SERMÃO 05/08/2012
TEXTO: Neemias 4
Introdução: Há um perigo latente, na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efetiva dos princípios espirituais práticos, em tornarem-se auto-suficientes e acharem que não precisam de nada e nem de Deus. Então, a oração profunda do coração, apaixonante e constante não encontra guarida em suas vidas. Por isso, tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas dentro de nossas Igrejas Tradicionais. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Ate um tempo atrás, os membros tinham uma sede por Deus como “terra árida, exausta, sem agua”. As igrejas eram bastante frequentadas por toda faixas etárias nas reuniões de oração. Não havia dificuldades, todos queriam estar na presença de Deus.
Tomamos cuidado com o aumento das suas riquezas. Diz em Salmos 62.10b, “se as vossas riquezas
prosperam, não ponhais nelas o coração”.
Elucidação: Neemias dedicou todos os seus recursos em termos de conhecimento, experiência e organização para determinar o que deveria ser feito nesta grande obra. Todavia, o trabalho bem sucedido, essencialmente, dependia dos cuidados de Deus. Humanamente falando, a disposição e a cooperação serão fatores que determinaram o rumo de reconstrução, porém, estes fatores devem estar fundamentados em oração (cap. 3).
Ao receber noticias trágicas em primeiro lugar ore. Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos. Pedindo a Ele o privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor. Nunca se esqueça que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que você se coloque em suas mãos.
Eu quero chamar atenção para o seguinte fato. Ao tentar realizar a obra de Deus, alguns se oporão e outros até mesmo desejarão que você consiga realiza-la. Se você estiver esperando por isso, não será surpreendido e, será capaz de superar o problema.
Por isso, quero nesta oportunidade compartilhar do seguinte tema:
Como enfrentar oposição na Obra de Deus
1. Ore pela Justiça Divina
No primeiro versículo, Sambalate se irou contra o povo judeu, por ter ouvido que eles estavam edificando o muro. Sambalate era da cidade de Horonaim, em Moabe, descendente, pois, de Moabe, gerado por Ló a partir de uma relação incestuosa com sua filha mais velha. Mas, não foi somente ele, Tobias, por sua vez, era amonita, descendente de Ben-Ami, também gerado por Ló a partir também do incesto com sua filha mais nova. É bom lembrar que Ló era sobrinho de Abraão, pai do povo de Israel. Portanto, os moabitas e amonitas eram primos dos judeus, e também Gesém que era um morador do deserto arábico, habitado por diversas tribos sem uma definição genealógica definida. Por isso, eram chamados de arábios, que significa “misturados”.
Satanás usou esses povos para dissuadir Neemias da revelação que recebera de Deus para reconstruir Jerusalém: dois primos, “quase irmãos”, e um “misturado”.
Sambalte e Tobias usaram a ridicularização para tentar dissuadir os judeus de construir o muro. No entanto, em vez de trocar insultos, Neemias orou pela justiça divina (v.4,5).
Neemias ora para que a maldições recaiam sobre os inimigos de Deus, “Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo numa terra de cativeiro. Não lhes encubras a iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos que edificavam.
Neemias não está orando por vingança, mas para que a justiça de Deus seja executada. Esse tipo de oração deve ser entendida dentro do contexto de guerra santa do Antigo Testamento e devem ser contrabalançadas com bondade e misericórdia para outros (Mt 5.43-45).
Diz a Confissão de Fé Westminster que Deus o grande Criador de todas as coisas, sustenta e dirige as ações de suas criaturas. “na sua providencia ordinária, Deus emprega meios [...] Ele é livre para operar sem eles, sobre eles, ou contra eles, segundo o seu arbítrio” (CFW. Cap; V) Em provérbios 15.3 afirma que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”
Quero que você reflita meu querido irmão. Quando você for escarnecido por causa da sua fé ou criticado por fazer o que sabe ser correto, tentado a retirar os desígnios de Deus do seu coração, recuse-se a responder da mesma maneira. Diz Paulo aos Romanos “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. (Rom 12:19 ARA) e diga a Deus como você se sente e lembre-se de que a promessa dele está com você.
Eu quero compartilhar a oração de Lutero quanto à quinta petição do Pai Nosso que é “Perdoa-nos as nossas dividas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
Perdoa também a todos os nossos inimigos, a todos os que nos fazem sofrer ou nos fazem injustiça, assim como também nós lhes perdoamos de coração. Pois eles fazem o maior mal a si mesmo ao provocarem a tua ira através de seu comportamento em relação a nós; e a nós de nada adianta a sua petição, mas sim em muito preferiríamos que tivessem a bem-aventurança conosco. Amém.
Entregue nas mãos de Deus os seus inimigos.
