quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER: Do Decreto Eterno de Deus


            "Desde toda eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus ó autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas."

1. Os decretos de Deus são soberanos (Is 40.13,14; Rm 9.15-18)
2. O decreto inclui e determina os meios e condições dos quais os eventos dependem (Ef 2.8; 2 Ts 2.13)
3. O decreto é um proposito que é infalivelmente eficaz (Mt 16.21; Lc 24.44)

             Efésios 1.11 "...nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o proposito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade"

            O apostolo Paulo quer dizer que Deus, desde toda a eternidade teve um plano imutável com referencia a sua criação. Determinando todas as coisas que venham a suceder. Não é condicional, porém, é absolutamente soberano, dependendo somente do seu "sábio e santo conselho de sua própria vontade".
            Nenhum evento de seu plano está isolado. As ações livres de agentes livres constituem um elemento eminentemente importante e efetivo no sistema de coisas, por exemplo, as ações pecaminosas dos homens: "A este que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e mataste pelas mãos de injustos" Atos 2.23. Isso não quer dizer que Deus aprova estas atitudes, porém, permite que o agente mau realize. O decreto perfeito de Deus, que, pela lei moral que condena todo pecado, também, determinará o fim, dirigindo suas consequências para o bem, "Vós bem intentastes o mal contra mim; porém Deus o intentou para o bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida." Gn 50.20. 


Quero agradecer a Deus pela conquista do Curso de Bacharel em Teologia, que é fruto da graça e do chamado de Deus. "...e há tempo para todo proposito debaixo dos céus" Ec 3.1b. Deus ordena para a vida das pessoas oportunidades e lutas.  (parafrazeando Catecismo de Heidelberg /Domingo 10; Perg. 28) A nossa postura é que tenhamos a firme confiança em nosso fiel Deus, paciência e gratidão em toda adversidade, sem a vontade dEle não podemos agir e nem se mover.
Muito obrigado meus amigos e irmãos!

Agora faço esta oração: Senhor Deus! Lembra-me, que durante o dia me concede a sua misericórdia, e durante a noite o teu cântico, para alimentar a minha alma e oferecer-te o meu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


SERMÃO 12/08/2012


TEXTO: SALMO 133
Cântico de romagem. De Davi. Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!  2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes.  3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.

INTRODUÇÃO: Eu quero lembrar e começar esta mensagem com a Confissão de Fé de Westminster; Capitulo XXVII, I: “DA COMUNHÃO DOS SANTOS”

Todos os santos que pelo seu Espírito e pela fé estão unidos a Jesus Cristo, seu Cabeça, têm com Ele comunhão nas suas graças, nos seus sofrimentos, na sua morte, na sua ressurreição e na sua glória, e, estando unidos uns aos outros no amor, participam dos mesmos dons e graças e estão obrigados ao cumprimento dos deveres públicos e particulares que contribuem para o seu mútuo proveito, tanto no homem interior como no exterior.

   Diz o apostolo Paulo que a igreja esta unida como um corpo esta unido mesmo com seus diversos membros. É uma analogia perfeita. “de maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com eles todos se regozijam” (1 Co 12.26).
   E mais, devemos “Viver, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” (Fp 1:27 ARA).
   Devemos estar inteiramente unidos por meio do amor, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.

ELUCIDAÇÃO: O livro de Salmos tem sido chamado de: “o Hinário de Israel”, pois é dito que o povo se reunia a fim de adorar ao Senhor segundo a sua própria palavra. Fica evidente quando lemos “Cântico de romagem de Davi” que o autor deste livro é Davi, e alguns estudiosos são da opinião de que este  Salmo tenha sido escrito por ocasião do início do reinado de Davi sobre todo o Israel. Davi reinou sobre Jerusalém durante trinta e três anos. Podemos dizer, resumidamente, que Davi expressa o seu ardente desejo de ver o seu reino em união, ou, Davi anseia por ver as tribos unidas ao subir para o templo em peregrinação.
 Nesta oportunidade quero compartilhar a mensagem com o seguinte tema:

CULTIVAR A UNIÃO
Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!
A minha tradução seria “Olha! Como é boa e agradável a habitação de irmãos em harmonia?” temos nessa expressão o tema central desse salmo, onde a unidade é grandemente enfatizada pelo salmista. Os irmãos descritos pelo salmista não se restringem apenas a parentes, mas faz referência a membros da mesma comunidade, aqueles que professam a mesma santa religião, e são governados pelas mesmas instruções. Sendo assim, o salmista refere-se aos povos, porém, inicialmente ao povo de Israel.
Presta atenção meu querido irmão! O salmista Davi faz referência a dois adjetivos absolutos (bom e agradável), que por sua vez fica claro a importância da união ente o povo de Deus. Apesar de que tragédias passariam mais tarde a oprimir a casa de Davi; quando a espada não mais se apartaria da mesma, no momento em que o salmista profere estas palavras, não as faz ironicamente, mas relata o que estava ocorrendo naquele instante. Sendo que Deus lhe havia concedido não só Jerusalém (2 Sm 5.1-10), mas todo o Israel. Pois é certo que Davi descreve a paz que reinava no instante em que as palavras foram proferidas.
Fica claro e nítido, que a unidade a qual Davi relata é algo que se faz necessário entre todo o povo de Deus. Entretanto, sabe-se que essa é uma tarefa árdua, devido pois muita das vezes as pessoas estão mais prontas para defender o seu ponto de vista, chegando ao ponto de negligenciar até mesmo o beneficio do todo.
O que deve ser considerado é que a palavra (UNIDOS) pode ser traduzida com: “de uma só mente”. A divisão traz drásticas consequências, e por essa razão o povo de Deus deve cultivar a unidade como prova do seu comprometimento com o Senhor. Considerando a respeito da unidade Gordon Lindsay faz a seguinte declaração:

Até o reino de satanás depende de certa unidade. Por isso disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo será assolado, e a casa dividida contra si mesmo cairá. Ora, pois, se satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino?” (Lc 11.17-18). Se o reino de satanás não pode subsistir, dividido contra si mesmo, que dizer da Igreja? Que dizer dela na presente geração? Subsistiremos juntos? Poremos de lado nossas mesquinhas diferenças perceberemos a tempo que todos precisamos uns dos outros?

É necessário compreendermos que a comunidade dos santos não é um agregado de individualistas, mas a reunião de pessoas que dão prova de sua fé, a partir do trabalho mutuo, onde todos visam uma só coisa, ou seja, a glória de Deus.
Em Efésios capítulo 4 verso 4 a 6  o apóstolo Paulo dar ênfase à união do povo de Deus expressando as seguintes palavras: “há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”. Neste texto vemos claramente Paulo chamando a atenção dos crentes quanto a importância da comunhão entre os santos, pois basicamente a ênfase dada por esse apóstolo é que as diferenças devem ser deixadas de lado visando com isso o benefício de todos.  Ainda referente à unidade é dito que: “Tal como o corpo humano está plenamente impregnado por seu espírito, e por isso é uno e pode funcionar como unidade, cada membro cooperando com os demais, assim sucede também com a igreja.”
Mas, por que cultivar a união?


1.     É o Meio de receber as dadivas de Deus
É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 
O versículo 2 começa dizendo: “É como o óleo precioso sobre a cabeça...”
Quais eram as utilidades do óleo?
A Bíblia faz menção ao óleo por várias vezes, onde são usados para diferentes fins. Um aspecto a ser considerado é que a Bíblia sempre que sita o óleo, o faz positivamente. Vemos óleo sendo apresentado como sinônimo de:
a.       Prosperidade, plenitude e abundância (Dt 8.8);

“porque o SENHOR, teu Deus, te faz entrar numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, de mananciais profundos, que saem dos vales e das montanhas; 8 terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel;”

b.      Poder, capacidade e eficiência (Sl 92.10);

“Porém tu exaltas o meu poder como o do boi selvagem; derramas sobre mim o óleo fresco.”

c.       E por fim o óleo é descrito como fonte de regozijo, alegria e unidade (Sl 23.5; e Pv 27.9);
  
“Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.”

Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.”


Temos agora no verso 2, o salmista fazendo referência a Arão. Primeiramente, quem era Arão? Era um sacerdote da tribo de Judá. Um fato interessante é que a figura do sacerdote é de real importância para Israel, pois por meio dele, Deus na sua bondade dispensava bênçãos sobre o seu povo.
Comentando a respeito de Arão, Van Groniguen diz: “Arão o sumo sacerdote deveria ser ungido (Ex 29.7). por meio disto, ele foi colocado em um relacionamento intimo, e profundo com Yahweh, como seu representante mediador ordenado no meio da congregação de Israel, da qual ele continuava a ser membro”. No desenvolver do seu ofício o sacerdote atuaria como uma espécie de mediador entre Deus e o povo, pois esse tinha a incumbência de colocar perante o Deus Santo as transgressões cometidas pelo povo, estando esse povo sujeito a ser perdoado ou não, cabendo ao sacerdote a tarefa de abençoar ou amaldiçoar conforme a determinação do Senhor.
Segundo Berkhof , “o sacerdote era representante do homem junto a Deus. Tinha o especial privilégio de aproximar-se de Deus, e de falar e agir em favor do povo”. A referência específica a Arão não se limita a ele, Arão aqui é posto como o “cabeça” da ala sacerdotal. O nome dele é representativo em relação aos demais. Pois por meio de seu sacerdócio, o perdão foi assegurado, além das bênçãos que por seu intermédio recaiam sobre o povo.
Ou seja, meu querido irmão. O óleo precioso despejado sobre o mediador, representava a importância que todos nós devemos cultivar a unidade, porque só assim teremos as bênçãos de Deus em nossas vidas.
À medida que o óleo descia sobre os ombros de Arão, também ungia as pedras postas sobres os mesmos, que por sua vez representava as doze tribos de Israel. Para que a unção de Deus recaia sobre o seu povo, é necessário que a união seja algo presente na vida da igreja.
A união da verdadeira igreja é sagrada. Precisa surgir do amor ordenado por Deus; ser baseado nos principios prescritos por Deus; e existir para os fins determinados por Deus.



