terça-feira, 31 de julho de 2012


SERMÃO 29/07/2012
TEXTO: Neemias 1
Tema: VIDA DE ORAÇÃO É UMA VIDA PROSPERA
“...pedimos que Deus nos habilite, a nós e aos outros, a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer; e que disponha tudo para a sua própria glória” CBW: p, 101.

Introdução: O que temos presenciado em nossos dias, é famosa crise mundial. Porém, o Brasil tem demonstrado certa confiança na instabilidade financeira com seus investidores.
Enquanto, muitos têm medido esforços para não cair nesta crise, a cidade de Dubai tem atraído atenção através dos seus projetos imobiliários, e acontecimentos esportivos. A maior atenção está coincidindo com o seu aparecimento como um concentrador de negócios mundial. Em destaque estão as questões relativas dos direitos humanos  à sua mão-de-obra, e em grande parte externa. Localizada no sul do Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes, com aproximadamente 2.300.000 habitantes, é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, futurista, e com enormes arranha-céus e largas avenidas, foi construída através da indústria do petróleo, e o seu PIB é de US$ 40 bilhões.
Dentre muito turistas que visita esta cidade, parei para analisar uma mulher brasileira que disse - “no Brasil vemos o que Deus fez: a natureza do verde, agua do mar, porém, aqui podemos vê o que ser humano consegue construir”.
Por este fato, eu me lembrei da intenção que os construtores tiveram quando construíram A Torre de Babel. O mesmo orgulho arrogante de ir além dos limites ordenados por Deus. A torre foi uma grande conquista humana, uma maravilha do mundo. No entanto, era um monumento para engrandecer as pessoas, e não a Deus.
Meus queridos irmãos. Podemos construir monumentos para nós mesmos, como por exemplo: grandes mansões, carros luxuosos, empregos importantes: estas coisas podem não estar erradas em si mesmas. Porém, devemos ter o cuidado quando as utilizamos para promover nossa identidade e valor, porque certamente estaremos tirando o lugar de Deus em nossas vidas. Somos livres para prosperar em muitas áreas, mas não para pensar em tomar o lugar de Deus.
Vejam que Neemias colocou Deus no centro de sua vida ou do seu centro do seu projeto a oração.
Elucidação: Neemias regressou à Terra Prometida e promoveu a iniciativa de construção que começou com Zorobabel e teve continuidade com Esdras. No capitulo 1.2, Neemias ficou profundamente triste com o estado de Jerusalém, mas não apenas refletiu sobre o assunto. Após sua tristeza inicial ele orou, derramando seu coração diante de Deus, e buscou maneiras de melhorar a situação.
Neemias presenciou uma crise instalada em Jerusalém. Muita das vezes, a crise é uma encruzilhada, uma bifurcação na rota da vida. Podemos fazer dela uma porta para os horizontes largos do triunfo, ou podemos descer através dela aos vales mais sombrios do fracasso.
Segundo Hernandes Dias Lopes, a crise pode ser a porta da esperança ou o calabouço do desespero. A crise eleva alguns e abate outros. A diferença entre o vencedor e o perdedor não esta na crise, mas em como cada um a en­frenta. A grandeza de um homem está no fato de que, quando todos estão colocando o pé na estrada do fracasso, ele vislumbra o chão do progresso. O vencedor é um visionário. Ele vê o que ninguém consegue contemplar. Enxerga por sobre os ombros dos gigantes. Quando todos estão mergulhados no proble­ma, ele está contemplando a solução.
Aquele que triunfa diante das dificulda­des nunca é unanimidade. A unanimidade é burra. Ela sempre capitula diante das crises. Todo o arraial de Israel chorou desesperado, com medo de lutar contra os gigantes e, tam­bém, de não tomar posse da terra prometida. Somente Josué e Calebe tiveram uma visão otimista. Todo o povo pereceu no deserto; só os dois visionários entraram na terra que manava leite e mel.
A crise pode desestabilizar os go­vernos da Europa ou da terra, mas não o trono do Senhor. O deserto pode ser o palco da prosperidade porque Deus transforma desertos em poma­res.
Neemias jejuou e orou durante vários dias, expressando seu lamento pela miséria espiritual e material de Israel, e seu desejo era de que Jerusalém vivesse novamente adorando ao único e verdadeiro Deus. E vejam que no final de sua oração (1.11), pede pelo sucesso da obra e não simplesmente forças para lidar com seus problemas. E o sucesso da obra dependia exclusivamente em fazer a vontade de Deus (2.12).
Nada existe que Deus não saiba ou não conheça. Esta é a convicção do salmista que pergunta: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Salmo 139.7). Se assim é o conhecimento de Deus, nenhuma necessidade há de que nós sejamos seus informantes. Com certeza assim cria o salmista que diz: “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda.” (Salmo 139.4). O Senhor Jesus também ensinou claramente que o nosso “Pai celeste sabe o de que temos necessidade antes que lho peçamos” (Mateus 6.8). A conclusão óbvia, portanto, é que a oração não é uma meio através do qual nós, ignorantes mortais, fornecemos informações ao onisciente Deus.
A Palavra de Deus insiste conosco quando à necessidade que temos de orar, já que a oração foi instituída e é ensinada por Deus por nossa causa, para o nosso bem, não por uma carência no ser de Deus.
Segundo Arthur W. Pink, a finalidade da oração é expressar a Deus o nosso reconhecimento de que ele sabe o de que temos necessidade. A oração jamais se destinou a proporcionar a Deus o conhecimento daquilo de que precisamos; antes visa a ser o meio de lhe confessarmos o nosso senso da necessidade que temos.

