segunda-feira, 28 de maio de 2012


Sermão 27/05/2012

Texto: Hebreus 10.32-39


Faltando alguns dias, a Olimpíada de Londres reunirá centena de países, para disputarem varias modalidades esportivas. E dentre as modalidades, existe “a corrida com obstáculos”. É uma competição que exige muito preparo e disposição do atleta. Além de correr, ele tem que saltar as barreiras a sua frente. As corridas com obstáculos podem ser disputadas em várias distâncias que vão de 100 metros até 3000. Dentre os obstáculos, estão: uma barreira, feita de madeira e metal. Suas passadas devem ser precisas, o olhar fixo nos alvos e o pensamento direcionado para a vitória. Em nossa vida cristã faz-se necessário fixar o olhar no alvo, Jesus Cristo, e ter a certeza da vitória, que foi garantida por Ele, e seguir firme, certos de que há barreiras para saltar, mas conseguiremos alcançar o objetivo, pois o próprio Jesus nos dá condição de prosseguir.
Nesta carta aos hebreus existem diversas perguntas que são impossíveis de responderem, por exemplo, quem escreveu e a quem foi dirigida inicialmente. Todavia, não impede a compreensão espiritual e teológica que desde o inicio tem comprovado por si mesmo autoritativo em vista de seu valor intrínseco. O titulo que recebeu se deve ao fato de que ela foi escrita para crentes judeus; quem a escreveu tinha em mente o conhecimento do Antigo Testamento, “os rituais levíticos são tratados com notável respeito, como possuidores de sanção e autoridade conferidas por Deus.”

O proposito desta carta se deve ao fato de que seus leitores haviam recebido a fé, e que inicialmente havia um forte entusiasmo, e que o passar dos dias haviam perdido o entusiasmo, chegando ao desanimo e indolência (Hb 12.3). Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.  

Haviam deixado de progredir, crescer, e sofriam seriamente na compreensão doutrinaria e discernimentos espirituais Hb 5.12 Porque, desde a infância sabes as sagradas letras, que podem necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido.”  E também não estavam sendo leais aos seus lideres cristãos Hb 13.17 Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

Precisavam urgentemente de exortação, porque corriam o perigo de abandonar a fé, a qual os lideres haviam falado. Aderentes do judaísmo, possivelmente sentiram-se desapontados com o cristianismo. Além de não proporcionar um reino terreno, foram rejeitados pela grande maioria e perseguidos pelas autoridades da época.

Sabedor disto, o autor, labuta em demonstrar aos seus leitores a revelação de Deus por meio de Jesus Cristo o nosso salvador. E também, o caráter celestial e eterno, das bênçãos assim livremente oferecidas pela fé.

A FÉ EM CRISTO NOS GARANTE A VITORIA 

Eles deveriam recordar das suas experiências passadas como cristãos, e que desde o principio foram esclarecidos da revelação de Deus por meio de Jesus Cristo. Só assim, suportariam as aflições e perseguições.
Até certo momento eles compreenderam o chamado de Deus, tanto que eles, em face de tais provações, demonstraram alegria, comparando-se isso a seu lucro celestial e eterno.
Esta alegria incluía uma firme e eterna promessa de plena recompensa (o patrimônio superior e durável), e que de modo algum deveria ser abandonada e esquecida. Os patriarcas desejaram ver, porém morreram na fé, sem ter obtido as promessas, e somente vendo-as de longe (Hb 11.13-16).


Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 14 Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. 15 E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. 16 Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.” (v 35)

Porém, precisavam entender que na vontade de Deus, existe um momento de espera, antes do dia mais esperado e desejado, e que este momento de espera inclui serviços e provações. Paulo tratando das lutas na vida cristã, diz as seguintes palavras: "Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus. 4 Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E também se um atleta lutar nos jogos públicos, não será coroado se não lutar legitimamente."

Vejam, meus queridos irmãos, que a necessidade de perseverança fundamenta-se em “andar segundo as normas" segundo a vontade de Deus e, assim, conseguir a realização da promessa.”