2. Vigie
Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. 8 Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali. 9 Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite
Os inimigos de Jerusalém, mais uma vez se iraram contra o povo judeu, por saberem que haviam continuado e que começavam a fechar-lhes as brechas. Assim, houve uma conspiração geral contra Judá, no intuito de acabar à força o projeto. O assassinato seria uma das soluções (Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra. Ne 4:11)
Constantemente Neemias associava a oração com preparação e planejamento. Seu povo confiou em Deus e ao mesmo tempo manteve um olhar vigilante sobre o que lhes foi confiado.
O apostolo Pedro exorta a igreja a ser sóbria e vigilante, porque, o diabo, o nosso adversário, ande em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Pedro nos adverte a tomarmos cuidado com Satanás quando tivermos sendo perseguidos. Ficamos vulneráveis aos ataques de Satanás quando nos sentimos sós, fracos e impotentes quando estamos afastados dos demais crentes e tão envolvidos em nossas dificuldades que nos esquecemos de estar alertas quanto ao perigo.
Todavia, Neemias orou e os judeus se armaram. A resposta a essas ameaças foi que os judeus se armaram, e metade estava pronta para lutar e metade ficou edificando (v 16). Os judeus não se deixaram intimidar; eles trabalhavam e vigiavam. Eles puseram um vigia para espiar o inimigo que poderia estar-se aproximando, dando tempo aos judeus para se armarem para uma possível batalha.
Introdução: Há um perigo latente, na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efetiva dos princípios espirituais práticos, em tornarem-se auto-suficientes e acharem que não precisam de nada e nem de Deus. Então, a oração profunda do coração, apaixonante e constante não encontra guarida em suas vidas. Por isso, tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas dentro de nossas Igrejas Tradicionais. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Ate um tempo atrás, os membros tinham uma sede por Deus como “terra árida, exausta, sem agua”. As igrejas eram bastante frequentadas por toda faixas etárias nas reuniões de oração. Não havia dificuldades, todos queriam estar na presença de Deus.
O que houve para que os crentes não almejasse a força e a gloria de Deus? Será que é a auto-dependência? Tomamos cuidado com o aumento das suas riquezas. Diz em Salmos 62.10b, “se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”. Pode ser que em sua vida elas seriam uma das causas do fracasso do seu relacionamento com Deus.
Elucidação Neemias dedicou todos os seus recursos em termos de conhecimento, experiência e organização para determinar o que deveria ser feito nesta grande obra. Todavia, o trabalho bem sucedido, essencialmente, dependia dos cuidados de Deus. Humanamente falando, a disposição e a cooperação serão fatores que determinaram o rumo de reconstrução, porém, estes fatores devem estar fundamentados em oração (cap. 3).
Ao receber noticias trágicas em primeiro lugar ore. Creio que Deus espera que, eu e você coloquemos nossos joelhos no chão e oremos pelos nossos irmãos. Pedindo a Ele o privilégio de sermos uma benção na vida de cada um que vive em nosso derredor. Nunca se esqueça que Deus pode operar maravilhas através de você, basta que você se coloque em suas mãos.
Eu quero chamar atenção para o seguinte fato. Ao tentar realizar a obra de Deus, alguns se oporão e outros até mesmo desejarão que você consiga realiza-la. Se você estiver esperando por isso, não será surpreendido e, será capaz de superar o problema.
Por isso, quero nesta oportunidade compartilhar do seguinte tema:
Como enfrentar oposição na Obra de Deus
1. Ore pela Justiça Divina
No primeiro versículo, Sambalate se irou contra o povo judeu, por ter ouvido que eles estavam edificando o muro. Sambalate era da cidade de Horonaim, em Moabe, descendente, pois, de Moabe, gerado por Ló a partir de uma relação incestuosa com sua filha mais velha. Mas, não foi somente ele, Tobias, por sua vez, era amonita, descendente de Ben-Ami, também gerado por Ló a partir também do incesto com sua filha mais nova. É bom lembrar que Ló era sobrinho de Abraão, pai do povo de Israel. Portanto, os moabitas e amonitas eram primos dos judeus, e também Gesém que era um morador do deserto arábico, habitado por diversas tribos sem uma definição genealógica definida. Por isso, eram chamados de arábios, que significa “misturados”.
Satanás usou esses povos para dissuadir Neemias da revelação que recebera de Deus para reconstruir Jerusalém: dois primos, “quase irmãos”, e um “misturado”.
Sambalte e Tobias usaram a ridicularização para tentar dissuadir os judeus de construir o muro. No entanto, em vez de trocar insultos, Neemias orou pela justiça divina (v.4,5).
Neemias ora para que a maldições recaiam sobre os inimigos de Deus, “Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo numa terra de cativeiro. Não lhes encubras a iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos que edificavam.
Neemias não está orando por vingança, mas para que a justiça de Deus seja executada. Esse tipo de oração deve ser entendida dentro do contexto de guerra santa do Antigo Testamento e devem ser contrabalançadas com bondade e misericórdia para outros (Mt 5.43-45).
