segunda-feira, 18 de junho de 2012


SERMÃO 17/06/12

TEXTO: SALMOS 1.1-6

INTRODUÇÃO: Eu pergunto à vocês. Quais são os tipos de amizades com quem você tem se relacionado? Você sabia que os companheiros, amigos podem exercer influência para o bem ou para o mal na sua vida? Existe um ditado bastante conhecido, que diz assim: “me digas com quem tu andas que te direi quem tu és”.

Muitas vezes, as pessoas admitem que, por causa dos amigos, começaram a beber um copo de vinho e terminaram tomando uma “Torre” sozinha, drogas e fumo, ou ficaram envolvidas num modo imoral de vida. Mas outros, pelo esforço decidido de romper com as associações inconvenientes, e, em vez delas, procuraram o companheirismo de pessoas que seguem bons princípios, conseguiram vencer os hábitos prejudiciais.
Quando olhamos pelos meios de comunicação, ou até mesmo ao nosso redor, pessoas cada vez mais infelizes, que muitas das vezes estão jogadas pelas sarjetas, nas portas dos bares e no mundo dos prazeres individuais, temos a sensação de horror. Mas, isto decorre das escolhas feitas durante suas vidas. E mais, vivemos em uma época em que as pessoas se preocupam somente com o lado de receber, por exemplo: receber alívio das suas culpas; receber respostas das suas dúvidas; receber satisfação pelas suas necessidades. Sem, porém, se relacionarem com fidelidade e compromisso com Aquele que tudo pode. o homem deste século expressa o seguinte dilema: “o que importa, é que eu seja ‘feliz’". E muitas das vezes, mesmo que tenha que passar por cima dos outros. E o mais triste, ao ponto de vender o próprio corpo por dinheiro. O mundo sabe muito bem aonde quer chegar, tem uma aparência de relativismo, mas eu creio que esta aparência, é simplesmente uma casca, um meio de confundir o povo de Deus. O pai da mentira quer domina-los com o poder absoluto.  

Aonde podemos encontrar um verdadeiro amigo que nos aconselha, seguir o seu exemplo, e que devo influenciar compartilhando os propósitos santos que agradem a Deus, no âmbito na qual eu vivo? Neste salmo apresentaremos o segredo da verdadeira amizade do crente.
ELUCIDAÇÃO: Visto que os Salmos, em sua maioria, eram usados como forma litúrgica (tanto louvor, adoração, ação de graça, contrição, como também para instrução para o povo de Israel), poderíamos neste caso, Salmo primeiro, denotar que o autor está contrastando o viver do ímpio com o viver do justo. Posição essa que chegamos através do estudo da história do povo de Israel, que vivia influenciando e sendo influenciado por outras nações pagãs. Contudo como acabamos de dizer a base para esta afirmação está mais ligada à lógica subjetiva do que propriamente em informações reais.
Encontramos nas Sagradas Escrituras vários textos que tratam deste assunto, contraste entre o justo e o ímpio. Desde Moisés até Jesus e outros, percebemos que a obediência do povo do pacto à Lei de Deus resultava em bênçãos, e a desobediência resultava em maldição.
Na Bíblia encontramos dois grupos de pessoas: os que servem a Deus e os que servem ao diabo. Esses dois grupos são chamados de justos e ímpios. Dois grupos distintos. Separados por uma linha divisória. O contraste destacado pelos escritores sagrados nos revela que, a verdadeira prosperidade decorre da obediência.
O autor através deste Salmo ensina ao povo de Israel a maneira reta e justa de se portar diante de Deus. Antes, de mais nada, veremos que este salmo nos dará a resposta correta, daquilo que satisfaz a vontade de Deus e os corações dos seus verdadeiros filhos. 