Qual é a regra do cristão? o manual que Deus deixou para que andássemos nela? é a palavra de Deus. A Confissão de Westminster diz que As Escrituras devem "ser obedecidas, cridas e observados para a salvação". 
E, mais, "Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem..." estão declarados na Escritura (CFW, cap I; vi)

Podemos ver que a vontade de Deus é soberana e inescrutável, todavia, é experimental. Eu pergunto a cada um: O que pode nos colocar no caminho da experiência da vontade de Deus? 1) uma consciência grata pela graça recebida. 2) uma entrega total ao amor de Deus. 3) essa entrega a graça de Deus produz uma alegria no ser.

Deus conduz a fé de todos aqueles que planejou redimir. A redenção dos eleitos está garantida, e ninguém mais tem a capacidade de ir até ele. Vejamos, no evangelho de João 6.37-40

Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. 38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. 40 Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.


Jesus entendia que a vontade de Deus era que os verdadeiros crentes (eleitos), salvos da ira vindoura, e procurando andar diante dEle em toda as suas palavras, tivesse a vida eterna. Logo, a perseverança não depende das suas forças, mas "da imutabilidade do decreto eletivo, procedente do livre e imutavel amor de Deus Pai" (CFW cap. VII, ii),  

"Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair do estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos." (CFW, cap XVII, i)

“Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma.”


Somos uma geração de impacientes, queremos ter e ver as coisas imediatamente, não conseguimos esperar. Até mesmo em nossas orações, exigimos que Deus atenda os nossos pedidos para ontem, e se esquecemos que Deus é quem estar no controle e não o homem. Contudo, Deus tem três resposta para nossas petições, sim, não, e espere.

Paulo em certo sentido nos ensina que a minha vida não depende ou não esta enraizadas nas coisas deste mundo,  “Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia.  Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória;  não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.” (2 Co 4.16-18.)

Todos nós enfrentamos problemas em nossos relacionamentos ou em nosso trabalho que nos levam a pensar em parar. Nossas dificuldades não devem diminuir nossa fé nem nos desiludir. Devemos entender que existe um proposito em nosso sofrimento. Os problemas que enfrentamos tem vários benefícios: 1) forma nosso caráter e nossa paciência; 2) Saber que Jesus está conosco em nosso sofrimento e que um dia retornará para colocar um fim em toda dor; 3) ajuda a crescermos em nossa fé e em nosso relacionamento com Ele.

O escritor aos hebreus finaliza encorajando os seus leitores a não abandonarem a sua fé em tempos de perseguição, mas a mostrarem, por sua resistência, que a sua fé é real. Ter fé significa descansar naquilo que Cristo fez por nós no passado, mas também significa confiar naquilo que Ele faz por nós no presente, e fará no futuro. Amem!




quarta-feira, 23 de maio de 2012



Sermão 20/05/12
Texto: João 14.27-28b
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. 28 Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós.

Introdução: eu tentarei nesta oportunidade mostrar a vocês o valor e a validade de um legado ou herança, dentro da relação humana, que tanto uma nação, quanto um homem tem herdeiros, e cada geração deixa, para aquela que tem de seguir-se, legados ora coisas boas ora de coisas males, e consequentemente, chegar ao ponto em que Adão nos deixou um legado de desgraça perpetua e Jesus Cristo o segundo Adão, por meio de seu sangue a Paz que nos reconcilia com Deus eternamente.
Antes de mais nada, eu quero dar o significado de Legado: Legado é uma disposição feita em um testamento para benefício de outra pessoa, é deixar algo, de valor ou não, para outra pessoa, e vem do latim, legatus.
O Brasil possui muitos bilionários, e dentre podemos citar: em primeiro lugar está Eike Batista, a sua fortuna é equivalente à US$ 30 Bilhões; Carlos Alberto Sicupira US$5,5 bilhões (Busch Inbev); Abilio Dinis (pão de açúcar) 3,4 bilhões; Antonio Luiz Seabra (Natura) 3,3 bilhões.
Todos os dias somas fabulosas de dinheiro e ricas propriedades são passadas à herdeiros que não tem em nada para a sua acumulação. Tudo quanto pertencia ao testador falecido forçosamente passa aos seus herdeiros, sem pagamento, e sem poder outrem pôr embargo algum.
Mas, vejam que o direito adquirido em virtude de um testamento é o mais absoluto de todos os direitos reconhecidos entre os homens. Sabe por que? Porque não há pagamento. O herdeiro não paga nada pelos legados que lhe são deixados. Mas por isso mesmo ninguém pode contestar-lhes o seu titulo de herdeiro.
Afinal de contas, qual a relação de Adão, em termos de herança, com sua descendência?
Todos nós sabemos que Adão foi o nosso representante legal, nós somos criados a sua imagem, carne da sua carne, o seu sangue percorre em nossas veias. Ele foi instituído o cabeça federal do gênero humano, e Deus fez um pacto, prometendo-lhe a vida eterna caso fosse obediente, e intimando-lhe que a quebra do mesmo pacto seria punida com a pena de morte. (CFW, VI; VII)
Nós já sabemos o resultado. Adão caiu por sua desobediência e ficou incurso (comprometido) na pena da lei. Lançado fora do paraíso e condenado, a sua alma perdeu a paz que dantes era o doce enlevo da sua existência. Agora, dentro dele tudo estava mudado. E a paz que antes tinha, foi substituída por cruéis remorsos e um futuro sem nenhuma esperança.
Hoje, quando paramos para pensar, ouvimos em nossas consciências a voz de Deus nos chamando, as nossas almas estremecem de alegria, porém, (o mundo se esconde por trás das religiões dos ritos que ele mesmo constrói...). O legado que Adão ele deixou é uma dor extrema na consciência, tornou-se uma desgraça a proposta causa.
Paulo escrevendo para os corintos (1 Co 15.45) descreve Jesus Cristo como o ultimo Adão, porque, a exemplo de Adão, ele foi constituído fiador e representante da nossa raça, e pelo seu testamento assegurou aos seus herdeiros uma herança adquirida pelos seus trabalhos e sofrimentos.
O objetivo deste sermão é expor o valor deste legado e validade do direito que tendes a recebê-lo.