Neemias orou espontaneamente oito vezes, tinha um relacionamento intimo com Deus. Ele sabia que Deus está sempre no controle. A oração é um dos maiores privilégios que Deus nos concede, visando a nossa edificação, conforto, alívio e, principalmente, como veículo de expressão de nossa adoração.
Aqui nesta oração Neemias revelou os elementos da oração, e dentre elas é adoração: o que acabei de citar.


1)                 Adorar o Senhor: “ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível,” Adoração é a expressão que exalta a Deus pelo que Ele é. Ou seja, onde você expressa os atributos dEle, exaltando ao Senhor pela sua Grandeza, força, eternidade e poder. Também, podemos ver nesta expressão, a Soberania de Deus. Deus é soberano, não por causa de quem você é ou onde você está, mas por causa de quem e o que ele é. Ele controla todas as coisas porque isso é o que significa ser Deus. Sua soberania é primeiro uma questão ontológica (ser), e não uma questão soteriológica. Ela não tem nada a ver com onde estamos ou com nosso estado e condição. Nunca nos tornaremos autônomos e independentes de Deus. Sua soberania não é um jogo, onde decidimos arbitrariamente seguir uma série de regras por um tempo, e então, quando deixamos de jogar, seguimos outra série de regras. Ele controla todas as coisas porque ele é Deus.

Em Jó 23.13, diz assim: “Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará.”

O Catecismo Maior de Westminster, na pergunta 179: Devemos orar somente a Deus?
R: Sendo Deus o único que pode esquadrinhar o coração, ouvir os pedidos, perdoar os pecados e cumprir os desejos de todos, o único em quem se deve crer e a quem se deve prestar culto religioso, a oração, que é uma parte especial do culto, deve ser oferecida por todos a ele só, e a nenhum outro.


2)                 Confessar os nossos pecados - “e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.”(v 6).
Eu quero dizer que é muito importante orar antes de agir. Porém, para oração ter efeito, tem de ser acompanhada de confissão.
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. (Pv 28:13)

O pecado sempre será a causa da derrota na vida do povo de Deus. Temos que reconhecer que somos pecadores. Neemias não está aqui para fazer uma exigência a Deus, e não diz que tem algum direito, ou, uma posição de colocar Deus contra a parede. Mas, numa posição de humildade.
A natureza do estado pecaminoso e miserável do homem consiste no fato de haver se afastado de Deus, e de estar entregue a si mesmo, vivendo agora para si mesmo, estudando, amando e satisfazendo a si mesmo, ao seu “eu” natural mais do que a Deus.
Você quer que seu projeto de construção na sua vida tenha êxito. Seja uma pessoa que se humilhe na presença de Deus. Reconheça que você depende de Deus.
No livro de 2 Crônicas 7.14,15 diz assim

se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.  15 Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar.  (2Cr 7:14-15)

A humilhação ou a humildade transforma esta torre de Babel em pó, e faz com que nos detestemos até o pó e cinzas. Ela toca fogo na casa, na qual confiávamos e nos deleitávamos, diante dos nossos olhos; e nos faz não apenas ver, mas sentir, que é tempo de nos rendermos. O orgulho é o pecado mestre do ímpio, e é parte da humilhação fazê-lo cair por terra.

Segundo O Catecismo Maior “devemos orar com solene apreensão da majestade de Deus e profunda convicção de nossa própria indignidade, necessidades e pecados; com corações penitentes, gratos e francos; com entendimento, fé, sinceridade, fervor, amor e perseverança, esperando nele com humilde submissão à sua vontade.”

Além do nosso Senhor Jesus, não há ninguém em todas as eras, não há nem mesmo um na história da humanidade que seja sem pecado e perfeito. Nascemos no pecado, e pecamos. Somente o Senhor Jesus é sem pecado e perfeito. Ele que não conheceu nenhum pecado foi feito pecado por nós, para que pudéssemos nos tornar justos de Deus.
Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1Jo 1:8-10)


3)      Interceder: Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa. 11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; (Ne 1:10-11)
Neemias é considerado por alguns, o maior intercessor da historia do povo de Deus.  Ele nos ensina que devemos nos preocupar não apenas com nosso próprio triunfo final, mas com a vitória espiritual de todos os outros crentes. Muitas vezes pensamos em nós mesmos como membros separados. É comum a ideia de que somos independentes de tudo o mais. Mas não é assim. Como o corpo humano não progride a não ser que todos os membros se movam, assim também o corpo de Cristo não pode progredir. Segundo, assim como o corpo de Cristo ministra através de dons espirituais, nós também servimos através da oração.
O meu dom espiritual, de ensino, é para mim? Deveria eu tomar meu dom e ir para o meio do mato ensinar-me a mim mesmo? Deveria ficar em frente do espelho e pregar para mim mesmo? É de dar risada. O meu dom espiritual tem que ser exercitado em benefício, do meu irmão.
Assim a vida de oração não é somente para mim — é também para você. Devo orar por você, e você, por sua vez, deve orar pelos outros. Deus planejou que fosse assim para que fôssemos unidos. Quando uma parte do corpo físico está machucada ou doente, todas as outras partes vêm em socorro. Se eu machucar o meu olho, minha pálpebra o protegerá, mas indiretamente, o resto do meu corpo funciona de modo a mandar a cura para meu olho. Semelhantemente, se um irmão tiver uma necessidade, você pode ministrá-lo diretamente através do exercício de seu dom espiritual, ou ministrar indiretamente através da oração. Creio que grandes coisas realmente estariam acontecendo se orássemos verdadeiramente uns pelos outros.
Mesmo que tenhamos uma posição exaltada em relação a Cristo, temos ainda uma profunda necessidade das orações dos outros crentes. E igualmente temos que pedir constantemente a Deus que opere em favor de santos que conhecemos especificamente.
Ao receber noticias trágicas, em primeiro lugar ore. Então busque formas de superar a dor e tome atitudes que ajudem aqueles que estão necessitados.
Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos e projetos. Pedindo a Ele o privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor. Nunca se esqueça, que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que você se coloque em suas mãos.
Concluo as palavras de Paulo aos efésios: “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica tendo isso em mente, esteja atentos e perseverem na oração por todos os santos”. (Ef.6-18)



