SERMÃO
29/07/2012
TEXTO: Neemias 1
Tema:
VIDA DE ORAÇÃO É UMA VIDA PROSPERA
“...pedimos que Deus nos habilite, a nós
e aos outros, a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer; e que
disponha tudo para a sua própria glória” CBW: p, 101.
Introdução: O que temos presenciado em
nossos dias, é famosa crise mundial. Porém, o Brasil tem demonstrado certa
confiança na instabilidade financeira com seus investidores.
Enquanto, muitos têm
medido esforços para não cair nesta crise, a cidade de Dubai tem atraído atenção
através dos seus projetos imobiliários, e
acontecimentos esportivos. A maior atenção está coincidindo com o seu
aparecimento como um concentrador de negócios mundial. Em destaque estão as questões
relativas dos direitos humanos à sua mão-de-obra,
e em grande parte externa. Localizada
no sul do Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes, com aproximadamente 2.300.000
habitantes, é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, futurista, e
com enormes arranha-céus e largas avenidas, foi construída através da indústria
do petróleo, e o seu PIB é de US$ 40 bilhões.
Dentre muito turistas que
visita esta cidade, parei para analisar uma mulher brasileira que disse - “no
Brasil vemos o que Deus fez: a natureza do verde, agua do mar, porém, aqui podemos
vê o que ser humano consegue construir”.
Por este fato, eu me lembrei
da intenção que os construtores tiveram quando construíram A Torre de Babel. O
mesmo orgulho arrogante de ir além dos limites ordenados por Deus. A torre foi
uma grande conquista humana, uma maravilha do mundo. No entanto, era um
monumento para engrandecer as pessoas, e não a Deus.
Meus queridos irmãos.
Podemos construir monumentos para nós mesmos, como por exemplo: grandes
mansões, carros luxuosos, empregos importantes: estas coisas podem não estar
erradas em si mesmas. Porém, devemos ter o cuidado quando as utilizamos para
promover nossa identidade e valor, porque certamente estaremos tirando o lugar
de Deus em nossas vidas. Somos livres para prosperar em muitas áreas, mas não
para pensar em tomar o lugar de Deus.
Vejam que Neemias colocou
Deus no centro de sua vida ou do seu centro do seu projeto a oração.
Elucidação: Neemias
regressou à Terra Prometida e promoveu a iniciativa de construção que começou
com Zorobabel e teve continuidade com Esdras. No capitulo 1.2, Neemias ficou
profundamente triste com o estado de Jerusalém, mas não apenas refletiu sobre o
assunto. Após sua tristeza inicial ele orou, derramando seu coração diante de
Deus, e buscou maneiras de melhorar a situação.
Neemias presenciou uma crise instalada em Jerusalém.
Muita das vezes, a crise é uma encruzilhada, uma
bifurcação na rota da vida. Podemos fazer dela uma porta para os horizontes
largos do triunfo, ou podemos descer através dela aos vales mais sombrios do
fracasso.
Segundo Hernandes Dias Lopes, a crise pode ser a porta da esperança ou o calabouço
do desespero. A crise eleva alguns e abate outros. A diferença entre o vencedor
e o perdedor não esta na crise, mas em como cada um a enfrenta. A grandeza de
um homem está no fato de que, quando todos estão colocando o pé na estrada do
fracasso, ele vislumbra o chão do progresso. O vencedor é um visionário. Ele vê
o que ninguém consegue contemplar. Enxerga por sobre os ombros dos gigantes.
Quando todos estão mergulhados no problema, ele está contemplando a solução.
Aquele
que triunfa diante das dificuldades nunca é unanimidade. A unanimidade é
burra. Ela sempre capitula diante das crises. Todo o arraial de Israel chorou
desesperado, com medo de lutar contra os gigantes e, também, de não tomar
posse da terra prometida. Somente Josué e Calebe tiveram uma visão otimista.
Todo o povo pereceu no deserto; só os dois visionários entraram na terra que
manava leite e mel.
A crise pode desestabilizar os governos
da Europa ou da terra, mas não o trono do Senhor. O deserto pode ser o palco da
prosperidade porque Deus transforma desertos em pomares.