2.      Produz generosidade amorosa.
“É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião.”

O orvalho que desce do Hermom sempre foi bem aceito pela palestina, isso pelo fato de ser uma região quente e seca. As encostas do Hermom favoreciam florestas que por sua vez produziam árvores que eram extraídas pelos fenícios a fim de construir navios.
Normalmente, Hermom se mantinha coberto de neve o ano inteiro, porém, por volta de março e abril desprendia o orvalho que, constantemente, a noite, beneficia as regiões áridas, levando dessa maneira vida para uma região castigada pela seca. Constituindo-se, assim, como uma benção. 
A união dessas bênçãos faz com que o povo se una em amor fraternal, para que a vida lhes seja boa e agradável.
É de Sião que Deus graciosamente ordena a vida e a saúde para seus filhos. É de sua morada eterna que sempre surgirá as bênçãos para todos aqueles que atentam para a sua palavra. “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente ”( 1 Pd 1.22).
Em hebreus 4.14,15, (Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”) vemos Cristo sendo apresentado como mediador da aliança. Quanto a menção de Arão como sacerdote v, 2 podemos dizer que Cristo também atua como mediador. Diz Paulo ao seu filho Timóteo: Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,” (1 Tm 2.5).
            Assim como o monte Sião era regado pelo derreter do orvalho, assim também a Igreja é regada pela fonte de água viva que é Cristo. Que por meio de sua atuação possibilita que os crentes sejam alvos das bênçãos de Deus. 




sexta-feira, 10 de agosto de 2012


SERMÃO 05/08/2012

TEXTO: Neemias 4

Introdução: Há um perigo latente, na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efetiva dos princípios espirituais práticos, em tornarem-se auto-suficientes e acharem que não precisam de nada e nem de Deus. Então, a oração profunda do coração, apaixonante e constante não encontra guarida em suas vidas. Por isso, tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas dentro de nossas Igrejas Tradicionais. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Ate um tempo atrás, os membros tinham uma sede por Deus como “terra árida, exausta, sem agua”. As igrejas eram bastante frequentadas por toda faixas etárias nas reuniões de oração. Não havia dificuldades, todos queriam estar na presença de Deus.

O que houve para que os crentes não almejasse a força e a gloria de Deus? Será que é a auto-dependência? 

Tomamos cuidado com o aumento das suas riquezas. Diz em Salmos 62.10b, se as vossas riquezas 

prosperam, não ponhais nelas o coração”.   
         
Elucidação: Neemias dedicou todos os seus recursos em termos de conhecimento, experiência e organização para determinar o que deveria ser feito nesta grande obra. Todavia, o trabalho bem sucedido, essencialmente, dependia dos cuidados de Deus. Humanamente falando, a disposição e a cooperação serão fatores que determinaram o rumo de reconstrução, porém, estes fatores devem estar fundamentados em oração (cap. 3).
Ao receber noticias trágicas em primeiro lugar ore. Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos. Pedindo a Ele o privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor. Nunca se esqueça que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que você se coloque em suas mãos.
Eu quero chamar atenção para o seguinte fato. Ao tentar realizar a obra de Deus, alguns se oporão e outros até mesmo desejarão que você consiga realiza-la. Se você estiver esperando por isso, não será surpreendido e, será capaz de superar o problema.

Por isso, quero nesta oportunidade compartilhar do seguinte tema:

Como enfrentar oposição na Obra de Deus

1.    Ore pela Justiça Divina
No primeiro versículo, Sambalate se irou contra o povo judeu, por ter ouvido que eles estavam edificando o muro. Sambalate era da cidade de Horonaim, em Moabe, descendente, pois, de Moabe, gerado por Ló a partir de uma relação incestuosa com sua filha mais velha. Mas, não foi somente ele, Tobias, por sua vez, era amonita, descendente de Ben-Ami, também gerado por Ló a partir também do incesto com sua filha mais nova. É bom lembrar que Ló era sobrinho de Abraão, pai do povo de Israel. Portanto, os moabitas e amonitas eram primos dos judeus, e também Gesém que era um morador do deserto arábico, habitado por diversas tribos sem uma definição genealógica definida. Por isso, eram chamados de arábios, que significa “misturados”.
Satanás usou esses povos para dissuadir Neemias da revelação que recebera de Deus para reconstruir Jerusalém: dois primos, “quase irmãos”, e um “misturado”.
Sambalte e Tobias usaram a ridicularização para tentar dissuadir os judeus de construir o muro. No entanto, em vez de trocar insultos, Neemias orou pela justiça divina (v.4,5).
Neemias ora para que a maldições recaiam sobre os inimigos de Deus, Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo numa terra de cativeiro. Não lhes encubras a iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos que edificavam.