segunda-feira, 16 de julho de 2012


SERMÃO 15/07/2012

TEXTO: JOSUÉ 1.1-9
INTRODUÇÃO: Lembremos, de domingo passado, que naquela oportunidade disse que o ser humano sempre é colocado diante de decisões que muita das vezes abre ou fecham caminhos no presente ou no futuro. Mas também, há decisões que exerce um poder crucial na sua vida espiritual, entre a morte e a vida, a maldição e a benção. Deuteronômio 11.26-28 Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: 27 a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; 28 a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes”.
De modo geral, ás vezes acertamos, e as vezes erramos, todavia, sempre terá diante de nós os frutos desses erros e acertos, “...pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.
Israel, durante 40 anos no deserto semeou ingratidão. Eles se esqueceram de tudo que o Senhor fez por eles. Vejam que eles pereceram sem ver a Terra Prometida, exceto Josué e Calebe. Sabe por quê?

Leiamos em Numeros 13.25-33; 14.2-9, 20-24, 38.

Deus lhes prometera conduzi-los à terra prometida de onde emana leite e mel. Moises envia doze espias para a terra de Canaã e, ali passaram 40 dias. Quando eles voltaram, 10 espias viu somente barreiras e dificuldades, trouxeram um relatório negativo, “a Terra é boa, porém, é impossível vencer seus habitantes”. O resultado imediato desse impasse foi que o povo de Israel começou novamente a murmurar, enfermidade moral que atacava os israelitas em surtos frequentes.
Meus queridos irmãos. A falta de visão espiritual estava levando o povo de Israel a perecer. O povo tinha ouvido as pessoas erradas; tinha aceitado uma avaliação pessimista; tinham-se esquecido da promessa feita a Abraão acerca daquelas terras.
Deus falou a Moises que iria aniquilar Israel, porém, Moises intercedeu pelo povo, suplicando a Deus para que não destruísse seu povo. Em Nm 14.20, Deus se compadece e decide perdoa-los e não destruí-los. No entanto, Deus decreta que toda aquela geração jamais haveria de pisar na terra prometida.
            ELUCIDAÇÃO: Agora, toda aquela geração havia morrido, exceto Josué e Calebe. Os filhos de Israel eram aproximadamente cerca de quatro milhões de pessoas. Assim sendo, a tarefa de conduzir aquela massa de gente e conquista-la, revestia-se de magna importância, e requereria um líder especial e bem preparado.
Josué é compelido a enfrentar uma responsabilidade inesperada. Moises havia morrido, porém, a obra de Deus não poderia parar, tinha que prosseguir. A nossa mensagem desta noite foca onde se registra a transição da liderança, de Moisés para Josué.  O versículo 2 nos coloca, com toda a ênfase a nova realidade, através da afirmação divina: “Moisés meu servo é morto…” É o fim de um era, nos lembrando que ninguém dura para sempre e nenhuma obra divina está vinculada a uma pessoa. Por mais importante que uma pessoa tenha sido, e por mais que ela tenha realizado, a obra divina no meio dos homens ultrapassa o limite das gerações e deve continuar através de novas lideranças. 

Tema: DEUS É CONTIGO: SER FORTE E CORAJOSO!
1.      Levanta-te
O mesmo versículo continua ordenando a Josué “levanta-te, pois agora e passa esse Jordão..”  e assim o novo líder de Israel continuou a cumprir o propósito divino.  Não nos esqueçamos de que Josué não surgiu do anonimato para a liderança. Uma atenta análise da história de Israel no deserto nos revela que Josué estava há muito sendo preparado por Deus para o papel que lhe caberia:  Foi um dos espias enviados a Canaã, de onde somente com Calebe voltou com uma visão encorajadora e corajosa sobre a conquista. Sempre junto de Moisés, acompanhando-o até ao pé do monte Sinai e de perto vivenciando toda a desgraça do episódio do bezerro de ouro, Josué ficou conhecido como o servidor de Moisés e mesmo o nome com o qual ficou na História, deve-o a Moisés, já que de nascimento ele se denominava Oséias. Era Deus preparando o seu servo, dando-lhe a habilitação para que no tempo certo, sem vacilar, ele pudesse dirigir o povo naquele momento que poderia ser difícil pela falta de Moisés.
O versículo 5, diz: Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Deus estava dizendo para ele: que dele faria um vencedor.
Mas, somente com a presença e o poder de Deus.
            Quando Deus chama um homem para uma grande missão, Ele concede, antes de mais nada, uma grande visão. E quando este homem começa a fazer o que lhe foi determinado, então recebe poder para realizar tal obra. Ele precisa agir. Os olhos são abertos para que tal individuo possa ver o que precisa ser feito, e as mãos são fortalecidas para isso.
O salmista afirmou que “Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, 6 nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio-dia. 7 Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. 8 Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. 9 Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada.” (Sl 91:5-9 ARA)
O inimigo vivia em cidades fortificadas. Grande parte do território da Terra Prometida era montanhosa, pelo que as manobras das tropas seriam difíceis. Não obstante, a palavra de Deus jamais falharia. Deus jamais desiste das suas promessas.
O SENHOR fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. 8 O SENHOR determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o SENHOR, teu Deus. (Dt 28:7-8 ARA).
Quem não se lembra da luta de Davi e Golias. Golias era um homem de Guerra da Filistia, experiente e determinado. Davi apascentava ovelhas, tinha boa aparência, mas não era homem de guerra. Contudo ofereceu-se para lutar contra o gigante Golias.
Para evitar um custo muito alto nas batalhas, normalmente um exercito costumava colocar seu guerreiro mais forte para lutar contra o melhor preparado do inimigo. Isto evitava grande matança porque o vencedor da luta era considerado o vitorioso da batalha. Golias tinha vantagem definida contra Davi do ponto de vista humano. Mas o gigante não percebeu que ao lutar com aquele jovem, também tinha que batalhar contra Deus.