Tema: Bíblia: a Exclusiva Amiga de Todos os Dias.
Para isso devo:

1.    Negar a vida, (conselhos, comportamentos e associações) de Ímpios.
Primeiramente, veremos o aspecto negativo na vida do crente. A felicidade simplesmente não pode ser conseguida pelos que desconsideram os modos de Deus. O Altíssimo, o nosso Pai amoroso, proveu somente leis que promovem o bem-estar de suas criaturas inteligentes. Portanto, feliz é aquele que se nega a adotar a admoestação ou o “conselho” dos ímpios como guia na vida.  
            Mas, quem são os ímpios que o salmista está falando? Vejam, que no versículo 4, eles são como uma árvore seca. Que o vento dispersa as suas folhas, e que palha é levada para onde o vento manda. Se o vento vem para esquerda ele vai, para direita vai também. O ímpio é vulnerável aos prazeres deste mundo. Ele é seguidor de Satanás, não firma na Verdade. Jesus diz: “a tua palavra é a verdade”.
Normalmente, quando se trata de ímpios na Bíblia tem em vista quase sempre os israelitas. Portanto, membros do povo de Deus. Ou seja, pessoas que viviam provando das bênçãos de Deus. “Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeites as minhas palavras? Se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros associas. Soltas a boca para o mal, e a tua língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão, e difamas o filho de tua mãe”.
            Eles pronunciam a lei do Senhor, e falam da aliança do Senhor. Porém rejeitam a lei, não vivem como Deus exige em sua palavra. Agora, Pensem no povo de Israel que saiu do Egito. Estava perante o monte Horebe, onde o SENHOR reafirmou a aliança dando os dez mandamentos. Quantos daqueles que estavam ali entraram no gozo celestial? Em Canaã? Nenhum! Todos morreram. Porque todos morreram no deserto? Porque se tornaram ímpios. Não deram ouvido ao Senhor. Andaram nos seus próprios conselhos pecaminosos.
Outro exemplo é o filho de Davi, Absalão. Absalão era um príncipe, filho do rei Davi. Ele vivia na presença do povo e do seu pai como um verdadeiro crente. Ele até oferecia sacrifícios ao Senhor. Mas, por trás era mais venenoso que uma serpente. Ele fez uma conspiração para tirar seu pai do trono. A conspiração foi tão grande que Davi e seus servos tiveram de fugir para não serem mortos. Absalão era um perfeito ímpio. Ele não dava a mínima para o Senhor. Ele passava por cima dos ensinamentos do Senhor. Ele andava conforme os seus próprios conselhos. Eu poderia dar muitos mais exemplos, mas me faltaria tempo para isto.
            Continuando, neste versículo, a Nova Tradução Linguagem de Hoje está traduzido da seguinte forma, “que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus”. Ou seja, o justo não adota o comportamento dos pecadores.

            Esta frase é um mel na boca de quem não exerce um principio critico: “Eu, o vi fazer, e gostei, então eu vou fazer”. Esta é uma declaração que denuncia a pecaminosidade, que cauterizou o coração e a mente.
            Aqui temos representada a imagem de alguém que está em tremenda infelicidade.  Sua mente fora contaminada pelos conselhos de um ímpio, e que agora lhe apresentou uma nova forma de vida. Esses conselhos o fizeram enveredar em um novo caminho, este é o mesmo caminho que o seu conselheiro lhe propôs, e inevitavelmente ele começou a estabelecer-se continuamente não apenas em seus caminhos, mas habitar entre os homens ímpios zombadores de Deus.
Vejam, que hoje as filosofias, religiões, companhias e entidades que procuram dispor-se a satisfazer as ansiedades humanas, todas estão destituídas completamente dos padrões estabelecidos por Deus.
            Mas, será que podemos aceitar tais procedimentos? Em que os fins justificam os meios? Estas diretrizes e satisfações são realmente verdadeiras, reais e duráveis? O nosso desenvolvimento material, social e psicológico está dissociado de um padrão de vida, moral, civil e espiritual notório em nossa conduta diária?  
            Olha meu querido amigo e irmão! Creio que hoje, mais do que nunca, precisamos de pessoas sinceras, fiéis, verdadeiras e com coragem, que se disponham não só viver no presente século, mas a ensinar qual a verdadeira forma de alcançarmos o sucesso, tão procurado em nossos dias. Dê as costas para as propostas do Diabo.

2.    Desejar a Lei de Deus, .
  
Naturalmente, a felicidade do justo não é encontrada apenas numa vida de negativos. Não, ele encontra verdadeiro prazer nas coisas edificantes, enchendo a mente e o coração com aquilo que é sadio. O verdadeiro prazer do justo resulta de ele satisfazer o genuíno desejo de conhecer a lei de Deus e de aplicá-la. Veja Tiago 1:25. “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.”
Iguais aos outros homens, as pessoas justas sofrem provações, mas conseguem suportá-las com bom êxito, assim como uma árvore sã resiste a ventos comparativamente fortes. O salmista, apropriadamente, compara o homem piedoso a uma árvore forte num lugar bem regado, dizendo: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

Uma árvore plantada junto a uma fonte inesgotável de água não resseca durante a época do estio ou no calor do verão, mas dá frutos. Do mesmo modo, a força dos justos vem duma fonte inesgotável, a saber, Jesus: disse Jesus a mulher samaritana: "aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (João 4.14).