A PAZ DE CRISTO: HERANÇA DOS SEUS HERDEIROS

1.       O valor é dá a sua vida
“... a minha paz vos dou”

O único momento que Jesus tratou de paz aos seus discípulos foi aqui. Mas vejam que não havia razões para falar de uma herança, se não perto da sua morte. O capitulo 14 trata de sua ultimas palavras. Os discípulos estão se sentindo abandonados ao ponto do próprio Jesus dizer “Não se turbe o vosso coração”. “Não vos deixareis órfãos” 

A primeira consideração que trago, para vos dar a conhecer o valor do legado de Cristo, resulta da sua vida. Cristo não vos promete grandes somas de dinheiro, prazeres, e hierarquia, como muita gente pensa. Certa vez Jesus perguntou a mãe de Tiago e João “[...] Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino (Mt 20.21). Todavia, Jesus só a promete a sua paz. Uma paz que transcende. Que traz firmeza e segurança de alguém que estabeleceu a salvação.

O pecado de Adão trouxe desespero e afastamento da única fonte da alegria e paz. E, consequentemente, o coração do homem tornou-se ao mar, que não é capaz de descansar por um só momento, como descreve o Profeta Isaias “Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo.  (Is 57.20).

Tudo o que nós podemos possuir neste mundo, não é suficiente restaurar a paz com Deus. Porem, o primeiro passo para restituir a alguém a felicidade é a sua absolvição, de modo que não seja mais sujeito as consequências dos seus pecados. Só assim a paz torna a habitar em nossas almas, e com a paz a felicidade própria de uma criatura racional e moral.

Vejam que Jesus promete a paz que o mundo não pode dar e nem tirar de nossa alma. Ela põe termo á inquietação, e ao medo que o pecado gera sempre. Não haveis de sentir mais o medo que levou Adão a esconder-se de Deus. O pensamento da morte e do juízo final não assusta mais, pois tendes em quem confiar. O próprio juiz está dizendo: “A minha paz vos dou”.
O seu valor torna-se mais evidente se consideramos o preço por que foi adquirida. Enquanto nada nos custa a nós, tal não sucedeu a Cristo.
Vejamos em Colossenses 1.19-22:

19 Porque foi do agrado do Pai que residisse nele toda a plenitude nele habitasse,  20 E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.  21 A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou 22 No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis

Quando, já ressuscitado, diz as seguintes palavras aos seus discípulos:
Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. 22 E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.