            Neemias não está orando por vingança, mas para que a justiça de Deus seja executada. Esse tipo de oração deve ser entendida dentro do contexto de guerra santa do Antigo Testamento e devem ser contrabalançadas com bondade e misericórdia para outros (Mt 5.43-45).
Diz a Confissão de Fé Westminster que Deus o grande Criador de todas as coisas, sustenta e dirige as ações de suas criaturas. “na sua providencia ordinária, Deus emprega meios [...] Ele é livre para operar sem eles, sobre eles, ou contra eles, segundo o seu arbítrio” (CFW. Cap; V) Em provérbios 15.3 afirma que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”
Quero que você reflita meu querido irmão. Quando você for escarnecido por causa da sua fé ou criticado por fazer o que sabe ser correto, tentado a retirar os desígnios de Deus do seu coração, recuse-se a responder da mesma maneira. Diz Paulo aos Romanos não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. (Rom 12:19 ARA) e diga a Deus como você se sente e lembre-se de que a promessa dele está com você.
Eu quero compartilhar a oração de Lutero quanto à quinta petição do Pai Nosso que é “Perdoa-nos as nossas dividas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
Perdoa também a todos os nossos inimigos, a todos os que nos fazem sofrer ou nos fazem injustiça, assim como também nós lhes perdoamos de coração. Pois eles fazem o maior mal a si mesmo ao provocarem a tua ira através de seu comportamento em relação a nós; e a nós de nada adianta a sua petição, mas sim em muito preferiríamos que tivessem a bem-aventurança conosco. Amém.
Entregue nas mãos de Deus os seus inimigos.


2.    Vigie

Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. 8 Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali. 9 Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite

Os inimigos de Jerusalém, mais uma vez se iraram contra o povo judeu, por saberem que haviam continuado e que começavam a fechar-lhes as brechas. Assim, houve uma conspiração geral contra Judá, no intuito de acabar à força o projeto. O assassinato seria uma das soluções (Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra. Ne 4:11)
Constantemente Neemias associava a oração com preparação e planejamento. Seu povo confiou em Deus e ao mesmo tempo manteve um olhar vigilante sobre o que lhes foi confiado.
O apostolo Pedro exorta a igreja a ser sóbria e vigilante, porque, o diabo, o nosso adversário, ande em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Pedro nos adverte a tomarmos cuidado com Satanás quando tivermos sendo perseguidos. Ficamos vulneráveis  aos ataques de Satanás quando nos sentimos sós, fracos e impotentes quando estamos afastados dos demais crentes e tão envolvidos em nossas dificuldades que nos esquecemos de estar alertas quanto ao perigo.
Todavia, Neemias orou e os judeus se armaram. A resposta a essas ameaças foi que os judeus se armaram, e metade estava pronta para lutar e metade ficou edificando (v 16). Os judeus não se deixaram intimidar; eles trabalhavam e vigiavam. Eles puseram um vigia para espiar o inimigo que poderia estar-se aproximando, dando tempo aos judeus para se armarem para uma possível batalha.
 Introdução: Há um perigo latente, na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efetiva dos princípios espirituais práticos, em tornarem-se auto-suficientes e acharem que não precisam de nada e nem de Deus. Então, a oração profunda do coração, apaixonante e constante não encontra guarida em suas vidas. Por isso, tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas dentro de nossas Igrejas Tradicionais. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Ate um tempo atrás, os membros tinham uma sede por Deus como “terra árida, exausta, sem agua”. As igrejas eram bastante frequentadas por toda faixas etárias nas reuniões de oração. Não havia dificuldades, todos queriam estar na presença de Deus.
O que houve para que os crentes não almejasse a força e a gloria de Deus? Será que é a auto-dependência? Tomamos cuidado com o aumento das suas riquezas. Diz em Salmos 62.10b, se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”.  Pode ser que em sua vida elas seriam uma das causas do fracasso do seu relacionamento com Deus.
Elucidação Neemias dedicou todos os seus recursos em termos de conhecimento, experiência e organização para determinar o que deveria ser feito nesta grande obra. Todavia, o trabalho bem sucedido, essencialmente, dependia dos cuidados de Deus. Humanamente falando, a disposição e a cooperação serão fatores que determinaram o rumo de reconstrução, porém, estes fatores devem estar fundamentados em oração (cap. 3).
Ao receber noticias trágicas em primeiro lugar ore. Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos. Pedindo a Ele o privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor. Nunca se esqueça que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que você se coloque em suas mãos.
Eu quero chamar atenção para o seguinte fato. Ao tentar realizar a obra de Deus, alguns se oporão e outros até mesmo desejarão que você consiga realiza-la. Se você estiver esperando por isso, não será surpreendido e, será capaz de superar o problema.