45 Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
 46 Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel.
 47 Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos. (1Sa 17:42-47 ARA)
           
            A maior parte dos expectadores via apenas um gigante de aproximadamente 3m de altura. Todavia, Davi olhava na sua frente um homem mortal que desafiava o Todo-Poderoso. Davi sabia que não estava só ao enfrentar Golias; o Senhor lutaria por ele.
            Quando visualizamos situações impossíveis do ponto de vista divino, ajuda-nos a colocar em perspectiva os grandes problemas. As opiniões viram contra nós. O povo pode tentar desencorajar você com comentários negativos ou escárnios, mas continue a fazer o que sabe ser certo. Ao fazer o que é correto, agradará a Deus, cuja opinião é a mais importante.



2.     Obedeça

Mas, vejam, meus irmãos que Deus exigiu obediência de Josué: “Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares.” (Js 1:7 ARA)
Uma vez mais, o Senhor encorajou Josué, sendo aqui informado de que a observância da lei dar-lhe-ia as forças necessárias para cumprir sua tarefa, porque Yahweh, que baixaria a lei, estaria ao seu lado. Um Josué desobediente, entretanto, não chegaria a lugar nenhum quanto a difícil tarefa que tinha recebido. A promessa da vitória na conquista da Terra Prometida era condicionada. Nenhuma missão divina dada aos homens é incondicional. O crente deve estar preparado, agir e levar avante a sua tarefa. A geração mais antiga de israelitas tinha chegado até a fronteira da Terra Prometida, mas não pôde entrar. A desobediência fizera-se presente, desqualificando aquela geração dos filhos de Israel e o próprio Moisés.

“Para que sejas bem sucedido”. A lei prometia vida e prosperidade. A palavra de Deus deveria estar na boca de Josué, sempre pronta para ser dita. O apostolo Paulo falou aos colossenses que eles deveriam, “Portar com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. 6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um. (Col 4:5-6 ARA)

Versiculo 9 “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. (Js 1:9 ARA)

Diante de tudo que Josué ouviu, do que dependia o seu Sucesso? Somente da infalível presença de Deus. Isso em nada minimizava a dificuldade da tarefa, que estava começando a ser executada, mas encorajava Josué acreditar que a tarefa estava dentro dos limites do possível. Josué precisava enfrentar gigantes, mas o Senhor era muito maior do que esses inimigos. Sete nações cananeias, capazes de infundir medo, haveriam de fazer oposição ao ataque orientado por Josué. Todavia, o Senhor seria o verdadeiro Comandante.
Todos nós crentes, também precisamos enfrentar nossas “sete nações cananeias” os nossos “gigantes”, que se opõem a nós. Mas o Senhor é a fonte de poder para cumprir a nossa tarefa.

APLICAÇÃO: As promessas, o poder e a presença de Deus estão conosco. Crentes de todas as eras têm sido encorajados mediante as mesmas três garantias que Deus dá.
1.      Deus é contigo;
2.      Herança da terra;
3.       A Presença constante de Deus.



