terça-feira, 10 de abril de 2012

Predestinação e Livre-arbítrio


Confissão de Fé de Westminster:

O homem em seu estado de inocência , tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder.[1]

É neste ponto que surgem então discussões, pois, diferente da posição Reformada Calvinista, os Arminianos irão afirmar que o homem ainda  possui o livre-arbítrio. Ele pode sem a intervenção de Deus, em seu estado natural, fazer escolhas espirituais acertadas.
Para os arminianos a queda do homem, embora tenha trazido algum prejuízo não afetou totalmente o homem, sendo que, continua em seu estado natural a ter habilidades para escolher a salvação, para escolher agradar a Deus. Desta forma, a depravação não foi total. 

Os reformados calvinistas, em contra partida, afirmam que a queda  incapacitou totalmente o homem, afetando todas as suas faculdades. O homem após a queda perdeu tal liberdade, sendo agora escravo do pecado, morto espiritualmente.
Vejam mais detalhadamente o pensamento calvinista sobre a depravação total
Devido à queda, o homem é incapaz de, por si mesmo, crer de modo salvador no Evangelho. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas de Deus. Seu coração é enganoso e desesperadamente corrupto. Sua vontade não é livre, pois está escravizada à sua natureza má; por isso ele não irá - e não poderá jamais - escolher o bem e não o mal em assuntos espirituais. Por conseguinte, é preciso mais do que simples assistência do Espírito para se trazer um pecador a Cristo. É preciso a regeneração, pela qual o Espírito vivifica o pecador e lhe dá uma nova natureza. A fé não é algo que o homem dá (contribui) para a salvação, mas é ela própria parte do dom divino da salvação. É o dom de Deus para o pecador e não o dom do pecador para Deus.

Os calvinistas neste sentido, seguem os ensinos de Agostinho, que por sua vez combateu os ensinamentos de Pelágio. Agostinho ensinou que quando os seres humanos “pecaram, embora não perdessem a sua capacidade de fazer escolhas, perderam  a sua capacidade de servir a Deus sem o pecado – em outras palavras, a sua verdadeira liberdade. O homem tornou-se, então, um escarvo do pecado; ele passou ao estado de ‘não ser capaz de não pecar’ (non posse non peccare).”

segunda-feira, 9 de abril de 2012


Os princípios defendidos pelo Augustus Nicodemus são os mesmos daqueles sustentados pelos Reformadores Calvinistas, os quais enfatizavam a teocentricidade do Culto em detrimento das influências humanísticas. Sua epistemologia é identificada também quando defende que existem verdades absolutas na Palavra de Deus que ultrapassam épocas e culturas, ou seja, os princípios estabelecidos pela Bíblia quanto ao Culto Cristão são supra-culturais e devem ser aprendidos e colocados em prática por todos os crentes, em todos os lugares e em todas as épocas.

sábado, 7 de abril de 2012

O trono do Universo é uma Cruz

A lei do universo é o auto-sacrifício

Auto-sacrifício é o fundamento sobre o qual o universo foi construído e a lei pela qual ele opera. Se o sacrifício não fosse a suprema lei do universo, operaria Deus, o Supremo Governante do universo, segundo esse princípio? Mediante o Calvário Deus está a dizer-nos "Este é o trono do universo, não somente para Cristo; é o único caminho do poder, da autoridade e do governo para todos."
Satanás desafiou este princípio e perdeu. Em todas as circunstâncias da vida e prática diárias, Deus esta dando a cada um de nós a escolha de atuar com base neste princípio em preparação para o governo eterno ou, descer da cruz com o fim de salvar o eu, perdendo dessa maneira a coroa. As únicas pessoas que têm verdadeira autoridade sobre Satanás são as que decidem permanecer na cruz, permitindo que ela as liberte de toda a busca, serviço e promoção do ego.
Mateus 27:39-42: "Os que iam passando, blasfema­vam dele, meneando a cabeça, e dizendo: O tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus! E desce da cruz! De igual modo os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! desça da cruz, e creremos nele."