Os justos com a ajuda do Espírito de Deus, são capazes de suportar a pressão das provações e das dificuldades. No fim, são bem sucedidos em tudo, porque seu objetivo principal é continuar sendo servos aprovados do Todo-poderoso. O calor da oposição não os afasta de sua determinação. Saem vitoriosos, como pessoas aprovadas por Deus.





Quão diferente é com os ímpios! Eles talvez pareçam prosperar por um tempo, mas não têm segurança duradoura. O salmista prossegue: Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.


De maneira similar, os justos permanecem, mas os ímpios são levados pelo vento, iguais à pragana inútil. Submetidos ao julgamento, os ímpios simplesmente não permanecerão como aprovados, mas serão condenados. Não terão lugar entre os justos. Os tidos como pecadores não serão bem sucedidos na pretensão de fazer parte da assembleia dos justos.
O motivo de os ímpios não estarem como aprovados perante Deus e não serem contados junto com os retos é que o Todo-poderoso conhece o “caminho dos justos”. Sim, ele reconhecerá o proceder destes, na vida, como aprovado e os recompensará concordemente. Portanto, o caminho dos justos permanece para sempre, mas o dos iníquos perecerá. Visto que os ímpios perecem, seu caminho ou modo de vida acabará com eles.
 Deveras, o primeiro salmo nos dá cordial encorajamento para nos agradarmos da lei de Deus, evitando a intimidade dos que realmente não amam o Altíssimo. Este proceder resultará em sermos felizes, não apenas por alguns anos, mas eternamente, como servos leais de Deus.
O resultado por guardarem a lei do Senhor é que são diferentes dos ímpios, que são como uma árvore murcha, podre, cujas folhas caem e o vento leva. Os justos são como árvore plantada à beira de águas correntes. Aonde crescem se tornam árvore frondosa e linda. Sua folhagem não murcha, porque sempre tem água para regá-la. Assim no tempo determinado dará lindos e doces frutos.
A parábola do semeador diz que a semente que caiu em solo fértil frutifica abundantemente. Assim é o crente justificado em Cristo Jesus. Ele produz frutos de gratidão a Deus. Eles se esforçam com toda a sua vida para servirem ao Senhor Jesus Cristo. Eles sabem que são justos por causa de Cristo. Por isso guardam seus mandamentos. Pois o homem que guarda a lei de Deus é um homem bem-aventurado perante o Senhor.
Aqui temos apenas dois caminhos. Não são muitos caminhos. O caminho dos que querem viver segundos os seus pensamentos, que resultará em morte, e o caminho dos que andam na companhia das Santas Escrituras, que resultará em pleno gozo.
Cristo falou no Sermão do Monte, que há apenas dois caminhos: um largo, que leva à perdição; e outro estreito, que leva à salvação.
Qual é a sua amizade? Qual é o seu caminho?

  
Agora me diga: “com quem tu andas, que te direi, qual será o teu fim”.

quarta-feira, 6 de junho de 2012




TEXTO: Mateus 5.13-16




TEMA: INFLUENCIAR PARA NÃO SER INFLUENCIADO



13 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. 16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.





INTRODUÇÃO:  A minha monografia trata-se do pecado original, e nas  minhas pesquisas sobre o referido tema, encontrei dentro do contexto historico, especificamente na reforma protestante, um homem chamado Lutero, professor e pastor, alguem que sentia a pressão da eternidade cada vez que pregava, disposto a defender a verdade de Deus, ainda que fosse contra o mundo inteiro. Quanto ao referido personagem, eu trago, as suas seguintes palavras:

O sal arde. Embora eles nos critiquem como sendo desagradaveis, sabemos que é assim que tem de ser e que Cristo ordenou que o sal fosse forte e continuamente cáustico [...] Se você quiser pregar o evangelho e ajudar as pessoas, terá de ser rude e esfregar sal nas feridas, mostrando o outro lado e denunciando o que não está certo [...] O verdadeiro sal é a verdadeira exposição das Escrituras, que denuncia todo mundo e não deixa nada de pé a não ser a simples fé em Cristo.”


