sua credibilidade!; e Deus, a sua honra.
Assim como acontece: com o sal, também a afirmação refe­rente à luz foi seguida de uma condição: Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens. Se o sal pode perder a sua salini­dade, a luz em nós pode transformar-se em trevas. Mas nós temos de permitir que a. luz de Cristo dentro de nós brilhe para fora, a fim de que as pessoas a vejam. Não devemos ser como uma cidade ou vila aninhada em um vale, cujas luzes ficam ocultas, mas sim como uma cidade edificada sobre um monte, que não se pode esconder e cujas luzes são claramente visíveis a quilômetros de distância. E mais, devemos ser como uma lâm­pada acesa, como João Batista, "que ardia e alumiava", colo­cada no velador, numa posição de destaque na casa a fim de iluminar a todos que se encontram na casa, e não ficando "debaixo da gamela" ou "debaixo do balde", onde não produz bem algum.
Isto é, na qualidade de discípulos de Jesus, não devemos es­conder a verdade que conhecemos ou a verdade do que somos. Não devemos fingir que somos diferentes;, mas devemos desejar que o nosso Cristianismo seja visível a todos. "Refugiar-se no invisível é uma negação do chamado. Uma comunidade de Jesus que procura esconder-se deixou de segui-lo." Antes, nós de­vemos ser cristãos autênticos, vivendo abertamente a vida des­crita nas bem-aventuranças, sem nos envergonhar de Cristo. Então as pessoas nos verão, e verão as nossas boas obras e, assim, glorificarão a Deus, pois reconhecerão inevitavelmente que é pela graça de Deus que somos assim, que a nossa luz é a luz dele, e que as nossas obras são obras dele feitas em nós e através de nós. Desse modo, louvarão a luz, e não a lâmpada que a trans­mite, glorificarão a nosso Pai que está nos céus, e não aos filhos que ele gerou e que têm traços da sua família. Até mesmo aqueles que nos injuriam não poderão deixar de glorificar a Deus por causa da própria justiça pela qual eles nos perseguem (vs. 10-12).

APLICAÇÃO: O caráter do cristão, conforme descrito nas bem-aventuranças, e a influência do cristão, conforme definida nas metáforas do sal e da luz, estão organicamente relacionados um com o outro. Nossa influência depende de nosso caráter. É assim que Deus será glorificado. Aqui, no começo do seu ministério, Jesus diz aos seus discípulos que se deixarem a sua luz brilhar de modo que as suas obras sejam vistas, seu Pai no céu será glorificado. No fim do seu ministério, no cenáculo, ele expressou a mesma verdade com palavras semelhantes: "Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos." Esta, então, é a grande vantagem da vida honesta e seme­lhante à de Cristo, e também da contracultura cristã. Produz bênçãos para nós mesmos, salvação para os outros e, finalmente, glória para Deus.



Nenhum comentário:

Postar um comentário