Lucas 23:35: "O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam a diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é de fato o Cristo de Deus, o escolhido."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CRISTO RESSUSCITOU! ELE ESTÁ VIVO!



Que importância isto tem para mim?

1. Sou justificado!  Ninguém pode me acusar!


ROMANOS 4.25 "o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação." 1 Co 15.14, 17 "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;...E, se Cristo não ressuscitou, é vã, a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados."

2. Sou uma nova criatura; tenho uma nova vida.

Minha nova natureza tem sua origem na ressurreição de Jesus! 

Romanos 6.4 "De sorte que fomos sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”

3. Garante a nossa Glorificação.
Tenho a certeza inabalável, que vou viver para sempre em perfeição com Ele—com um corpo glorificado.
Porque, na esperança, fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.” Romanos 8:24,25

A MORTE DO SALVADOR

A EXTENSÃO DA SUA MORTE               

                   A Bíblia faz uma conceituação sintética da morte, e considera a morte física apenas como uma das suas manifestações. A morte é a separação de Deus, mas esta separação pode ser vista de duas maneiras diversas. O homem se separa de Deus pelo pecado, e a morte é o resultado natural, de modo que até se pode dizer que o pecado é a morte. Mas não dessa maneira que Jesus se tornou sujeito à morte, visto que Ele não tinha nenhum pecado pessoal. Com relação a isto, deve-se ter em mente que a morte não é meramente a conseqüência natural do pecado, mas é, acima de tudo, a punição do pecado, punição judicialmente imposta e infligida. É a ação pela qual Deus se retira do homem com todas as bênçãos de vida e felicidade, e visita o homem com ira. É segundo este ponto de vista judicial que se deve considerar a morte de Cristo. Deus impôs judicialmente a sentença de morte ao Mediador, desde que Este se incumbiu voluntariamente de cumprir a pena do pecado da raça humana. 

                 Ele esteve sujeito, não somente à morte física mas também à morte eterna, se bem que sofreu esta intensiva, e não extensivamente, quando agonizou no jardim e quando bradou na cruz, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Num curto período de tempo, Ele suportou a ira infinita contra o pecado até o fim, e saiu vitorioso. Isto somente Lhe foi possível graças à sua natureza exaltada. Neste ponto, porém, devemos resguardar-nos contra algum entendimento errôneo. No caso de Cristo, a morte eterna não consiste numa abrogação da união do Logos com a natureza humana, nem num abandono da natureza divina por parte de Deus, nem em retirar o pai o Seu divino amor ou o Seu beneplácito da pessoa do mediador. 


O CARÁTER JUDICIAL DA SUA MORTE

Os romanos tinham talento para a lei e a justiça, e representavam o poder judicial mais alto do mundo. Poder-se-ia esperar que o julgamento perante um juiz romano serviria para demonstrar claramente a inocência de Jesus, o que de fato aconteceu, para que ficasse absolutamente claro que Ele não foi condenado por nenhum crime cometido por Ele. Isto dá testemunho do fato de que, como diz o Senhor, Ele “foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo foi ele ferido”. E quando o juiz romano, não obstante, condenou o inocente, ele é verdade, também se condenou a justiça humana como ele a aplicara, mas, ao mesmo tempo, impôs sentença a Jesus na qualidade de representante do mais elevado poder judicial do mundo, exercendo as suas funções pela graça de Deus e ministrando a justiça em nome de Deus. A sentença de Pilatos foi também sentença de Deus, embora sobre bases inteiramente diferentes. É também significativo que Jesus não foi decapitado, nem mortalmente apedrejado. A crucificação não era uma forma judaica de castigo, mas, sim, romana. Era considerada tão infame e ignominiosa, que não podia ser aplicada a cidadãos romanos, mas somente à escória da humanidade, aos escravos e criminosos mais indignos. Sofrendo esse tipo de morte, Jesus satisfez as extremas exigências da lei. Ao mesmo tempo, padeceu morte amaldiçoada, e assim provou que se fez maldição por nós, Dt 21.23; Gl 3.13.     (BERKHOF)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

QUAL A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA MIM?