segunda-feira, 9 de julho de 2012


RESENHA

ALLMEN, J. J. Avon. O Culto Cristão: teologia e prática. [tradução de Dírson Glênio Vergara dos Santos]. – São Paulo: ASTE, 2005.
O referido resumo tem como objetivo apresentar a importância do culto cristão na vida dos seres humanos, nos dias de hoje. Karl Bart afirma que “o culto cristão é o ato mais importante, mais relevante, mais glorioso na vida do homem”. Observa-se que a obra é dividida em duas partes: 1ª) Problemas referentes a princípios; e, 2ª) Problemas referentes à celebração do culto.
O 1º capitulo da primeira parte, o autor afirma que o fundamento da adoração da igreja são dois momentos na vida de Jesus Cristo, ou seja, entre sua encarnação e ascensão, e também, no culto celeste, na glória. Continuando nesta parte, von Allmen, considera que Cristo inaugurou a adoração quando instituiu a Ceia do Senhor. Está presente no culto significa a presença da salvação. A invocação (epiklesis) da igreja implica em dizer que o Senhor é soberano na vida de adoração da igreja. Resultando numa atitude esperança e expectativas. O evento litúrgico trata-se da dimensão da recapitulação da historia da salvação, ou seja, o culto é um ato de prazer, onde reatualiza as obras de Cristo, antecipa o futuro, por está presente, e glorifica o presente messiânico, a alegria no culto. 
Já, no 2º capitulo, “O culto, epifania da Igreja”, observa-se, que o culto tem quer ser entendido na perspectiva do qâhâl de Israel, ou seja, a igreja toma aspectos e elementos que dão consciência da sua verdadeira natureza, como o povo salvo e santo, assim como aconteceu em vários momentos dos cultos de Israel. Somente na presença da realização do culto o homem aprenderá e que é ser igreja.
O 3º capitulo “O Culto, Fim e Futuro do Mundo”, o autor mostra, dentre muitas, que o culto tem dupla finalidade para o mundo, ameaça e promessa. O mundo fornecer aos homens uma razão de ser válida, porém, o culto cristão contradiz a tal pretensão, reivindicando o poder e a glória que só pertence exclusivamente a Deus. Jesus é a realidade da nossa esperança. A promessa é basicamente em que, a igreja no momento do culto deve conscientizar-se da responsabilidade absoluta de evangelização, trazendo os não-cristãos aos pés do Senhor.  
Vejamos, que von Allmen, no capitulo 4, aborda “O Problema das Formas” no âmbito litúrgico. As formas são elementos indispensáveis no culto, com objetivo adorar a Santíssima Trindade. Elas desfrutam de certa liberdade, todavia, existem leis ou limites que não podem ser ultrapassadas e quebradas. A forma deve permitir uma relação com as formas em Deus inspirou e conduziu a igreja no passado, representada pela tradição, e também, a relação com o futuro, a presença do Reino no culto, representada pela mesa do banquete messiânico.
No 5º capitulo, “A Necessidade do Culto”, afirma que a razão dela existir, não é outra se não por ter sido instituída por Jesus Cristo. E que a origem da obra se deu pelo dom do Espirito Santo, resultando na vida do crente, uma gratidão pelas bênçãos recebidas do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O culto é um agente da obra de salvação que aponta para o descanso de Deus. Caracterizado pela sua utilidade na vida comunitária, e sua obediência em servir a Deus.
A segunda parte está dividido em cinco capítulos que abordam a celebração do culto e os últimos cinco capítulos correspondem aos princípios gerais da primeira parte. Dentro da celebração do culto, especificamente no capitulo 6, segundo von Allmen, os elementos de culto é basicamente quatro: A Palavra de Deus, os sacramentos, as orações, e a manifestação litúrgica da vida comunitária. Os dois primeiros elementos são elementos objetivos, ou seja, são os meios que representam a revelação de Deus ao homem. Já os dois últimos são subjetivos, “aqueles em que o homem se aproxima da revelação de Deus”.
O capitulo 7 continua dentro da celebração do culto, não podia deixar de falar dos oficiantes do culto. São eles: Deus; os fiéis; os anjos; e o mundo e seus anseios. Von Allmen considera Deus e os fieis como os atores principais do culto. O culto cristão tem como principal ator e objeto de adoração, Deus. Sem a sua presença o culto seria uma grande mentira. Ele vem para servir e para ser servido pelos fiéis, os anjos e o mundo.
“O Culto e o Tempo”, capitulo 8. Em primeiro lugar, é abordada a questão do “dia do Senhor”, que aponta para o relacionamento que há com as principais verdades da fé cristã. Não se trata de um dia qualquer, mas, um dia em que a igreja lembra a gloriosa vitória de Cristo na cruz, e o derramamento do Espirito Santo sobre toda carne. Santificar o dia do Senhor resulta na santificação do restante da semana. Todavia, para que o dia do Senhor seja o dia do Senhor é precisa celebrar a Ceia no meio do povo de Deus com objetivo de encontrar com o Senhor.
Agora, vejamos o capitulo 9, que trata da legitimidade teológica da presença de Cristo. No entanto, Cristo, o verdadeiro templo de Deus, habita no meio da assembleia, transformando a liturgia em culto. A Palavra, o pão e o vinho, os ministros e o próximo são meios de graça que dão sinais da presença de Cristo. Mesmo que estes sinais sejam exercidos em lugares diferentes, como por exemplo, numa casa particular, hospital, praça publica, porém, o lugar consagrado e separado por Deus “é a assembleia da Igreja reunida para viver e reconhecer o quadruplo sinal da presença de Cristo.”
Von Allmen finaliza no capitulo 10 com o seguinte tema “A Ordem do Culto”. A ordem é um fator primordial seja em culto tradicional ou avivalista. Na historia há vários tipos de ordem, por exemplo, os que andam de acordo com os eventos litúrgicos, outros são mais inteligentes, e outros mais fervorosos.  Observa-se que durante o culto aparece o problema da humilhação, que durante mil anos a igreja se confessava antes do culto, mas Calvino substituiu o confiteor pelo mistério mesmo da penitencia, e o problema da celebração eucarística, especificamente o ofertório e o modo de tomar a comunhão.
Segundo Allmen, o ofertório deveria ser feito da seguinte forma: recolhe as ofertas pelos diáconos, leve ao pastor para fazer uma oração de dedicação, e logo, o presbítero colocará num lugar especifico. E quanto a celebração eucarística, todos os comungantes devem participar deste momento. E por fim, o culto compreende de elementos de natureza ordinário e próprio, fixos e variáveis. A pregação e os sacramentos são os elementos que permanecem invariáveis.  