Por isso, quero nesta oportunidade compartilhar do seguinte tema:

Como enfrentar oposição na Obra de Deus

1.    Ore pela Justiça Divina
No primeiro versículo, Sambalate se irou contra o povo judeu, por ter ouvido que eles estavam edificando o muro. Sambalate era da cidade de Horonaim, em Moabe, descendente, pois, de Moabe, gerado por Ló a partir de uma relação incestuosa com sua filha mais velha. Mas, não foi somente ele, Tobias, por sua vez, era amonita, descendente de Ben-Ami, também gerado por Ló a partir também do incesto com sua filha mais nova. É bom lembrar que Ló era sobrinho de Abraão, pai do povo de Israel. Portanto, os moabitas e amonitas eram primos dos judeus, e também Gesém que era um morador do deserto arábico, habitado por diversas tribos sem uma definição genealógica definida. Por isso, eram chamados de arábios, que significa “misturados”.
Satanás usou esses povos para dissuadir Neemias da revelação que recebera de Deus para reconstruir Jerusalém: dois primos, “quase irmãos”, e um “misturado”.
Sambalte e Tobias usaram a ridicularização para tentar dissuadir os judeus de construir o muro. No entanto, em vez de trocar insultos, Neemias orou pela justiça divina (v.4,5).
Neemias ora para que a maldições recaiam sobre os inimigos de Deus, Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo numa terra de cativeiro. Não lhes encubras a iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos que edificavam.

            Neemias não está orando por vingança, mas para que a justiça de Deus seja executada. Esse tipo de oração deve ser entendida dentro do contexto de guerra santa do Antigo Testamento e devem ser contrabalançadas com bondade e misericórdia para outros (Mt 5.43-45).
Diz a Confissão de Fé Westminster que Deus o grande Criador de todas as coisas, sustenta e dirige as ações de suas criaturas. “na sua providencia ordinária, Deus emprega meios [...] Ele é livre para operar sem eles, sobre eles, ou contra eles, segundo o seu arbítrio” (CFW. Cap; V) Em provérbios 15.3 afirma que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”
Quero que você reflita meu querido irmão. Quando você for escarnecido por causa da sua fé ou criticado por fazer o que sabe ser correto, tentado a retirar os desígnios de Deus do seu coração, recuse-se a responder da mesma maneira. Diz Paulo aos Romanos não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. (Rom 12:19 ARA) e diga a Deus como você se sente e lembre-se de que a promessa dele está com você.
Eu quero compartilhar a oração de Lutero quanto à quinta petição do Pai Nosso que é “Perdoa-nos as nossas dividas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
Perdoa também a todos os nossos inimigos, a todos os que nos fazem sofrer ou nos fazem injustiça, assim como também nós lhes perdoamos de coração. Pois eles fazem o maior mal a si mesmo ao provocarem a tua ira através de seu comportamento em relação a nós; e a nós de nada adianta a sua petição, mas sim em muito preferiríamos que tivessem a bem-aventurança conosco. Amém.
Entregue nas mãos de Deus os seus inimigos.


2.    Vigie

Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. 8 Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali. 9 Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite

Os inimigos de Jerusalém, mais uma vez se iraram contra o povo judeu, por saberem que haviam continuado e que começavam a fechar-lhes as brechas. Assim, houve uma conspiração geral contra Judá, no intuito de acabar à força o projeto. O assassinato seria uma das soluções (Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra. Ne 4:11)
Constantemente Neemias associava a oração com preparação e planejamento. Seu povo confiou em Deus e ao mesmo tempo manteve um olhar vigilante sobre o que lhes foi confiado.
O apostolo Pedro exorta a igreja a ser sóbria e vigilante, porque, o diabo, o nosso adversário, ande em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Pedro nos adverte a tomarmos cuidado com Satanás quando tivermos sendo perseguidos. Ficamos vulneráveis  aos ataques de Satanás quando nos sentimos sós, fracos e impotentes quando estamos afastados dos demais crentes e tão envolvidos em nossas dificuldades que nos esquecemos de estar alertas quanto ao perigo.
Todavia, Neemias orou e os judeus se armaram. A resposta a essas ameaças foi que os judeus se armaram, e metade estava pronta para lutar e metade ficou edificando (v 16). Os judeus não se deixaram intimidar; eles trabalhavam e vigiavam. Eles puseram um vigia para espiar o inimigo que poderia estar-se aproximando, dando tempo aos judeus para se armarem para uma possível batalha.

