SERMÃO 17/06/12
TEXTO: SALMOS 1.1-6
INTRODUÇÃO: Eu pergunto à vocês. Quais são os tipos de amizades com quem
você tem se relacionado? Você sabia que os
companheiros, amigos podem exercer influência para o bem ou para o mal na sua
vida? Existe um ditado bastante
conhecido, que diz assim: “me digas com
quem tu andas que te direi quem tu és”.
Muitas vezes, as pessoas admitem que, por causa
dos amigos, começaram a beber um copo de vinho e terminaram tomando uma “Torre”
sozinha, drogas e fumo, ou ficaram envolvidas num modo imoral de vida. Mas
outros, pelo esforço decidido de romper com as associações inconvenientes, e,
em vez delas, procuraram o companheirismo de pessoas que seguem bons
princípios, conseguiram vencer os hábitos prejudiciais.
Quando olhamos pelos meios de comunicação, ou até mesmo ao nosso
redor, pessoas cada vez mais infelizes, que muitas das vezes estão jogadas
pelas sarjetas, nas portas dos bares e no mundo dos prazeres individuais, temos a sensação de horror. Mas, isto
decorre das escolhas feitas durante suas vidas. E mais, vivemos em uma época em
que as pessoas se preocupam somente com o lado de receber, por exemplo: receber
alívio das suas culpas; receber respostas das suas dúvidas; receber satisfação
pelas suas necessidades. Sem, porém, se relacionarem com fidelidade e compromisso
com Aquele que tudo pode. o homem deste século expressa o seguinte dilema: “o que importa, é que eu seja ‘feliz’". E
muitas das vezes, mesmo que tenha que passar por cima dos outros. E o mais triste, ao ponto
de vender o próprio corpo por dinheiro. O mundo sabe muito bem aonde quer chegar, tem uma aparência de relativismo, mas eu creio que esta aparência, é simplesmente uma casca, um meio de confundir o povo de Deus. O pai da mentira quer domina-los com o poder absoluto.
Aonde podemos encontrar um verdadeiro amigo que nos aconselha, seguir
o seu exemplo, e que devo influenciar compartilhando os propósitos santos que
agradem a Deus, no âmbito na qual eu vivo? Neste salmo apresentaremos o segredo
da verdadeira amizade do crente.
ELUCIDAÇÃO: Visto que os Salmos, em sua maioria, eram usados como forma
litúrgica (tanto louvor, adoração, ação de graça, contrição, como também para
instrução para o povo de Israel), poderíamos neste caso, Salmo primeiro,
denotar que o autor está contrastando o viver do ímpio com o viver do justo.
Posição essa que chegamos através do estudo da história do povo de Israel, que
vivia influenciando e sendo influenciado por outras nações pagãs. Contudo como
acabamos de dizer a base para esta afirmação está mais ligada à lógica
subjetiva do que propriamente em informações reais.
Encontramos nas Sagradas Escrituras vários textos que tratam
deste assunto, contraste entre o justo e o ímpio. Desde Moisés até Jesus e
outros, percebemos que a obediência do povo do pacto à Lei de Deus resultava em
bênçãos, e a desobediência resultava em maldição.
Na Bíblia encontramos dois grupos de pessoas:
os que servem a Deus e os que servem ao diabo. Esses dois grupos são chamados
de justos e ímpios. Dois grupos distintos. Separados por uma linha divisória. O contraste destacado pelos escritores sagrados nos revela que,
a verdadeira prosperidade decorre da obediência.
O autor através deste Salmo ensina ao povo de Israel a maneira
reta e justa de se portar diante de Deus. Antes, de mais nada, veremos que este
salmo nos dará a resposta correta, daquilo que satisfaz a vontade de Deus e os
corações dos seus verdadeiros filhos.
Tema: Bíblia: a Exclusiva Amiga de Todos os Dias.
Para isso devo:
1.
Negar a vida, (conselhos, comportamentos e associações) de Ímpios.
Primeiramente, veremos o
aspecto negativo na vida do crente. A felicidade
simplesmente não pode ser conseguida pelos que desconsideram os modos de Deus.