Lutero deu gande enfase no fato de que a denuncia e a proclamação do verdadeiro evangelho andam de mãos dadas. As vezes, os padrões morias de uma comunidade desaparece por falta de um explicito protesto cristão. Os cristãos do seculo XXI, deveriam ser mais corajosos, mais francos na condenação do mal. Jesus chama seus discipulos para exercerem uma influencia dupla na comunidade secular: uma negativa, de impedir a sua deterioração, e uma inflencia positiva, de produzir a luz nas trevas.


ELUCIDAÇÃO: estes versiculos fazem parte do sermão do monte, a parte mais conhecida dos ensinamentos de Jesus, a menos compreendida e obedecida. Dentre todas as expressões que Jesus manifestou diante de seus discipulos, o sermão do monte descreve o que ele desejava que os seus ouvintes fossem e fisessem.
            “E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: podemos afirmar que o proposito principal de Jesus era de subir ao monte e, pregar o evangelho do reino. Como resultado, “sua fama correu por toda Siria”, e o povo vinha em grandes multidões, trazendo os seus doentes para serem curados.
Qual a sua relevância para a vida do homem do século XXI? Vejam, que As bem-aventuranças enfatizam sete sinais principais, para o homem pós-moderno, são eles: 1) o caráter do cristão; 2) a influencia do cristão; 3) a justiça do cristão; 4) a piedade do cristão; 5) a ambição do cristão; 6) os relacionamentos do cristão; 7) uma dedicação cristã. 
Nesta oportunidade, trataremos da influencia do cristão no “mundo jaz no Maligno”. A fim de definir a natureza de sua influencia, Jesus recorreu a duas metáforas, o sal e a luz. As duas metáforas do sal e da luz indicam a influência que os cristãos devem exercer para o bem na comunidade se (e tão somente se) mantiverem o seu caráter distinto, conforme descrito nas bem-aventuranças.



INFLUENCIAR PARA NÃO SER INFLUENCIADO
 
1.      Restringindo o pecado

Todo lar, por mais pobre que seja, usava e ainda usa tanto o sal como a luz. Durante a sua infancia, Jesus provavelmente devia ter observado frequentemente sua mãe usando o sal na cozinha e acendendo as luzes quando o sol se punha. Vejamos, que o sal e luz são elementos domesticos indispensaveis. O sal tem uma variedade de usos, e dentre eles, o de preservar o alimento do apodrecimento.
Meus queridos irmãos, a afirmação de Jesus é direta: “Vós sois o sal da terra”. Mesmo que Deus estabeleceu certas intituições, como influencias restrigentes no mundo, que controlam as tendencias egoistas do homem, a Igreja é a mais poderosa coibição de todas. Os discipulos são chamados a ser um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos, instaveis, ou mesmo inexistentes.
No final do seculo XVIII e inicio do século XIX, surgiu no meio protestante um movimento que passou a ser conhecido como liberalismo, que tem raizes no iluminismo. Como resultado, passou-se a questionar e negar diversos fundamentos doutrinários da fé cristã. Nos ultimos anos temos visto na sociedade o abandono de diversos principios e valores, que há certo tempo eram considerados adequados e verdadeiros. A Igreja tem perdido o seu alvo de influenciar, ser o sal que dá gosto, passando a ser influenciada, se conformando com este século. Paulo exorta a Igreja de Roma a não se conformar, mas para transformar o mundo pela renovação das suas mentes.
Muitos tem se conformados com este século, influenciados pelos procedimentos libertinos, crentes tem adotados praticas que desagradam a Deus, e as consideram normais. Isto significa que perdeu a sua propriedade. O sal que perdeu a sua propriedade de salgar não serve nem mesmo para adubo. Mas como o cristão deve preservar a sua salinidade? O cristão deve viver conforme a semelhança de Cristo.
            O Dr. Lloyd-Jones afirma que “A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeia.”
            Qual esta sendo a nossa atitude? Estamos tendo coragem para ser diferente? O cristão, como sal, cria sede espiritual nos outros, porque deve existir diferença entre aqueles que invocam o nome de Jesus e aqueles que O desprezam. Deus diz que faz distinção do povo dele (Êxodo 8:23; Malaquias 3:18). O Senhor zela pelos seus, portanto, o agir de Deus na vida dos seus filhos traz sede aos que vêem.