WILSON NASCIMENTO BEZERRA.
RESUMO
Armstrong, John. O ministério pastoral segundo a Bíblia [tradução Vagner Barbosa] – São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
Desde 1992, Armstrong labuta na sua vida pastoral, pela qual levou a ter um imenso prazer de estar servindo ao Senhor. Passou vinte e um anos na igreja batista pastoreando, antes de se tornar um conferencista editor da Revista Reforma e Reavivamento, com objetivo de fortalecer a vida espiritual dos lideres e da igreja.
Nesta obra, ele tem como objetivo aplicar a cosmovisão calvinista no ministério pastoral. Toma por empréstimo a sua vida pastoral, os livros publicados nas décadas de 70 e 80, e os escritos que tratam necessariamente sobre o ministério pastoral, “The Reformed Pastor” (1656), de Richard Baxter, e os puritanos J. I Packer.
“Semper Reformanda?”, o primeiro capítulo apresenta o alvo do ministro, pregar sempre numa perspectiva reformada, ou seja, a vida do ministro e da igreja dependerá da exposição das verdades bíblicas. A igreja militante nunca é pura, porém, por sua própria natureza haverá uma constante purificação e renovação do poder do Espirito Santo por meio da exposição das Escrituras Sagradas. Já no capitulo dois, Mark Coppenger alerta os ministros para o fato, que nos dias atuais pode haver uma confusão entre a vocação ministerial e profissionalização, e nunca é tarde fazer uma redescoberta. Todavia, os códigos profissionais podem nos oferecer maneiras disciplinares, nos tornando um modelo de pastor exemplar. Segundo Joel Beek (Cap. III), o ministério pastoral necessita da intimidade com Deus, de uma vida pautada e disciplinada com hábitos piedosos, como por exemplo, leitura bíblica, orar incessantemente, ler e ouvir os sermões. Isto redundará em dois grandes benefícios: a) promoverá um viver piedoso em todas as áreas de nossa vida; b) uma vida piedosa promove e sustenta um ministério eficaz. O capitulo quatro, escrito por R. Kent Hughes, focaliza a importância que tem a exposição bíblica no ministério pastoral. Não existe outro tema para se começar, a não ser pelo tema logos, a Palavra de Deus. É indispensável, que o ministro traga plena confiança na autoridade bíblica, e consequentemente em sua inerrância, suficiência e potencia. Porém, é bom que entenda que o ministro reformado recebe o real evento da pregação da Palavra, que pede nossa consideração do ethos (o caráter de quem prega ou moldar sua vida de acordo a verdade que você pregar) e do pathos (pregação direcionada pelo Espirito Santo, ou pregar com uma paixão autentica), que são essenciais à exposição bíblica. Observa-se, que no quinto capitulo escrito por Thomas N. Smith, o clamor pela centralidade de Cristo, como o tema principal. O cristianismo foi construído não em cima de abstrações filosóficas, mas na mensagem da cruz, o Cristo, e este crucificado. A mensagem cristã é tradicionalmente reinterpretada no objetivo de compreender e comunicar ao mundo que o coração vivo da historia é Jesus Cristo. Portanto, os meus relacionamentos e a minha conduta, deve impactar o mundo, e ser capaz de expressar, como disse Spurgeon: “homens-Jesus”. Agora, no capitulo sexto, escrito por Wilbur C. Ellsworth, veremos a importância da fé na proclamação de Cristo, com base no relato, escrito por Paulo aos Romanos, no capitulo 10. O coração humano está desesperado por alguém que ouve e fale para lhe dar esperança e ajuda. Hoje existem milhões de pessoas se relacionando pela internet, uma forma de encontrar um relacionamento. Mas, o pregador não deve perder de vista que a pregação ainda é importante. Para isto deve ter humildade, viver na dependência de Deus. Somente o Espirito Santo expandirá a sua mente, compreendendo a grandeza de Cristo de maneira diferente. A convicção da obra redentora, impulsiona o pregador à ter uma intrepidez no falar, correndo o risco de sofrer, mas o resultado redundará em muitos frutos.  Jerry Marcelino, no capitulo sete, aborda o papel pastoral no condicionamento da Igreja ao culto teocêntrico. Portanto, o ministro deve viver em relacionamento com as doutrinas fundamentais, que são: 1) a doutrina da justiça de Cristo imputada ao pecador perdido; e 2) o ato evangélico de prestar o culto verdadeiro ao Deus vivo. O povo de Deus precisa ser conduzido por meio das Escrituras, a ser fiel tanto a Deus quanto ao próximo. O culto tem como objetivo adorar à Deus com reverencia, sabedoria e zelo. Jim Ellff, no capitulo oito, apresenta os elementos que o pastor deverá servir ao rebanho. Sabedor das necessidades das ovelhas, ele será o veiculo e o modelo do verdadeiro e Supremo pastor, Jesus Cristo. Aqui neste ponto, a característica do pastor que diferencia do mercenário é o amor pelas ovelhas. Porém, tanto a pregação, quanto o amor, não pode viver separados. O termo “A cura da alma” geralmente se quer dizer que há uma responsabilidade pastoral fora da pregação. Apresenta seis elementos que concretiza o referido termo: 1) Intimidade Pastoral; 2) Instrução Pastoral; 3) orientação Pastoral; 4) Consolo Pastoral; 5) Proteção Pastoral; 6) Intercessão Pastoral. No capitulo nove, escrito por Arturo Azurdia, observa-se que o pastor tem a missão de reformar a Igreja por meio da pregação, sem esquecer que depende dos momentos de oração, os joelhos dobrados juntamente com a igreja. Segundo Gardner Spring, “Sem oração, até mesmo as mais espirituais verdades só poderão ser estudadas como uma mera ciência, e nosso conhecimento crescente dessas verdades não ministrará à nossa espiritualidade”. Ou seja, o pastor chegará ao trono da graça, suplicando por capacitação divina, pela qual o Espirito Santo o iluminará no texto sagrado. No capitulo dez, escrito por David W. Hegg, “o papel pastoral na edificação de uma comunhão verdadeira” é basicamente o assunto. O pastor enfrentará muitos desafios para ter uma igreja saudável. E dentre estes desafios, podemos citar três: O Consumismo; a Independência; e a rede de contatos. Logo, o pastor terá que decidir qual será “o padrão pelo qual vamos ‘re-formar’  aquilo que foi torcido e quebrado.” Ele mostra alguns elementos na edificação de uma verdadeira comunhão: aconselhamento bíblico; pregar a Palavra; e a ministração da Santa Ceia. Poderíamos dizer que o capitulo onze (escrito por T. M. Moore) é a continuação do capitulo anterior, porque é exatamente o mesmo assunto, “a importância dos sacramentos na vida da igreja”. O seu valor decorre de dois fatos bíblicos: mandamento de Cristo e a prática dos apóstolos. Os sacramentos devem ser ministrados com fidelidade e o devido cuidado. Eles foram planejados para nos equipar para a vida do reino no mundo. Já, no capitulo doze, escrito por Joseph Flatt, Jr. Trata da disciplina, a terceira marca da igreja. Em Mateus 18.15-17, o Senhor estabelece o principio geral da disciplina da igreja. A igreja deve exercer disciplina sobre seus membros para preservar a santidade. O ministro deve se esforçar para ter uma vida piedosa diante do povo de Deus. Também é útil indicar ao povo á pratica da disciplina, mas, para isso, o ministro precisará orar, gastar tempo para conscientizar a igreja, voltar a igreja para autoridade da Escritura; manter se humilde diante do sucesso; mostrar os benefícios da disciplina; enobreça a santidade pessoal; evitar o afastamento do Espirito Santo da igreja. O capitulo treze, Mark E. Dever, o sucesso pastoral no ministério evangelístico é baseado em 2 Timóteo 3.10-4.5, aonde Paulo escreveu a Timóteo, com objetivo de se por como exemplo de ministério pastoral de sucesso. O sucesso se dava na explanação da Palavra, seguido de oposição à mesma. Suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, que certamente o Senhor o levaria seguro para o céu. E por fim, no capitulo quatorze, escrito por Phil A. Newton, o pastor enfrentará o pragmatismo, movimento que afasta da suficiência da Escritura e do poder do evangelho da graça, e que sutilmente acredita que Deus precisa de nossa ajuda. Portanto, o pastor se utilizará dos meios de crescimento dados por Deus, sem forçar o processo natural da graça de Deus. Ele propõe quatro áreas que precisão de atenção para que as igrejas desenvolvam um crescimento saudável: 1) deve-se dar prioridade; 2) a igreja deve corajosamente funcionar como igreja; 3) aprender a discernir o que é e o que não é legitimo, como crentes do Novo testamento em nossa comunidade expandida; 4) dê continuidade a todos os ministérios da igreja. Em vez de examinar o que está dando certo, o crente sério é exortado a examinar a Palavra de Deus.