Neemias jejuou e orou durante vários dias,
expressando seu lamento pela miséria espiritual e material de Israel, e seu
desejo era de que Jerusalém vivesse novamente adorando ao único e verdadeiro
Deus. E vejam que no final de sua oração (1.11), pede pelo sucesso da obra e
não simplesmente forças para lidar com seus problemas. E o sucesso da obra
dependia exclusivamente em fazer a vontade de Deus (2.12).
Nada existe que Deus não saiba ou não conheça. Esta
é a convicção do salmista que pergunta: “Para onde me ausentarei do teu
Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Salmo 139.7). Se assim é o
conhecimento de Deus, nenhuma necessidade há de que nós sejamos seus
informantes. Com certeza assim cria o salmista que diz: “Ainda a palavra me não
chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda.” (Salmo 139.4). O Senhor
Jesus também ensinou claramente que o nosso “Pai celeste sabe o de que temos
necessidade antes que lho peçamos” (Mateus 6.8). A conclusão óbvia, portanto, é
que a oração não é uma meio através do qual nós, ignorantes mortais, fornecemos
informações ao onisciente Deus.
A Palavra de Deus insiste conosco quando à
necessidade que temos de orar, já que a oração foi instituída e é ensinada por
Deus por nossa causa, para o nosso bem, não por uma carência no ser de Deus.
Segundo Arthur W. Pink, a finalidade da oração é
expressar a Deus o nosso reconhecimento de que ele sabe o de que temos
necessidade. A oração jamais se destinou a proporcionar a Deus o conhecimento
daquilo de que precisamos; antes visa a ser o meio de lhe confessarmos o nosso
senso da necessidade que temos.
Neemias orou espontaneamente oito vezes, tinha um
relacionamento intimo com Deus. Ele sabia que Deus está sempre no controle. A
oração é um dos maiores privilégios que Deus nos concede, visando a nossa
edificação, conforto, alívio e, principalmente, como veículo de expressão de
nossa adoração.
Aqui nesta oração Neemias revelou os elementos da
oração, e dentre elas é adoração: o que acabei de citar.
1)
Adorar o Senhor: “ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível,” Adoração é a expressão que exalta a Deus
pelo que Ele é. Ou seja, onde você expressa os atributos dEle, exaltando ao
Senhor pela sua Grandeza, força, eternidade e poder. Também, podemos ver nesta
expressão, a Soberania de Deus. Deus é soberano, não por causa de quem você é ou onde você
está, mas por causa de quem e o que ele é. Ele controla todas as coisas porque
isso é o que significa ser Deus. Sua soberania é primeiro uma questão ontológica
(ser), e não uma questão soteriológica. Ela não tem nada a ver com onde estamos
ou com nosso estado e condição. Nunca nos tornaremos autônomos e independentes
de Deus. Sua soberania não é um jogo, onde decidimos arbitrariamente seguir uma
série de regras por um tempo, e então, quando deixamos de jogar, seguimos outra
série de regras. Ele controla todas as coisas porque ele é Deus.
Em Jó 23.13, diz assim: “Mas,
se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso
fará.”
O Catecismo Maior de
Westminster, na pergunta 179: Devemos orar somente a Deus?
R: Sendo Deus o único que pode esquadrinhar o coração, ouvir os
pedidos, perdoar os pecados e cumprir os desejos de todos, o único em quem se
deve crer e a quem se deve prestar culto religioso, a oração, que é uma parte
especial do culto, deve ser oferecida por todos a ele só, e a nenhum outro.
2)
Confessar os nossos
pecados - “e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel,
os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.”(v 6).
Eu quero dizer que é muito importante orar antes de
agir. Porém, para oração ter efeito, tem de ser acompanhada de confissão.
O que
encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa
alcançará misericórdia. (Pv 28:13)
O pecado sempre será a causa da derrota na vida do
povo de Deus. Temos que reconhecer que somos pecadores. Neemias não está aqui para fazer
uma exigência a Deus, e não diz que tem algum direito, ou, uma posição de
colocar Deus contra a parede. Mas, numa posição de humildade.
A natureza do estado pecaminoso e
miserável do homem consiste no fato de haver se afastado de Deus, e de estar
entregue a si mesmo, vivendo agora para si mesmo, estudando, amando e
satisfazendo a si mesmo, ao seu “eu” natural mais do que a Deus.