2.      Testemunhando a Gloria de Cristo

Ao dizer que somos a luz do mundo, Jesus afirma que somos os refletores do brilho do evangelho de Cristo. A fonte da luz verdadeira é o próprio Jesus. Ele é a Estrela da manhã e a luz do mundo original. Nós somos o método escolhido por Deus para refletir essa luz no mundo (Jo 1.4, 8).
Mateus estava pen­sando principalmente na obra que distingue o cristão quando ensina corretamente, quando dá ênfase à fé e quando mostra como fortalecê-la e preservá-la; é assim que testemunhamos de que realmente somos cristãos." Ele prossegue em seu comen­tário traçando um contraste entre as primeiras e as últimas tá­buas do decálogo, isto é„ os dez mandamentos que expressam o nosso dever para com Deus e o nosso próximo. "As obras que agora comentamos tratam dos três primeiros grandes manda­mentos, que se referem à honra, ao nome e à Palavra de Deus." É bom lembrar-se de que crer, confessar e ensinar a verdade também fazem parte das "boas obras" que evidenciam a nossa regeneração pelo Espírito Santo.
Contudo, não devemos nos limitar a isto. "Boas obras" são obras também do amor, além da fé. Elas expressam não só a nossa lealdade a Deus, mas tam­bém o nosso interesse pelos nossos semelhantes. Na verdade, o significado primário de "obras" tem de ser atos práticos e visí­veis gerados pela compaixão. Quando os homens vêem tais obras, disse Jesus, glorificam a Deus, pois elas encarnam as boas novas do seu amor que nós proclamamos. Sem elas, o nosso evangelho perde a sua credibilidade!; e Deus, a sua honra.
Assim como acontece: com o sal, também a afirmação refe­rente à luz foi seguida de uma condição: Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens. Se o sal pode perder a sua salini­dade, a luz em nós pode transformar-se em trevas. Mas nós temos de permitir que a. luz de Cristo dentro de nós brilhe para fora, a fim de que as pessoas a vejam. Não devemos ser como uma cidade ou vila aninhada em um vale, cujas luzes ficam ocultas, mas sim como uma cidade edificada sobre um monte, que não se pode esconder e cujas luzes são claramente visíveis a quilômetros de distância. E mais, devemos ser como uma lâm­pada acesa, como João Batista, "que ardia e alumiava", colo­cada no velador, numa posição de destaque na casa a fim de iluminar a todos que se encontram na casa, e não ficando "debaixo da gamela" ou "debaixo do balde", onde não produz bem algum.
Isto é, na qualidade de discípulos de Jesus, não devemos es­conder a verdade que conhecemos ou a verdade do que somos. Não devemos fingir que somos diferentes;, mas devemos desejar que o nosso Cristianismo seja visível a todos. "Refugiar-se no invisível é uma negação do chamado. Uma comunidade de Jesus que procura esconder-se deixou de segui-lo." Antes, nós de­vemos ser cristãos autênticos, vivendo abertamente a vida des­crita nas bem-aventuranças, sem nos envergonhar de Cristo. Então as pessoas nos verão, e verão as nossas boas obras e, assim, glorificarão a Deus, pois reconhecerão inevitavelmente que é pela graça de Deus que somos assim, que a nossa luz é a luz dele, e que as nossas obras são obras dele feitas em nós e através de nós. Desse modo, louvarão a luz, e não a lâmpada que a trans­mite, glorificarão a nosso Pai que está nos céus, e não aos filhos que ele gerou e que têm traços da sua família. Até mesmo aqueles que nos injuriam não poderão deixar de glorificar a Deus por causa da própria justiça pela qual eles nos perseguem (vs. 10-12).