WILSON NASCIMENTO BEZERRA

SERMÃO 08/07/2012


TEXTO: JONAS 1.1-16




Tema: PARA ONDE FUGIREI DA TUA PRESENÇA SENHOR?

INTRODUÇÃO:  Certamente Charles Edwards estava correto quando afirmou que "A Reforma foi um movimento missionário em uma grande escala internacional". Na Europa, a Bíblia é traduzida para as línguas vernaculas e os cultos da igreja eram inteligíveis para as massas. Povos não-alcançados na Europa foram alcançados pelo evangelho com a reforma. Os reformadores continuamente tinham de lutar por sua sobrevivência, lutando para estabelecer sua própria identidade sobre seus adversários Catolicos Romanos. Ainda assim, mesmo com toda esta confusão, Calvino foi capaz de fazer um esforço extraordinário para evangelizar a França, o resto da Europa e mesmo o Novo Mundo.
Missionário Jonh Wesley, em sua viagem de retorno de Virginia, ele expressa sua frustração "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?". Após dois anos, No dia 24/05/1738, na rua Aldergate, em Londres, Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana, é assim narrada em seu pequeno diário:
"Cerca das oito e quinze, enquanto ouvia a preleção sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".
Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais.

Mas, o que faz esses homens viverem totalmente para as missões?