Portanto, não havia possibilidade sem desvanecer o pecado, nem havia meio de livrar os homens dos seus pecados senão pagando-se o resgate exigido. Consultando a lei, vemos que a pena da sua quebra é a morte. A alma que pecar, certamente morrerá. A fim de expiar pelo pecado e deixar intacta esta lei, o Redentor voluntariamente deixou-se prender, condenar e crucificar. Foi maldito para que nós nunca o fossemos. Padeceu em seu corpo e alma o castigo que nos devia trazer paz. Por isso, meus irmãos, a paz que deixou por testamento aos crentes é fruto de seu amor pelas seus filhos. Ele a comprou, no rigor da palavra, e de sua bondade quer transmiti-la a todos os seus como precioso legado.
O que para nós é um dom, um presente, uma mercê, foi por ele ganho a preço do seu ganho. Nós temos paz com Deus e paz em nossas almas por sermos feitos herdeiros de Cristo. A paz que possuímos, meus queridos irmãos, não é nossa senão pelo direito de sucessão.

quinta-feira, 17 de maio de 2012



Medite nestas coisas.
"Tomai a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" Efésios 6:17

Ser um cristão é ser um guerreiro.

O bom soldado de Cristo não deve esperar tranquilidade neste mundo - ele é um campo de batalha! Nem deve ele se apoiar na amizade com o mundo, pois isso seria inimizade contra Deus. Sua ocupação é a guerra. Enquanto ele põe, peça por peça, a armadura que lhe foi dada, ele deve sabiamente dizer a si mesmo: Isso me avisa do perigo; isso me prepara para a batalha; isso profetiza oposição. 

Não devemos somente nos defender, mas também atacar (com Palavra de Deus). Não é o suficiente que você não seja conquistado, você deve conquistar e, por causa disso, nós descobrimos que nós temos de usar, não somente um capacete para proteger a cabeça, mas também uma espada com que atormentar o inimigo.

AS FAMÍLIAS NA NOVA ALIANÇA

Jesus é o Senhor da Nova Aliança. É dEle o soberano governo sobre a Igreja e sobre a criação. Por um lado, os membros da Sua Igreja são grandemente abençoados (Efésios 1:3). Suas bênçãos são espirituais, assim como materiais. Por causa de Jesus, nós experimentamos o perdão de Deus, Seu grande amor, os benefícios de ser filhos de Deus, a presença do Espírito, e a certeza da esperança da glória. Por causa de Jesus, nós também experimentamos as dádivas em forma de comida e bebida, saúde e condição física, e o especial presente que são os nossos filhos (Mat. 6:33-34). Como herdeiros da Sua graça e das Suas promessas, os filhos da aliança são uma bênção de Deus (“vitalidade”). Eles nascem no contexto da graça especial de Deus. Eles não estão fora, porém dentro do pacto da graça. Deles são as promessas e a bênção, “A promessa e para vós e para vossos filhos e para todos os que estão longe, para todos que o Senhor nosso Deus chamar” (Atos 2:39). A sua criação e educação, portanto, devem ser vistas de uma perspectiva da aliança.
                A soberania de Jesus também tem uma relação com nossas vidas. É nossa a responsabilidade de viver vidas piedosas diante de nossos filhos, para que eles possam ver como nossas famílias diferem das famílias que não conhecem a Jesus. As injunções dos apóstolos (Ef. 6:1-4; Col. 3:18-21; I Pe. 3:1-7) colocam o modo de vida que o Senhor Jesus espera de maridos cristãos, esposas, pais e filhos. Famílias cristãs fazem diferença no mundo de Deus.
                Por outro lado, o senhorio de Jesus se estende para além da igreja (Ef. 1:10). O cosmos todo é  mantido sob Seu domínio e a Ele pertence (Col. 1:17). A alegria e a vitalidade que os nossos vizinhos não cristãos gozam são um presente de Cristo. Eles vivem por causa dos Seus graciosos benefícios. No entanto, eles também terão de prestar contas quando Ele vier para estabelecer Sua soberania, daí virá o fim, quando Ele entregar o reino nas mãos de Deus o Pai, depois que Ele tiver destruído todo domínio, autoridade e poder. “Porque convém que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos Seus pés” (I Cor.15:25-26).
                Concluindo, Jesus não se relaciona conosco apenas como indivíduos. Cristo é o Senhor soberano que convida os indivíduos a serem membros  da  Sua aliança. Cada crente é um membro da comunhão do pacto que engloba todos os Cristãos na ordem criada. Como Senhor Soberano, Jesus nos assegura da graça de Deus, da realidade da presença de Deus conosco, da aplicação da Sua graça e promessa aos membros de nossa família, e do futuro glorioso que nos espera com Ele. Porém o Senhor Jesus espera ver nossas vidas refletindo o zelo por Deus, uma paixão por nossa família, amor pela humanidade, e uma preocupação para com o Seu mundo.
                O senhorio de Jesus também se estende a toda ordem criada através da graça comum. A Sua soberania se estende para além da igreja local ou da denominação. Este entendimento mais amplo da aliança nos ajuda a entender que a graça de Deus se estende para além da Igreja, para o mundo todo. Uma abordagem mais empática (de empatia) para com o mundo de forma mais ampla pode promover um espírito de compaixão para com a humanidade e uma prontidão intercultural para construir pontes para as pessoas que necessitam do Salvador. Enfim, eles são recipientes dos benefícios da graça comum de Deus. A dor deles é um lembrete de que eles também podem encontrar a graça salvadora no Senhor Jesus!