APLICAÇÃO: O caráter do cristão, conforme descrito nas bem-aventuranças, e a influência do cristão, conforme definida nas metáforas do sal e da luz, estão organicamente relacionados um com o outro. Nossa influência depende de nosso caráter. É assim que Deus será glorificado. Aqui, no começo do seu ministério, Jesus diz aos seus discípulos que se deixarem a sua luz brilhar de modo que as suas obras sejam vistas, seu Pai no céu será glorificado. No fim do seu ministério, no cenáculo, ele expressou a mesma verdade com palavras semelhantes: "Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos." Esta, então, é a grande vantagem da vida honesta e seme­lhante à de Cristo, e também da contracultura cristã. Produz bênçãos para nós mesmos, salvação para os outros e, finalmente, glória para Deus.



sexta-feira, 1 de junho de 2012


SERMÃO 03/06/12


TEXTO: ROMANOS 8.1,2

1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

INTRODUÇÃO: Pelágio insistia na ideia de que o homem nasce na mesma condição em que Adão nasceu antes da Queda, ou seja, não existem tendências e desejos maus em sua natureza que, inevitavelmente, resultem em pecado. Em sua obra “De Natura”, escrita na Sicília, em 414 d.C, Pelágio afirma que a natureza humana é sadia, vigorosa, integra, capaz de cumprir toda lei. Sabedor destas palavras, Agostinho reage (contra a exposição de Pelágio), não deixando duvida ao afirmar que o homem é culpado de seus pecados, devido a sua representatividade em Adão. E, que na atual natureza, com a qual todos vêm ao mundo, tem como fonte o pecado original, que foi cometido por livre vontade do homem. Por isso, a natureza sujeita ao castigo atrai com justiça a condenação.
O homem enquanto autor do pecado acaba por ficar totalmente depravado e incapaz de praticar qualquer bem espiritual. Agostinho não nega o fato de a vontade continuar dotada de certa liberdade natural. Tal vontade continua sendo capaz de cometer atos civilmente bons, os quais, de certa forma, são até dignos de louvor. Concomitantemente, ele afirma que o homem, separado de Deus, sobrecarregado de pecado e sob o domínio do mal, não pode querer aquilo que é bom aos olhos de Deus. Bom aos olhos de Deus é aquilo que tem na sua origem, a motivação do amor a Deus. Confissonalmente falando, “tanto o pecado original quanto o atual, sendo transgressão da justa lei de Deus e a ela contrária, torna, pela sua própria natureza, culpado e sujeito à ira de Deus e a maldição da lei, e, portanto, sujeito à morte.”
ELUCIDAÇÃO: Observa-se, que Paulo não foi o fundador desta Igreja (Rm 1.10), porém, acredita-se que a Igreja de Roma foi fundada por trabalhos de judeus cristãos que viajavam constantemente do Império para outras regiões. Paulo tem em mente que gentios irão ler essa carta (v 1.5; 11.13; 15.16), logo, entende-se que a Igreja está repleta de gentios. O seu tema é Justiça de Deus revelada de fé em fé (v 1.17). Todavia, Paulo aponta para nossa condição diante de Deus, seja judeu e gentio. No capitulo 3.9-12, o apostolo expõe a injustiça do judeu e grego, afirmando que todos estão na mesma condição de pecador. Logo, todos são responsáveis diante de Deus em juízo, o judeu a lei mosaica, e os gentios a lei natural, escrita na mente ou consciência de todos os homens, criados a imagem divina. Os judeus estavam fracassados diante de Deus, porque pela obra da lei nenhuma carne será justificada. A lei traz desespero, visto criar uma consciência de pecado, revelar o que este significa tanto para Deus como para o homem, para o Juiz e para aquele que é julgado. 

Neste sermão mostrarei que Cristo Liberta da lei do pecado e a lei da morte eterna.