O Altíssimo, o nosso Pai amoroso, proveu somente leis que promovem o bem-estar
de suas criaturas inteligentes. Portanto, feliz é aquele que se nega a adotar a
admoestação ou o “conselho” dos ímpios como guia na vida.
Mas, quem
são os ímpios que o salmista está falando? Vejam, que no versículo 4, eles são
como uma árvore seca. Que o vento dispersa as suas folhas, e que palha é levada
para onde o vento manda. Se o vento vem para esquerda ele vai, para direita vai
também. O ímpio é vulnerável aos prazeres deste mundo. Ele é seguidor de
Satanás, não firma na Verdade. Jesus diz: “a
tua palavra é a verdade”.
Normalmente, quando se trata de ímpios na Bíblia tem em vista
quase sempre os israelitas. Portanto, membros do povo de Deus. Ou seja, pessoas
que viviam provando das bênçãos de Deus. “Mas ao ímpio diz Deus: De que te
serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez
que aborreces a disciplina e rejeites as minhas palavras? Se vês um ladrão, tu
te comprazes nele e aos adúlteros associas. Soltas a boca para o mal, e a tua
língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão, e difamas o filho
de tua mãe”.
Eles
pronunciam a lei do Senhor, e falam da aliança do Senhor. Porém rejeitam a lei,
não vivem como Deus exige em sua palavra. Agora, Pensem no povo de Israel
que saiu do Egito. Estava perante o monte Horebe, onde o SENHOR reafirmou a
aliança dando os dez mandamentos. Quantos daqueles que estavam ali entraram no
gozo celestial? Em Canaã? Nenhum! Todos morreram. Porque todos morreram no
deserto? Porque se tornaram ímpios. Não deram ouvido ao Senhor. Andaram nos
seus próprios conselhos pecaminosos.
Outro
exemplo é o filho de Davi, Absalão. Absalão era um príncipe, filho do rei Davi.
Ele vivia na presença do povo e do seu pai como um verdadeiro crente. Ele até
oferecia sacrifícios ao Senhor. Mas, por trás era mais venenoso que uma
serpente. Ele fez uma conspiração para tirar seu pai do trono. A conspiração
foi tão grande que Davi e seus servos tiveram de fugir para não serem mortos.
Absalão era um perfeito ímpio. Ele não dava a mínima para o Senhor. Ele passava
por cima dos ensinamentos do Senhor. Ele andava conforme os seus próprios
conselhos. Eu poderia dar muitos mais exemplos, mas me faltaria tempo para
isto.
Continuando,
neste versículo, a Nova Tradução Linguagem de Hoje está traduzido da seguinte
forma, “que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus”. Ou
seja, o justo não adota o comportamento dos pecadores.
Esta frase é um mel na boca de quem
não exerce um principio critico: “Eu, o vi fazer, e gostei, então eu vou fazer”.
Esta é uma declaração que denuncia a pecaminosidade, que cauterizou o coração e
a mente.
Aqui temos representada
a imagem de alguém que está em tremenda infelicidade. Sua mente fora contaminada pelos conselhos de
um ímpio, e que agora lhe apresentou uma nova forma de vida. Esses conselhos o
fizeram enveredar em um novo caminho, este é o mesmo caminho que o seu
conselheiro lhe propôs, e inevitavelmente ele começou a estabelecer-se
continuamente não apenas em seus caminhos, mas habitar entre os homens ímpios
zombadores de Deus.
Vejam, que hoje as filosofias, religiões, companhias e entidades
que procuram dispor-se a satisfazer as ansiedades humanas, todas estão
destituídas completamente dos padrões estabelecidos por Deus.
Mas, será que podemos
aceitar tais procedimentos? Em que os fins justificam os meios? Estas
diretrizes e satisfações são realmente verdadeiras, reais e duráveis? O nosso
desenvolvimento material, social e psicológico está dissociado de um padrão de
vida, moral, civil e espiritual notório em nossa conduta diária?