terça-feira, 15 de maio de 2012


Sermão 13/05/12.
Texto: João 13.1-19

Introdução: Nós vivemos em uma geração muito orgulhosa e egoísta. As pessoas agora consideram aceitável e até normal que outros se promovam, se louvem e se coloquem em primeiro lugar. Muitos consideram o orgulho como uma virtude. Por outro lado muitos vêem a humildade como uma fraqueza. Todo o mundo, ao que parece, está reivindicando seus próprios direitos e procurando ser reconhecido como alguém importante.  
Nenhuma cultura pode sobreviver ao orgulho desenfreado, porque toda sociedade depende de relacionamentos. Quando as pessoas estão comprometidas consigo mesma em primeiro lugar, os relacionamentos se desintegram. E é exatamente isso que está acontecendo na nossa cultura na medida em que amizades, casamentos e famílias se desmoronam.
Lamentavelmente, a preocupação egoísta penetrou na igreja. Talvez o fenômeno que mais rapidamente cresce no cristianismo moderno seja a ênfase no orgulho, auto-estima, auto-imagem auto-realização e outras manifestações de egoísmo. Disso está emergindo uma nova religião de egocentrismo, orgulho e até arrogância. Vozes de todas as partes do espaço teológico nos chamam para nos unirmos ao culto da alta estima.
Porém, as Escrituras deixam claro que o egoísmo não tem lugar na teologia cristã. Jesus ensinou repetidamente contra o orgulho. Com a sua vida e com o seu ensino ele exaltou constantemente a virtude da humildade. Em nenhum outro lugar isso fica claro do que em João 13.
Elucidação: o capitulo 13 marca um momento decisivo no evangelho de João e no ministério de Jesus Cristo. O ministério publico de Jesus junto ao povo de Israel tinha completado o seu curso e terminado em completa rejeição da parte deles a Jesus como o Messias. Agora, era o dia anterior a sua morte, em vez de estar preocupado com pensamentos sobre a sua morte, sobre levar os pecados e sobre a glorificação, ele estava totalmente consumido pelo amor de seus discípulos. Mesmo sabendo que logo iria para cruz para morrer pelos pecados de seu povo, Jesus ainda estava preocupado com as necessidades de doze homens. Seu amor não foi e nunca é impessoal – esse é o seu mistério.
Mas, precisamos entender que Jesus Cristo está na fase da sua humilhação, teologicamente falando.  Segundo Berkhof: “Com base em Fp 2.7, 8, a teologia reformada (calvinista) distingue dois elementos na humilhação de Cristo, a saber, (1) a kenósis (esvaziamento, exinanitio), que consiste em renunciar Ele à Sua majestade do supremo Governador do universo, e assumir a natureza humana na forma de um servo; e (2) a tapeinosis (humiliatio), que consiste em haver-se Ele feito sujeito às exigências e à maldição da lei, e em toda a Sua vida ter-se feito obediente em ações e em sofrimento, até ao próprio limite de uma morte ignominiosa. Com base na referida passagem de Filipenses, pode-se dizer que o elemento essencial e central do estado de humilhação acha-se no fato de que Ele, que era o Senhor de toda a terra, o supremo Legislador, colocou-se debaixo da lei para desincumbir-se das Suas obrigações federais e penais a favor do Seu povo. Ao fazê-lo, Ele se tornou legalmente responsável por nossos pecados e sujeitos à maldição da lei. Este estado do Salvador, concisamente expresso nas palavras de Gl 4.4, “nascido sob a lei”, reflete-se na condição que lhe é correspondente e que é descrita nos vários estágios da humilhação. Enquanto a teologia luterana fala em nada menos que oito estágios da humilhação de Cristo, a teologia reformada geralmente enumera cinco, a saber: (1) encarnação; (2) sofrimento); (3) morte; (4) sepultamento; e (5) descida ao hades.”