Diz a Confissão de Fé Westminster que Deus o grande Criador de todas as coisas, sustenta e dirige as ações de suas criaturas. “na sua providencia ordinária, Deus emprega meios [...] Ele é livre para operar sem eles, sobre eles, ou contra eles, segundo o seu arbítrio” (CFW. Cap; V) Em provérbios 15.3 afirma que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”
Quero que você reflita meu querido irmão. Quando você for escarnecido por causa da sua fé ou criticado por fazer o que sabe ser correto, tentado a retirar os desígnios de Deus do seu coração, recuse-se a responder da mesma maneira. Diz Paulo aos Romanos “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. (Rom 12:19 ARA) e diga a Deus como você se sente e lembre-se de que a promessa dele está com você.
Eu quero compartilhar a oração de Lutero quanto à quinta petição do Pai Nosso que é “Perdoa-nos as nossas dividas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
Perdoa também a todos os nossos inimigos, a todos os que nos fazem sofrer ou nos fazem injustiça, assim como também nós lhes perdoamos de coração. Pois eles fazem o maior mal a si mesmo ao provocarem a tua ira através de seu comportamento em relação a nós; e a nós de nada adianta a sua petição, mas sim em muito preferiríamos que tivessem a bem-aventurança conosco. Amém.
Entregue nas mãos de Deus os seus inimigos.
2. Vigie
Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. 8 Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali. 9 Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite
Os inimigos de Jerusalém, mais uma vez se iraram contra o povo judeu, por saberem que haviam continuado e que começavam a fechar-lhes as brechas. Assim, houve uma conspiração geral contra Judá, no intuito de acabar à força o projeto. O assassinato seria uma das soluções (Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra. Ne 4:11)
Constantemente Neemias associava a oração com preparação e planejamento. Seu povo confiou em Deus e ao mesmo tempo manteve um olhar vigilante sobre o que lhes foi confiado.
O apostolo Pedro exorta a igreja a ser sóbria e vigilante, porque, o diabo, o nosso adversário, ande em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Pedro nos adverte a tomarmos cuidado com Satanás quando tivermos sendo perseguidos. Ficamos vulneráveis aos ataques de Satanás quando nos sentimos sós, fracos e impotentes quando estamos afastados dos demais crentes e tão envolvidos em nossas dificuldades que nos esquecemos de estar alertas quanto ao perigo.
Todavia, Neemias orou e os judeus se armaram. A resposta a essas ameaças foi que os judeus se armaram, e metade estava pronta para lutar e metade ficou edificando (v 16). Os judeus não se deixaram intimidar; eles trabalhavam e vigiavam. Eles puseram um vigia para espiar o inimigo que poderia estar-se aproximando, dando tempo aos judeus para se armarem para uma possível batalha.
1. Busque a comunhão
13 então, pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; 14 inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa. 15 E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos e que Deus tinha frustrado o desígnio deles, voltamos todos nós ao muro, cada um à sua obra. Daquele dia em diante, metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá; 17 os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma.
Os trabalhadores foram distribuídos ao longo do muro então Neemias criou um plano de defesa que uniria e protegeria o seu povo – metade dos homens trabalhava enquanto a outra metade ficava de guarda. Os cristãos precisam se ajudar mutuamente dessa maneira, porque podemos nos tornar tão temerosos quanto aos possíveis perigos que não conseguiremos fazer nada. Cuidando uns dos outros, estaremos livres para empenhar os nossos melhores esforços, confiantes de que outros estarão prontos para oferecer sua ajuda quando for necessário.
Então, é melhor que não se isole dos outros cristãos, mas junte-se a eles para beneficio mutuo. Você precisa deles tanto quanto eles precisam de você.
Mas eles não estavam somente unidos, eles estavam com as armas nas mãos. Uma estava vazia para trabalhar e a outra estava com a arma.
Mas, como devemos proceder na presença do adversário de Deus? Diz-nos a Palavra de Deus: "Ficai firmes". "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que Possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo".
Se quisermos armas devemos buscá-las na Bíblia, e apenas aqui. Quer procuremos a espada de ofensa quer o escudo de defesa, devemos achá-lo no volume da inspiração. Se outros têm qualquer outra fonte, confesso imediatamente que não tenho nenhuma outra.
2. Deus pelejará por nós
No lugar em que ouvirdes o som da trombeta, para ali acorrei a ter conosco; o nosso Deus pelejará por nós. (Neh 4:20 ARA)
Meus queridos irmãos. Muitas vezes, em nossas vidas, ou nas circunstancia que nos cerca, Deus nos orientará a, tão somente, continuar com o seu serviço, caminhando em sua presença, esperando totalmente n’Ele.
Diante dos nossos inimigos, podemos passar um tempo de temor, de lutas, de dificuldades em nossas vidas, mas, tenha a certeza meu querido irmão, que Deus (o Senhor da Guerra) pelejará por nós. Deus cuida do seu povo e jamais abandonará.
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