Olha meu
querido amigo e irmão! Creio que hoje, mais do que nunca, precisamos de pessoas
sinceras, fiéis, verdadeiras e com coragem, que se disponham não só viver no
presente século, mas a ensinar qual a verdadeira forma de alcançarmos o
sucesso, tão procurado em nossos dias. Dê as costas para as propostas do Diabo.
2. Desejar a Lei de Deus, .
Naturalmente,
a felicidade do justo não é encontrada apenas numa vida de negativos. Não, ele
encontra verdadeiro prazer nas coisas edificantes, enchendo a mente e o coração
com aquilo que é sadio. O verdadeiro prazer do justo resulta de ele satisfazer
o genuíno desejo de conhecer a lei de Deus e de aplicá-la. Veja Tiago 1:25. “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da
liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso
praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.”
Iguais aos
outros homens, as pessoas justas sofrem provações, mas conseguem suportá-las
com bom êxito, assim como uma árvore sã resiste a ventos comparativamente
fortes. O salmista, apropriadamente, compara o homem piedoso a uma árvore forte
num lugar bem regado, dizendo: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no
devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz
será bem sucedido.
Os justos com a ajuda do Espírito de Deus,
são capazes de suportar a pressão das provações e das dificuldades. No fim, são
bem sucedidos em tudo, porque seu objetivo principal é continuar sendo servos
aprovados do Todo-poderoso. O calor da oposição não os afasta de sua
determinação. Saem vitoriosos, como pessoas aprovadas por Deus.
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Quão diferente é com os ímpios! Eles talvez pareçam prosperar por um tempo, mas não têm segurança duradoura. O salmista prossegue: Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
De maneira similar, os justos permanecem, mas os ímpios são levados pelo vento, iguais à pragana inútil. Submetidos ao julgamento, os ímpios simplesmente não permanecerão como aprovados, mas serão condenados. Não terão lugar entre os justos. Os tidos como pecadores não serão bem sucedidos na pretensão de fazer parte da assembleia dos justos.
O motivo de os ímpios não estarem como aprovados perante Deus
e não serem contados junto com os retos é que o Todo-poderoso conhece o
“caminho dos justos”. Sim, ele reconhecerá o proceder destes, na vida, como
aprovado e os recompensará concordemente. Portanto, o caminho dos justos
permanece para sempre, mas o dos iníquos perecerá. Visto que os ímpios perecem,
seu caminho ou modo de vida acabará com eles.
Deveras, o primeiro salmo nos dá cordial encorajamento para nos
agradarmos da lei de Deus, evitando a intimidade dos que realmente não amam o
Altíssimo. Este proceder resultará em sermos felizes, não apenas por alguns
anos, mas eternamente, como servos leais de Deus.
O resultado por guardarem a lei do Senhor é que são diferentes dos
ímpios, que são como uma árvore murcha, podre, cujas folhas caem e o vento
leva. Os justos são como árvore plantada à beira de águas correntes. Aonde
crescem se tornam árvore frondosa e linda. Sua folhagem não murcha, porque
sempre tem água para regá-la. Assim no tempo determinado dará lindos e doces
frutos.
A parábola do semeador diz que a semente que caiu em solo fértil
frutifica abundantemente. Assim é o crente justificado em Cristo Jesus. Ele
produz frutos de gratidão a Deus. Eles se esforçam com toda a sua vida para
servirem ao Senhor Jesus Cristo. Eles sabem que são justos por causa de Cristo.
Por isso guardam seus mandamentos. Pois o homem que guarda a lei de Deus é um
homem bem-aventurado perante o Senhor.
Aqui temos apenas dois
caminhos. Não são muitos caminhos. O caminho dos que querem viver segundos
os seus pensamentos, que resultará em morte, e o caminho dos que andam na
companhia das Santas Escrituras, que resultará em pleno gozo.
Cristo falou no Sermão do Monte, que há apenas dois caminhos: um
largo, que leva à perdição; e outro estreito, que leva à salvação.
Qual é a sua amizade? Qual é o seu caminho?
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