O profeta Samuel disse: “...Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15:22). O texto afirma que Deus não quer sacrifício de tolo, sem, contudo, em primeiro lugar termos uma constante obediência a ele.  
Deus em toda historia sempre exigiu de nós a obediência: Adão no jardim do Éden; e do próprio Senhor Jesus Cristo: “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8).
E mais, quando Deus faz aliança com alguém, este alguém, nunca se ausentará da sua presença, mesmo no mais profundo abismo, como disse Davi: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; 9 se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, 10 ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.” (Sl 139:7-10).
Um belo dia o Senhor Deus chamou o profeta Jonas e deu a seguinte ordem: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim” (Jn 1:2). Ou seja, o Deus Yahweh, o Soberano e Deus dos Exércitos manda que Jonas se Levante e vá à cidade de Nínive, para que avisa aos seus habitantes de que ele tinha conhecimento do mal que eles têm feito.
Aproximadamente 150 anos, Deus enviou vários profetas para que Israel se arrependesse, porém, Israel prosseguiu na idolatria e persistiu nos seus caminhos pecaminosos. Então neste caso, o que significa a missão de Jonas em Nínive? Significa que eles poderiam ser cortados da presença de Deus. Por isso Jonas fugiu. Fugiu para proteger o seu povo. Preferia que os ninivitas pagãos perecessem a ver os israelitas desobedientes perecerem.
Jonas sabia que se O Senhor dos exércitos, colocar um determinado povo em seu coração, isso poderia ser um sinal de que ele pretende leva-lo ao arrependimento e a fé por seu intermédio. Logo, Jonas entende que sendo enviado para Nínive, o Senhor estava pronto à adota-los como filhos, assim como, fez com Abraão.
Assim como nossos primeiros pais “Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus,” também, Jonas se escondeu para não responder o chamado de Deus. 
Agora você me diga: Se Deus está te chamando para pregar as pessoas que estão nos becos e atalhos, nas cidades grades e pequenas: você fugirá ou obedecerá a sua ordem?  Tenha certeza que Aquele que está enviando está no controle de tudo.
Não fuja! Por que é uma fuga inútil, diante dAquele, que você está em aliança. Deus nunca perderá você de vista, “se subo aos céus lá estas; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também”. Ele é ONISCIENTE E ONIPRESENTE.
Até o versículo três, parece que está indo tudo muito bem. Cuidado! Muitas vezes você deduz que o Senhor está de acordo com a sua atitude.
Mas vejam que o versículo 4, O Senhor lança contra o navio que estava Jonas um forte vento. O navio de Jonas era o alvo do Senhor. O Soberano Deus está numa ardente busca, ele tem em suas mãos todas as forças do universo com o proposito de realizar as ordens conforme a sua vontade. Não há meio pelo qual Jonas consiga escapar.
A ira de Deus é uma expressão da sua justiça e do seu amor. É a indignação pessoal de Deus diante de todo o pecado e sua reação imutável causada pelo comportamento iníquo do ser humano e nações, e pela apostasia e infidelidade do seu povo.
Paulo aos Romanos diz as seguintes palavras: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;” (Rm 1:18 ARA)
O pecado de Jonas estava na presença de Deus, e este pecado, no entanto, teve consequências tristes para os marinheiros também: “Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente. (Jon 1:5 ARA)
Quantas vezes, cristãos trazem problemas para a vida de outros, bem como para sua própria vida, por não está de acordo com a vontade de Deus. Deus certa vez falou para Abrão: Sê tu uma benção! Não sejamos uma maldição para aqueles que Deus nos enviar para evangelizar e cuidar.
Enquanto isso, Jonas estava roncando tão alto que não conseguia escutar o rugido do vento no convés na parte de cima. Podemos deduzir que Jonas com sua atitude levou a ter uma paz falsa.
Certa vez, Jesus dormiu em meio a tempestade, porém, ele não estava fugindo da vontade de Deus, ele foi obediente até a morte. Todos os seus discípulos entraram em estado de pânico quando se depararam com a tempestade. Jesus, porém, acalmou a tempestade, mostrando a sua natureza divina. Os homens se admiraram e disseram: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? E no livro aos hebreus diz as seguintes palavras: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,” (Hb 1:3a).
Todas as coisas são sustentadas, não pelo seu próprio poder ou por leis naturais, porém, nos processos complexos da providencia divina, o Filho mantém a ordem criada, preservando-a da destruição.
Os marinheiros estavam desesperados pela situação. Algo estava errado. Para eles os deuses queriam punir alguém. Eles se achavam num estado de miséria e condenação. Chegaram com Jonas e lhe perguntaram: Quem era o responsável? Quem foi o causador de todo este transtorno? Jonas sabia, exatamente, quem era o culpado. Tanto, que ele confessou, “Sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra.”.
Com estas palavras, Jonas cravou nos seus corações o único e verdadeiro Deus. As palavras de Jonas não foram rebatidas. A Palavra de Deus é como uma espada afiada, que discrimina dos pensamentos e intenções do coração. “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras”.
Jonas é também atingido pelo poder da palavra, admitindo o seu pecado. Não foi fácil. Porém, agora deve suportar a justiça de Deus pelo seu próprio pecado. Diz a palavra de Deus, “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.
Os pagãos foram alcançados pela Palavra de Deus, demonstraram compaixão, remavam e se esforçavam para chegar a terra, e assim, poupar a vida de Jonas.

Meu querido irmão. Semeia boas atitudes. Começa introduzindo atos de generosidade, como por exemplo, compaixão pelos perdidos, humildade e disposição para servir. Leve isto, diante de todos os homens sem discriminação.
No versiculo 14, os marinheiros clamaram ao Senhor de forma sincera. Os seus lábios pronunciaram o Deus da Aliança, o Deus criou os céus a terra e o mar. Somente ele pode salvar os pecadores das tempestades. E mais, eles reconheceram que tudo acontece conforme a sua vontade, “... Porque, tu, Senhor, fizeste como te aprouve”.
A vontade de Deus é a causa final de todas as coisas. Deus projeta e decreta tudo que virá acontecer. A vontade de Deus é o definidor de nosso dever e o modelo de nossa responsabilidade. A básica razão pela qual eu devo seguir certo curso ou fazer certa coisa é por causa da vontade de Deus, a Sua vontade sendo claramente definida para mim em Sua Palavra.
“Meu conselho subsistirá, e farei toda minha vontade” (Is 46.10). E Jesus afirmou que “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. (Jo 6:40-41).
A vontade revelada de Deus contêm não seu proposito e decreto, mas nosso dever de agradá-lo.

APLICAÇÃO: 
Não tente fugir da vontade de Deus, porque, Ele irá te buscar onde estiver.
Se você acha que a sua vida está em "paz", procure saber se você está fazendo a vontade de Deus, pode ser que seja uma "paz falsa".