1.    Busque a comunhão
13 então, pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; 14 inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa. 15 E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos e que Deus tinha frustrado o desígnio deles, voltamos todos nós ao muro, cada um à sua obra. Daquele dia em diante, metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá; 17 os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma.

Os trabalhadores foram distribuídos ao longo do muro então Neemias criou um plano de defesa que uniria e protegeria o seu povo – metade dos homens trabalhava enquanto a outra metade ficava de guarda. Os cristãos precisam se ajudar mutuamente dessa maneira, porque podemos nos tornar tão temerosos quanto aos possíveis perigos que não conseguiremos fazer nada. Cuidando uns dos outros, estaremos livres para empenhar os nossos melhores esforços, confiantes de que outros estarão prontos para oferecer sua ajuda quando for necessário.
Então, é melhor que não se isole dos outros cristãos, mas junte-se a eles para beneficio mutuo. Você precisa deles tanto quanto eles precisam de você.
Mas eles não estavam somente unidos, eles estavam com as armas nas mãos. Uma estava vazia para trabalhar e a outra estava com a arma.
Mas, como devemos proceder na presença do adversário de Deus? Diz-nos a Palavra de Deus: "Ficai firmes". "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que Possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo".
Se quisermos armas devemos buscá-las na Bíblia, e apenas aqui. Quer procuremos a espada de ofensa quer o escudo de defesa, devemos achá-lo no volume da inspiração. Se outros têm qualquer outra fonte, confesso imediatamente que não tenho nenhuma outra.

2.    Deus pelejará por nós
No lugar em que ouvirdes o som da trombeta, para ali acorrei a ter conosco; o nosso Deus pelejará por nós. (Neh 4:20 ARA)

Meus queridos irmãos. Muitas vezes, em nossas vidas, ou nas circunstancia que nos cerca, Deus nos orientará a, tão somente, continuar com o seu serviço, caminhando em sua presença, esperando totalmente n’Ele.
Diante dos nossos inimigos, podemos passar um tempo de temor, de lutas, de dificuldades em nossas vidas, mas, tenha a certeza meu querido irmão, que Deus (o Senhor da Guerra) pelejará por nós. Deus cuida do seu povo e jamais abandonará.



terça-feira, 31 de julho de 2012


SERMÃO 29/07/2012
TEXTO: Neemias 1
Tema: VIDA DE ORAÇÃO É UMA VIDA PROSPERA
“...pedimos que Deus nos habilite, a nós e aos outros, a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer; e que disponha tudo para a sua própria glória” CBW: p, 101.