Cristo: A Lei que Liberta
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus
1.                  Liberta da Lei do Pecado (Culpa Original) (v.2b)
Primeiramente veremos o significado da Palavra “condenação ou punição”, no grego,  κατάκριμα (katakrima), o termo puniçãoé a penalidade que naturalmente se requer do pecador, por causa do seu pecado. É a dor infligida por Deus (Legislador), em vindicação da sua justiça ultrajada pela violação da lei.” Deus exige santidade e justiça de todas as criaturas. Logo, é neste aspecto que Paulo trata aqui, punição ligada diretamente a lei. 
O pecado é um ataque, uma revolta ao grande Legislador. É uma infração da inviolável justiça de Deus. É por isso que Deus visite o pecado com punição. Com a finalidade de que sejamos santos em toda a nossa maneira viver, nos relacionamentos que construímos, seja no trabalho, seja na faculdade, ou em casa.
No homem é imputada a Culpa original em decorrência do pecado de Adão, sua representatividade federal. E que é culpado tem uma relação penal com a lei, ou seja, neste caso o réu é passivo de condenação. Com isto se quer dizer merecimento de punição, ou obrigação de prestar satisfação à justiça de Deus pela violação da lei.
A culpa pode ser removida de duas formas, ou pela pessoa ou por um substituto. o versículo 3 diz que “Deus enviando seu Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” A “carne pecaminosa” não significa que a natureza de Jesus se tornou corrompida e controlada pelo pecado, mas, no “tocante ao aspecto que ele podia ser tentado” (CBG). Ele é o Cordeiro de Deus, sem defeito, que recebe a culpa do homem. Na cruz o pecado foi julgado e condenado, de modo que agora todas reivindicações de condenação contra nós se tornaram invalidas. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Jesus Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (8.33,34).
Neste versículo 2, o apostolo Paulo traça o curso da vida cristã, na qual a graça triunfa sobre a lei do pecado, e os verdadeiros cristãos experimentam o livramento do pecado.
A vida triunfante começa aqui. Deus condenando na carne o pecado, na carne do próprio Filho Jesus. O auto sacrifício de Cristo remove a divida e santifica os crentes libertos. Agora, o cristão unido a Cristo é absorvido da condenação da lei do pecado e da morte. Por que? Porque a justa exigência da lei foi satisfeita.
A Confissão de Fé de Westminster, diz que O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai. e para todos aqueles que o Pai lhe deu adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança perdurável no Reino dos Céus.”  
Pois quando a obediência de Cristo nos é comunicada, a lei é satisfeita, de sorte que passamos a ser considerados justos. A perfeição que a lei exige foi exibida na carne por esta razão, a saber: que sua rigorosa exigência não mais tem o poder de condenar-nos. Porém, visto que Jesus Cristo comunica sua justiça somente àqueles a quem ele une a si pelos laços de seu Espirito.

2.      Livres da morte eterna (v. 2b)
Quando Paulo fala sobre “a lei do Espirito de vida”, ele quer dizer que o homem recebe a operação vigorosa e eficaz do Espirito Santo no coração e na vida. O Espirito Santo é vida em sua própria essência e também comunica vida, tanto física quanto espiritual.
Segundo Berkof, exite uma especie de punição imposta de fora do homem pelo supremo Legislador, como toda sorte de calamidades nesta existencia e o castigo do inferno no futuro. Deus ameaçou o homem no jardim do Éden com a pena de morte, no sentido mais terrivel da palavra, ou seja, a morte eterna. O peso da ira de Deus descendo de uma forma comple sobre os condenados.  Paulo não estava falando de morte fisica, mas, o resultado final da morte espiritual.
Assim como a lei do pecado produz morte, assim tambem a lei do Espirito da vida produz vida. A Lei do Espirito de vida, implica, que este Espirito asperge nossas almas com o sangue de Cristo, não apenas para purificar-nos das manchas do pecado em relação a nossa culpa, mas tambem para santificar-nos para a genuina pureza. Portanto, a lei de Deus condena, e são oprimidos pelas escravidão do pecado, e assim se vêem culpados de morte. O Espirito de Cristo, contudo, retira de nós a lei do pecado, ao purificar os desejos desordenados da carne, e ao mesmo tempo nos livra da culpa da morte. Ao sermos renovados pelo Espirito de Deus, somos ao mesmo tempo tambem justificados mediante o perdão gracioso, de sorte que a maldição oriunda do pecado não pode mais nos ferir.  
             Hoje, o Diabo não pode me impedir completamente de experimentar a paz de Deus que transcende toda a compreensão. Os cristãos são movidos por gratidão e em resposta ao derramamento do amor de Deus, eles agora amam a Deus e a seu semelhante.
O beneficio que recebemos é que Cristo habita em nós por meio seu Espirito, e seu Espirito infunde um novo principio, que é a lei da vida. A sua presença em nós é prova que nossos corpos, ainda sujeito a mortalidade, ressurgirão para uma nova vida, como se deu com o corpo de Cristo.  
Finalizo com a Confissão de Fé de Westminster, Cap. XIII, i:


Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo criado em si um novo coração e um novo espírito, são além disso santificados real e pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, pela sua palavra e pelo seu Espírito, que neles habita; o domínio do corpo do pecado é neles todo destruído, as suas várias concupiscências são mais é mais enfraquecidas e mortificadas, e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadores, para a prática da verdadeira santidade, sem a qual ninguém verá a Deus.