Em vista do fato de que Jesus começou a falar dos Seus sofrimentos vindouros quando já se aproximava o fim da Sua vida, muitas vezes somos inclinados a julgar que as Suas agonias finais constituem os Seus sofrimentos completos. Contudo, toda a Sua vida foi uma vida de sofrimentos. Foi uma vida de servo, a do Senhor dos Exércitos, a vida do único ser humano sem pecado, na diária companhia de pecadores, e a vida do Santo num mundo amaldiçoado pelo pecado. O caminho da obediência foi para Ele, ao mesmo tempo, um caminho de sofrimento. Ele sofreu com as repetidas investidas de Satanás, com o ódio e a incredulidade do Seu povo, e com a perseguição dos Seus inimigos.
Tema: Humilhação Voluntaria
1. Expressa amor
O verso 1 diz: “... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” Este amor é um amor perfeito. Por que em grego quer dizer que ele amou perfeitamente eis telos. Amou ao extremo, com toda inteireza do amor. Essa é a natureza do amor de Cristo, demostrado em varias ocasiões, por exemplo: quando providenciou que os seus discípulos não fossem presos; na salvação do ladrão moribundo, lá na cruz. Ele ama completamente, absolutamente, perfeitamente, totalmente, e sem reservas.
Isaias 53.6,7, diz assim: Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
No momento em que a maioria dos homens estaria totalmente preocupado consigo, ele altruisticamente humilhou-se a si mesmo para atender as necessidades dos outros. O genuíno amor é assim.
Não há algo maior que alguém possa fazer do que sacrificar-se em favor da pessoa amada. Jesus falou que “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos... 15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” (Jo 15.12,13,15).
“O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.” “conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim...” (Jo 10.11,14).
O apostolo Paulo diz: se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angustia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como esta escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.


2. Expressa humildade
João relata neste capitulo uma demonstração gráfica desse amor. Mas vejam o contexto desse fato. É muito provável que Jesus e seus discípulos tinham estado se escondendo em Betânia nessa ultima semana antes da crucificação. Eles provavelmente haviam passado por estradas extremamente poeirentas. Naturalmente, ao final da viagem os pés deles estavam cobertos de poeira.
O que é mais interessante é que em todo lar judeu havia um grande pote de água para lavar pés sujos. E naturalmente, quem fazia este trabalho era o escravo de mais baixa condição. Quando os convidados chegavam ele tinha que ir até a porta e lavar-lhes os pés – o que não era uma tarefa agradável. Mesmo os discípulos de rabinos não eram obrigados a lavar os pés de seus mestres – essa era tarefa unicamente de escravo.
Alguns dias antes Jesus havia dito aos seus discípulos as seguintes palavras: “...quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos serve” (Mateus 20.26,27). Se eles tivessem se dedicado de mente e coração aos seus sentimentos, um dos doze teria lavado os pés dos outros, ou teriam todos dividido as tarefas.
Mas, sabe por que não aprenderam? Por causa do egoísmo que havia neles. O egoísmo escraviza o homem. Agora, vejamos uma passagem paralela em Lucas 22.24-26. Que nos dá uma ideia exata de quanto eles eram egoísta e sobre o que eles estavam pensando naquela noite:
Suscitaram também entre si uma discursão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve.

Que triste acontecimento! Eles estavam brigando sobre quem seria o maior. E numa discursão dessa, ninguém se abaixaria até o chão para lavar pés.
Pense nesta cena. A bacia estava lá, bem na entrada da porta, a toalha estava lá e tudo estava pronto. Todavia, ninguém se moveu para lavar os pés dos outros.