Introdução: O que temos presenciado em nossos dias, é famosa crise mundial. Porém, o Brasil tem demonstrado certa confiança na instabilidade financeira com seus investidores.
Enquanto, muitos têm medido esforços para não cair nesta crise, a cidade de Dubai tem atraído atenção através dos seus projetos imobiliários, e acontecimentos esportivos. A maior atenção está coincidindo com o seu aparecimento como um concentrador de negócios mundial. Em destaque estão as questões relativas dos direitos humanos  à sua mão-de-obra, e em grande parte externa. Localizada no sul do Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes, com aproximadamente 2.300.000 habitantes, é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, futurista, e com enormes arranha-céus e largas avenidas, foi construída através da indústria do petróleo, e o seu PIB é de US$ 40 bilhões.
Dentre muito turistas que visita esta cidade, parei para analisar uma mulher brasileira que disse - “no Brasil vemos o que Deus fez: a natureza do verde, agua do mar, porém, aqui podemos vê o que ser humano consegue construir”.
Por este fato, eu me lembrei da intenção que os construtores tiveram quando construíram A Torre de Babel. O mesmo orgulho arrogante de ir além dos limites ordenados por Deus. A torre foi uma grande conquista humana, uma maravilha do mundo. No entanto, era um monumento para engrandecer as pessoas, e não a Deus.
Meus queridos irmãos. Podemos construir monumentos para nós mesmos, como por exemplo: grandes mansões, carros luxuosos, empregos importantes: estas coisas podem não estar erradas em si mesmas. Porém, devemos ter o cuidado quando as utilizamos para promover nossa identidade e valor, porque certamente estaremos tirando o lugar de Deus em nossas vidas. Somos livres para prosperar em muitas áreas, mas não para pensar em tomar o lugar de Deus.
Vejam que Neemias colocou Deus no centro de sua vida ou do seu centro do seu projeto a oração.
Elucidação: Neemias regressou à Terra Prometida e promoveu a iniciativa de construção que começou com Zorobabel e teve continuidade com Esdras. No capitulo 1.2, Neemias ficou profundamente triste com o estado de Jerusalém, mas não apenas refletiu sobre o assunto. Após sua tristeza inicial ele orou, derramando seu coração diante de Deus, e buscou maneiras de melhorar a situação.
Neemias presenciou uma crise instalada em Jerusalém. Muita das vezes, a crise é uma encruzilhada, uma bifurcação na rota da vida. Podemos fazer dela uma porta para os horizontes largos do triunfo, ou podemos descer através dela aos vales mais sombrios do fracasso.
Segundo Hernandes Dias Lopes, a crise pode ser a porta da esperança ou o calabouço do desespero. A crise eleva alguns e abate outros. A diferença entre o vencedor e o perdedor não esta na crise, mas em como cada um a en­frenta. A grandeza de um homem está no fato de que, quando todos estão colocando o pé na estrada do fracasso, ele vislumbra o chão do progresso. O vencedor é um visionário. Ele vê o que ninguém consegue contemplar. Enxerga por sobre os ombros dos gigantes. Quando todos estão mergulhados no proble­ma, ele está contemplando a solução.
Aquele que triunfa diante das dificulda­des nunca é unanimidade. A unanimidade é burra. Ela sempre capitula diante das crises. Todo o arraial de Israel chorou desesperado, com medo de lutar contra os gigantes e, tam­bém, de não tomar posse da terra prometida. Somente Josué e Calebe tiveram uma visão otimista. Todo o povo pereceu no deserto; só os dois visionários entraram na terra que manava leite e mel.
A crise pode desestabilizar os go­vernos da Europa ou da terra, mas não o trono do Senhor. O deserto pode ser o palco da prosperidade porque Deus transforma desertos em poma­res.
Neemias jejuou e orou durante vários dias, expressando seu lamento pela miséria espiritual e material de Israel, e seu desejo era de que Jerusalém vivesse novamente adorando ao único e verdadeiro Deus. E vejam que no final de sua oração (1.11), pede pelo sucesso da obra e não simplesmente forças para lidar com seus problemas. E o sucesso da obra dependia exclusivamente em fazer a vontade de Deus (2.12).
Nada existe que Deus não saiba ou não conheça. Esta é a convicção do salmista que pergunta: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Salmo 139.7). Se assim é o conhecimento de Deus, nenhuma necessidade há de que nós sejamos seus informantes. Com certeza assim cria o salmista que diz: “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda.” (Salmo 139.4). O Senhor Jesus também ensinou claramente que o nosso “Pai celeste sabe o de que temos necessidade antes que lho peçamos” (Mateus 6.8). A conclusão óbvia, portanto, é que a oração não é uma meio através do qual nós, ignorantes mortais, fornecemos informações ao onisciente Deus.
A Palavra de Deus insiste conosco quando à necessidade que temos de orar, já que a oração foi instituída e é ensinada por Deus por nossa causa, para o nosso bem, não por uma carência no ser de Deus.
Segundo Arthur W. Pink, a finalidade da oração é expressar a Deus o nosso reconhecimento de que ele sabe o de que temos necessidade. A oração jamais se destinou a proporcionar a Deus o conhecimento daquilo de que precisamos; antes visa a ser o meio de lhe confessarmos o nosso senso da necessidade que temos.

Neemias orou espontaneamente oito vezes, tinha um relacionamento intimo com Deus. Ele sabia que Deus está sempre no controle. A oração é um dos maiores privilégios que Deus nos concede, visando a nossa edificação, conforto, alívio e, principalmente, como veículo de expressão de nossa adoração.
Aqui nesta oração Neemias revelou os elementos da oração, e dentre elas é adoração: o que acabei de citar.


1)                 Adorar o Senhor: “ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível,” Adoração é a expressão que exalta a Deus pelo que Ele é. Ou seja, onde você expressa os atributos dEle, exaltando ao Senhor pela sua Grandeza, força, eternidade e poder. Também, podemos ver nesta expressão, a Soberania de Deus. Deus é soberano, não por causa de quem você é ou onde você está, mas por causa de quem e o que ele é. Ele controla todas as coisas porque isso é o que significa ser Deus. Sua soberania é primeiro uma questão ontológica (ser), e não uma questão soteriológica. Ela não tem nada a ver com onde estamos ou com nosso estado e condição. Nunca nos tornaremos autônomos e independentes de Deus. Sua soberania não é um jogo, onde decidimos arbitrariamente seguir uma série de regras por um tempo, e então, quando deixamos de jogar, seguimos outra série de regras. Ele controla todas as coisas porque ele é Deus.

Em Jó 23.13, diz assim: “Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará.”