Ele ressuscitou!  Cristo ressuscitou!  Cristo está vivo!  

Que importância isto tem para mim?

1. Sou justificado!  Ninguém pode me acusar!



 ROMANOS 4.25 "o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação." 1 Co 15.14, 17 "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;...E, se Cristo não ressuscitou, é vã, a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados."

2. Sou santo!  Sou uma nova criatura; tenho uma nova vida.



Romanos 6.4 "De sorte que fomos sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

3. Tenho a certeza inabalável, que vou viver para sempre em perfeição com Ele—com um corpo glorificado.


LEITURAS: Rm 4.25

A UNICA ARMA DE ATAQUE DO ARSENAL DO CRENTE É "A BIBLIA"



            NOSSO ARSENAL. Esse arsenal é para mim--e espero que seja para cada um de vocês--A BÍBLIA. Para nós, a Escritura Sagrada é como "a torre de Davi, construída como arsenal. Nela estão pendurados mil escudos, todos eles escudos de heróicos guerreiros" (Ct 4.4). Se quisermos armas devemos buscá-las na Bíblia, e apenas aqui. Quer procuremos a espada de ofensa quer o escudo de defesa, devemos achá-lo no volume da inspiração. Se outros têm qualquer outra fonte, confesso imediatamente que não tenho nenhuma outra. Nada mais tenho a pregar quando acabar esse livro. Na verdade, não teria mais vontade de pregar se não pudesse falar sobre os assuntos que encontro nessas páginas. O que mais valeria à pena ser pregado? Irmãos, a verdade de Deus é o único tesouro pelo qual procuramos, e a Escritura é o único campo no qual cavamos à sua procura.

Deus e o Zelo Pela Evangelização. R. B. Kuiper - PARTE I


Os reformadores do século dezesseis e as igrejas da Reforma têm sido acusados muitas vezes de indiferença para com a evangelização. Por estranho que pareça, essa acusação tem sido lançada contra eles não só por escritores católico-romanos, mas também por protestantes. Admitindo que o entusiasmo protestante pelas missões alcançou os pontos mais altos nos séculos dezenove e vinte, os que fazem a acima referida acusação fazem vista grossa para vários fatos. Os reformadores se lançaram a uma estrênua campanha visando à evangelização da Europa. Programaram as mais intensas missões domésticas. E é bom que se diga enfaticamente que as missões domésticas não são nem um pouco menos dignas do que as missões estrangeiras. A Bíblia foi traduzida para o vernáculo, para a língua comum do povo. Ao passo que na igreja romana o ritual tinha sobrecarregado o Evangelho, o protestantismo dava ênfase na pregação como a principal tarefa da igreja. Homens de todos os cantos do continente, bem como das ilhas britânicas, sentavam-se aos pés de Calvino e dele aprendiam a proclamar a Palavra de Deus. Além disso, o reformador genebrino mantinha correspondência verdadeiramente cosmopolita, no interesse do Evangelho. A alguém da Inglaterra ele escreveu: “Deus criou o mundo inteiro para que fosse o teatro de Sua glória pela propagação do Seu Evangelho.”Quanto às missões estrangeiras, as igrejas da Reforma tiveram duas desvantagens. Estavam envolvidas em dura luta por sua própria existência, e muitas das terras recém-descobertas na Ásia, na África e na América estavam sob o domínio de nações católico-romanas como a Espanha e Portugal, intolerantes para com o protestantismo.