Você quer que seu projeto de construção
na sua vida tenha êxito. Seja uma pessoa que se humilhe na presença de Deus.
Reconheça que você depende de Deus.
No livro de 2 Crônicas 7.14,15 diz assim
se o meu povo, que se
chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus
maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei
a sua terra. 15 Estarão
abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste
lugar. (2Cr 7:14-15)
A humilhação ou a humildade transforma
esta torre de Babel em pó, e faz com que nos detestemos até o pó e cinzas. Ela
toca fogo na casa, na qual confiávamos e nos deleitávamos, diante dos nossos
olhos; e nos faz não apenas ver, mas sentir, que é tempo de nos rendermos. O
orgulho é o pecado mestre do ímpio, e é parte da humilhação fazê-lo cair por
terra.
Segundo
O Catecismo Maior “devemos
orar com solene apreensão da majestade de Deus e profunda convicção de nossa
própria indignidade, necessidades e pecados; com corações penitentes, gratos e
francos; com entendimento, fé, sinceridade, fervor, amor e perseverança,
esperando nele com humilde submissão à sua vontade.”
Além do nosso Senhor Jesus, não há ninguém em todas
as eras, não há nem mesmo um na história da humanidade que seja sem pecado e
perfeito. Nascemos no pecado, e pecamos. Somente o Senhor Jesus é sem pecado e
perfeito. Ele que não conheceu nenhum pecado foi feito pecado por nós, para que
pudéssemos nos tornar justos de Deus.
Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a
verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é
fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua
palavra não está em nós. (1Jo 1:8-10)
3) Interceder:
Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste
com teu grande poder e com tua mão poderosa. 11 Ah! Senhor, estejam,
pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se
agradam de temer o teu nome;
(Ne 1:10-11)
Neemias é considerado por alguns, o maior
intercessor da historia do povo de Deus.
Ele nos ensina que devemos nos preocupar não apenas com nosso próprio
triunfo final, mas com a vitória espiritual de todos os outros crentes. Muitas
vezes pensamos em nós mesmos como membros separados. É comum a ideia de que
somos independentes de tudo o mais. Mas não é assim. Como o corpo humano não
progride a não ser que todos os membros se movam, assim também o corpo de
Cristo não pode progredir. Segundo, assim como o corpo de Cristo ministra
através de dons espirituais, nós também servimos através da oração.
O meu dom espiritual, de ensino, é para mim? Deveria
eu tomar meu dom e ir para o meio do mato ensinar-me a mim mesmo? Deveria ficar
em frente do espelho e pregar para mim mesmo? É de dar risada. O meu dom
espiritual tem que ser exercitado em benefício, do meu irmão.
Assim a vida de oração não é somente para mim — é também
para você. Devo orar por você, e você, por sua vez, deve orar pelos outros.
Deus planejou que fosse assim para que fôssemos unidos. Quando uma parte do
corpo físico está machucada ou doente, todas as outras partes vêm em socorro.
Se eu machucar o meu olho, minha pálpebra o protegerá, mas indiretamente, o
resto do meu corpo funciona de modo a mandar a cura para meu olho.
Semelhantemente, se um irmão tiver uma necessidade, você pode ministrá-lo
diretamente através do exercício de seu dom espiritual, ou ministrar indiretamente
através da oração. Creio que grandes coisas realmente estariam acontecendo se
orássemos verdadeiramente uns pelos outros.
Mesmo que tenhamos uma posição exaltada em relação a
Cristo, temos ainda uma profunda necessidade das orações dos outros crentes. E
igualmente temos que pedir constantemente a Deus que opere em favor de santos
que conhecemos especificamente.
Ao receber noticias trágicas, em primeiro lugar ore.
Então busque formas de superar a dor e tome atitudes que ajudem aqueles que
estão necessitados.
Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos
nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos e projetos. Pedindo a Ele o
privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor.
Nunca se esqueça, que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que
você se coloque em suas mãos.
Concluo
as palavras de Paulo aos efésios: “Orem
no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica tendo isso em
mente, esteja atentos e perseverem na oração por todos os santos”. (Ef.6-18)
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