O egoísmo prendeu as suas mãos, as suas consciências, eles estavam imobilizados pelo pecado do egoísmo.
Jesus poderia estar pensando em sua glória que viria a ser sua no reino. Mas, em vez disso ele se dedicou inteiramente a revelar o seu amor pessoal aos doze para que nele pudessem estar seguro.
Jesus partiu do maior para o menor. Se o Senhor da Glória estava pronto para cingir-se com uma toalha, assumir a forma de servo, agir como um escravo e lavar os pés empoeirados de discípulos pecadores, era de se esperar que os discípulos se dispusessem a lavar os pés uns dos outros. O exemplo visual que Jesus apresentou foi certamente mais eficaz do que teria sido uma palestra sobre humildade.
O resultado dessa humildade é sempre um serviço de amor – realizando as tarefas menores e humilhantes para a glória de Jesus Cristo – o que derruba a maior parte das ideias populares sobre o que constitui espiritualidade.
Algumas pessoas parecem pensar que quanto mais perto você chega de Deus, tanto mais você tem que se distanciar da humanidade, mas isso não é verdade. A genuína proximidade de Deus é servir ao próximo.
 Nunca houve qualquer serviço sacrificial em beneficio dos outros que Jesus tivesse má vontade de realizar. Por que seria diferente? Nós não somos diferentes que o Senhor: “Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (vs. 16,17).
Você quer ser abençoado com satisfação e felicidade?
1.      Ama o seu próximo com o amor de Deus.
2.      Desenvolva um coração de servo. Se Jesus pode descer de uma posição de divindade para se tornar homem e humilhar-se ainda mais para ser um servo e lavar os pés de doze pecadores sem merecimento, nós deveríamos estar prontos a sofrer qualquer indignidade para servi-lo. Isso é verdadeiro amor e verdadeira humildade.












terça-feira, 1 de maio de 2012


 I PARTE DO SERMÃO 29/04/2012
TEXTO: Tito 2.11-15

Agora quero que você feche seus olhos e diga, refletindo, com sinceridade:
“SENHOR! Eu quero viver como um redimido deve viver. Diga isso com sinceridade, como uma oração a Deus.”


INTRODUÇÃO: Meus queridos, Deus, em Sua Palavra, apresenta-nos o tipo de vida que um redimido deve viver. Um redimido é alguém em cuja vida, o reino de Deus chegou, e, se o reino de Deus chegou, essa vida deve ser agora dirigida pelas regras desse reino.

Eu pergunto: Você é um redimido?
        Se a sua resposta é sim, então saiba que sua vida agora não deve mais ser dirigida pela sua própria cabeça, mas, pelo Rei do reino do qual agora você faz parte; sua vida não deve mais ser dirigida pelas regras da sociedade, sua vida não deve mais ser dirigida pelas suas necessidades ou desejos, sua vida não deve mais ser dirigida por ou quem quer que seja, nem mesmo por você, a não ser pelo o Rei do reino do qual você está agora inserido.

A sua vida tem sido assim dirigida por Deus? Por Jesus? Pelas regras do reino celestial?

        
          Nesse pequeno trecho da Palavra de Deus encontramos mensagens importantíssimas para a vida de um verdadeiro redimido, para as quais, faremos bem em atentar nesta noite.

           Paulo inicia com as seguintes palavras: “Portanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens,”

         A Graça de Deus se manifesta trazendo salvação, diz Paulo, e essa salvação não é só para os judeus, mas para todos quantos a quiserem receber.  Como também João em seu Evangelho afirma (1.12):
          “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome”

           A Graça significa “favor divino não merecido”. A compaixão de Deus pelos pecadores, que eles não merecem.
Além de ser um favor divino não merecido, esta Graça é particular. Vejamos Romanos 11.5
“Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça.”

           E esta graça se manifestou a todos os homens, ou seja, todos os tipos de pessoas estão vista aqui, independente de sexo, idade, raça ou classe social.

           Você é salvo pela graça! Você é redimido pela graça! Você permanece em Cristo pela graça! Tudo quanto você tem e é em Cristo, você tem e é pela graça! Você não merece nada que venha de Deus a não ser em Cristo, a não ser pela graça.

           Você estava perdido, caminhando a passos largos para a perdição eterna, até que a graça de Deus em Cristo se manifestou na sua vida e o salvou.

          Ore; agradeça a Deus pela salvação que você não merece, mas que Ele te deu em Jesus.

          A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens de todas as nações. 
          Como expressa o Catecismo Maior de Westminster, pergunta 35.
35. Como o pacto da graça é administrado sob o Novo Testamento?