A REGENERAÇÃO (R. C. SPROUL)


A regeneração não é o fruto ou o resultado de fé. Pelo contrário, a regeneração precede a fé, como a condição necessária para a fé. Também não temos em nós mesmos participação nenhuma na regeneração, ou seja, não cooperamos como colaboradores do Espírito Santo para que ela seja realizada. Não escolhemos ou decidimos ser regenerados. Deus decide nos regenerar antes mesmo decidirmos de abraçá-lo. Em suma, depois que somos regenerados pela graça soberana de Deus, decidimos agir, cooperar e crer em Cristo. Deus não exerce fé por nós. É por meio de nossa própria fé que somos justificados. O que Deus faz é nos injetar a vida espiritual, nos resgatando das trevas, da escravidão e da morte espiritual. Deus torna a fé possível e disponível a nós. Ele gera a fé em nosso interior.

OS CINCO PONTOS DO ARMINIANISMO CONTRASTADOS COM OS CINCO PONTOS DO CALVINISMO



O LIVRE ARBÍTRIO OU HABILIDADE HUMANA CONTRASTADO COM A INABILIDADE TOTAL OU DEPRAVAÇÃO TOTAL

Arminianismo: Embora a natureza humana tenha sido seriamente afetada pela queda, o homem não ficou reduzido a um estado de incapacidade total. Deus, graciosamente, capacita todo e qualquer pecador a arrepender-se e crer, mas o faz sem interferir na liberdade do homem. Todo pecador possui uma vontade livre (livre arbítrio), e seu destino eterno depende do modo como ele usa esse livre arbítrio. A liberdade do homem consiste em sua habilidade de escolher entre o bem e o mal, em assuntos espirituais. Sua vontade não está escravizada pela sua natureza pecaminosa.. O pecador tem o poder de cooperar com o Espírito de Deus e ser regenerado ou resistir à graça de Deus e perecer. O pecador perdido precisa da assistência do Espírito, mas não precisa ser regenerado pelo Espírito antes de poder crer, pois a fé é um ato deliberado do homem e precede o novo nascimento. A fé é o dom do pecador a Deus, é a contribuição do homem para a salvação.
Calvinismo: Devido à queda, o homem é incapaz de, por si mesmo, crer de modo salvador no Evangelho. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas de Deus. Seu coração é enganoso e desesperadamente corrupto. Sua vontade não é livre, pois está escravizada à sua natureza má; por isso ele não irá - e não poderá jamais - escolher o bem e não o mal em assuntos espirituais. Por conseguinte, é preciso mais do que simples assistência do Espírito para se trazer um pecador a Cristo. É preciso a regeneração, pela qual o Espírito vivifica o pecador e lhe dá uma nova natureza. A fé não é algo que o homem dá (contribui) para a salvação, mas é ela própria parte do dom divino da salvação. É o dom de Deus para o pecador e não o dom do pecador para Deus.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A DOUTRINA DAS ESCRITURAS



O compromisso da reforma para com a Escritura enfatiza a inspiração, autoridade e suficiência da Bíblia. Uma vez que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, tem a autoridade do próprio Deus, os reformadores afirmam que essa autoridade é superior àquela de todos os governos e de todas as hierarquias da Igreja.
Essa convicção deu aos crentes reformados a coragem para enfrentar a tirania e fez da teologia reformada uma força revolucionária na sociedade. A suficiência das Escrituras significa que ela não necessita ser suplementada por uma revelação nova ou especial. A Bíblia é o guia completamente suficiente para aquilo
que nós devemos crer e para como nós devemos viver como cristãos.
Os Reformadores, em particular, João Calvino, enfatizaram o modo como a Palavra escrita, objetiva e o
ministério interior, sobrenatural do Espírito Santo trabalham juntos, e o Espírito Santo iluminando a
Palavra para o povo de Deus. A Palavra sem a iluminação do Espírito Santo mantém-se como um livro
fechado. A suposta condução do Espírito sem a Palavra leva a erros excessos. Os Reformadores também
insistiam sobre o direito de os crentes estudarem as Escrituras por si mesmos. Ainda que não negando o
valor de mestres capacitados, eles compreenderam que a clareza das Escrituras em assuntos essenciais
para a salvação torna a Bíblia propriedade de todo crente. Com esse direito de acesso, sempre vem a
responsabilidade sobre a interpretação cuidadosa e precisa.ii