O Catecismo Maior de Westminster, na pergunta 179: Devemos orar somente a Deus?
R: Sendo Deus o único que pode esquadrinhar o coração, ouvir os pedidos, perdoar os pecados e cumprir os desejos de todos, o único em quem se deve crer e a quem se deve prestar culto religioso, a oração, que é uma parte especial do culto, deve ser oferecida por todos a ele só, e a nenhum outro.


2)                 Confessar os nossos pecados - “e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.”(v 6).
Eu quero dizer que é muito importante orar antes de agir. Porém, para oração ter efeito, tem de ser acompanhada de confissão.
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. (Pv 28:13)

O pecado sempre será a causa da derrota na vida do povo de Deus. Temos que reconhecer que somos pecadores. Neemias não está aqui para fazer uma exigência a Deus, e não diz que tem algum direito, ou, uma posição de colocar Deus contra a parede. Mas, numa posição de humildade.
A natureza do estado pecaminoso e miserável do homem consiste no fato de haver se afastado de Deus, e de estar entregue a si mesmo, vivendo agora para si mesmo, estudando, amando e satisfazendo a si mesmo, ao seu “eu” natural mais do que a Deus.
Você quer que seu projeto de construção na sua vida tenha êxito. Seja uma pessoa que se humilhe na presença de Deus. Reconheça que você depende de Deus.
No livro de 2 Crônicas 7.14,15 diz assim

se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.  15 Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar.  (2Cr 7:14-15)

A humilhação ou a humildade transforma esta torre de Babel em pó, e faz com que nos detestemos até o pó e cinzas. Ela toca fogo na casa, na qual confiávamos e nos deleitávamos, diante dos nossos olhos; e nos faz não apenas ver, mas sentir, que é tempo de nos rendermos. O orgulho é o pecado mestre do ímpio, e é parte da humilhação fazê-lo cair por terra.

Segundo O Catecismo Maior “devemos orar com solene apreensão da majestade de Deus e profunda convicção de nossa própria indignidade, necessidades e pecados; com corações penitentes, gratos e francos; com entendimento, fé, sinceridade, fervor, amor e perseverança, esperando nele com humilde submissão à sua vontade.”

Além do nosso Senhor Jesus, não há ninguém em todas as eras, não há nem mesmo um na história da humanidade que seja sem pecado e perfeito. Nascemos no pecado, e pecamos. Somente o Senhor Jesus é sem pecado e perfeito. Ele que não conheceu nenhum pecado foi feito pecado por nós, para que pudéssemos nos tornar justos de Deus.
Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1Jo 1:8-10)


3)      Interceder: Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa. 11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; (Ne 1:10-11)
Neemias é considerado por alguns, o maior intercessor da historia do povo de Deus.  Ele nos ensina que devemos nos preocupar não apenas com nosso próprio triunfo final, mas com a vitória espiritual de todos os outros crentes. Muitas vezes pensamos em nós mesmos como membros separados. É comum a ideia de que somos independentes de tudo o mais. Mas não é assim. Como o corpo humano não progride a não ser que todos os membros se movam, assim também o corpo de Cristo não pode progredir. Segundo, assim como o corpo de Cristo ministra através de dons espirituais, nós também servimos através da oração.
O meu dom espiritual, de ensino, é para mim? Deveria eu tomar meu dom e ir para o meio do mato ensinar-me a mim mesmo? Deveria ficar em frente do espelho e pregar para mim mesmo? É de dar risada. O meu dom espiritual tem que ser exercitado em benefício, do meu irmão.
Assim a vida de oração não é somente para mim — é também para você. Devo orar por você, e você, por sua vez, deve orar pelos outros. Deus planejou que fosse assim para que fôssemos unidos. Quando uma parte do corpo físico está machucada ou doente, todas as outras partes vêm em socorro. Se eu machucar o meu olho, minha pálpebra o protegerá, mas indiretamente, o resto do meu corpo funciona de modo a mandar a cura para meu olho. Semelhantemente, se um irmão tiver uma necessidade, você pode ministrá-lo diretamente através do exercício de seu dom espiritual, ou ministrar indiretamente através da oração. Creio que grandes coisas realmente estariam acontecendo se orássemos verdadeiramente uns pelos outros.
Mesmo que tenhamos uma posição exaltada em relação a Cristo, temos ainda uma profunda necessidade das orações dos outros crentes. E igualmente temos que pedir constantemente a Deus que opere em favor de santos que conhecemos especificamente.
Ao receber noticias trágicas, em primeiro lugar ore. Então busque formas de superar a dor e tome atitudes que ajudem aqueles que estão necessitados.
Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos e projetos. Pedindo a Ele o privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor. Nunca se esqueça, que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que você se coloque em suas mãos.
Concluo as palavras de Paulo aos efésios: “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica tendo isso em mente, esteja atentos e perseverem na oração por todos os santos”. (Ef.6-18)