"No Novo Testamento, quando Cristo, a substância, se manifestou, o mesmo pacto da graça foi, e continua a ser, administrado pela pregação da Palavra na celebração dos sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor; e, assim, a graça e a salvação se manifestam em maior plenitude, evidência e eficácia a todas as nações." 

 Muito bem! Isso significa que você foi redimido pela graça e que sem a graça de Deus em Cristo você estaria eternamente perdido. 

A Graça tem uma caracteristica  particular na administração. A sua administração tem sido realizada pela Pregação da Palavra, na celebração dos sacramentos.

Jesus é o logos encarnado, o Verbo encarnado, a A Palavra encarnada. O apostolo João diz que O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Cristo se manisfestou no mundo para nos ensinar e educar pela sua própria vida. A proclamação do Evangelho quando era transmitida por Paulo, chegava a tal ponto, de ver o próprio Cristo exposto como crucificado (Gl 3.1).

Ou seja, Cristo que é a propria Graça e a Palavra, que tem como objetivo de continuar a boa obra que Deus começou em nós, até o Dia da sua vinda. 

Paulo a seu filho na fé, Timóteo, fala que as Escrituras (a Palavra de Deus) ela é "útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17).

Eu quero juntamente com os irmãos, nos atentarmos para o seguinte tema:

A GRAÇA NOS EDUCA A VIVER COMO UM REDIMIDO.

A graça nos leva a ter uma vida em um sentido negativo e um sentido positivo:

1.           EM SANTIFICAÇÃO = mortificação da carne (negativo)

         Claramente a Palavra de Deus neste trecho diz que:

Um redimido deve viver uma vida de renúncia à impiedade e às concupiscências mundanas – “educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,”

Mas, antes de prosseguirmos, abrem a vossa Bíblia em Ef 4.17-24.

a) Impiedade – segundo o dicionário online português, diz que “Impiedade” é a falta de respeito ou reverencia. Todavia, entendemos normalmente, que a impiedade é como sendo maldade. E não está errado. Entretanto, é mais que isso, é também incluindo isso. Podemos definir que Impiedade é falta de reverência para com Deus. Todos os pensamentos e todas as ações, ainda que aos olhos da sociedade não sejam errados, mas que eles são contrários a Deus.

Deus abomina a impiedade. Além do nosso texto inicial, para confirmar isso poderíamos citar Romanos 1.18, onde lemos que do céu se manifesta o juízo de Deus sobre toda a impiedade dos homens.

Portanto, devemos nos santificar, porque somos imagem do Deus Santo, criado segundo Jesus Cristo. “Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”

b) Concupiscências (cobiça, ganância) mundanas – O Dicionário Bíblico Almeida define concupiscência como sendo “o forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos”.
Esse forte e continuado desejo se refere a respeito de coisas deste mundo. Essas “coisas desse mundo” nem sempre são más em si mesmas, mas se tornam más quando são contrárias à vontade de Deus para as nossas vidas.

Segundo as perspectivas desta concupiscência, as características daqueles que amam o mundo, refletem uma perspectiva de curto prazo: o desejo e a intenção de serem satisfeitos e honrados agora.

Vejamos 2 Timóteo 2.22, que diz assim: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”

Mas, o apostolo continua dizendo, que um redimido deve viver de forma “sensata (sóbria), justa e piedosamente...”
Um redimido deve viver de maneira sóbria, e isso significa que ele deve viver com seriedade, levar a sério a santificação, viver com autocontrole, sem se deixar arrastar pelas paixões mundanas, sem se deixar “embriagar” pelas coisas desse mundo.  “...Mas enchei-vos do Espirito...”

- Um redimido deve viver justamente, de uma maneira que ele dê evidências de que realmente recebeu a retidão de Cristo.

- Um redimido deve viver piamente, e isso significa que ele deve viver reverentemente diante de Deus. Em todo o lugar onde ele estiver ele deve viver respeitosamente, sabendo que está na presença de Deus.

- Um redimido deve viver na expectativa do retorno de Jesus – “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, (14) o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade, e purificar para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.”

Aguardando... É como se ele estivesse à porta, esperando ansioso por quem vai chegar, para dar as boas vindas...
leiamos em 2 Pd 3.1-13: