RESENHA
ALLMEN,
J. J. Avon. O Culto Cristão: teologia e prática. [tradução de Dírson Glênio
Vergara dos Santos]. – São Paulo: ASTE, 2005.
O referido resumo tem como objetivo apresentar a importância do culto
cristão na vida dos seres humanos, nos dias de hoje. Karl Bart afirma que “o
culto cristão é o ato mais importante, mais relevante, mais glorioso na vida do
homem”. Observa-se que a obra é dividida em duas partes: 1ª) Problemas
referentes a princípios; e, 2ª) Problemas referentes à celebração do culto.
O 1º capitulo da primeira parte, o autor afirma que o fundamento
da adoração da igreja são dois momentos na vida de Jesus Cristo, ou seja, entre
sua encarnação e ascensão, e também, no culto celeste, na glória. Continuando
nesta parte, von Allmen, considera que Cristo inaugurou a adoração quando
instituiu a Ceia do Senhor. Está presente no culto significa a presença da
salvação. A invocação (epiklesis) da igreja implica em dizer que o Senhor é
soberano na vida de adoração da igreja. Resultando numa atitude esperança e
expectativas. O evento litúrgico trata-se da dimensão da recapitulação da
historia da salvação, ou seja, o culto é um ato de prazer, onde reatualiza as
obras de Cristo, antecipa o futuro, por está presente, e glorifica o presente
messiânico, a alegria no culto.
Já, no 2º capitulo, “O culto, epifania da Igreja”, observa-se,
que o culto tem quer ser entendido na perspectiva do qâhâl de Israel, ou seja, a igreja toma aspectos e elementos que
dão consciência da sua verdadeira natureza, como o povo salvo e santo, assim
como aconteceu em vários momentos dos cultos de Israel. Somente na presença da
realização do culto o homem aprenderá e que é ser igreja.
O 3º capitulo “O Culto, Fim e Futuro do Mundo”, o autor mostra,
dentre muitas, que o culto tem dupla finalidade para o mundo, ameaça e promessa. O mundo fornecer aos homens uma razão de ser válida,
porém, o culto cristão contradiz a tal pretensão, reivindicando o poder e a
glória que só pertence exclusivamente a Deus. Jesus é a realidade da nossa
esperança. A promessa é basicamente em que, a igreja no momento do culto deve conscientizar-se
da responsabilidade absoluta de evangelização, trazendo os não-cristãos aos pés
do Senhor.
Vejamos, que von Allmen, no capitulo 4, aborda “O Problema das
Formas” no âmbito litúrgico. As formas são elementos indispensáveis no culto,
com objetivo adorar a Santíssima Trindade. Elas desfrutam de certa liberdade,
todavia, existem leis ou limites que não podem ser ultrapassadas e quebradas. A
forma deve permitir uma relação com as formas em Deus inspirou e conduziu a igreja
no passado, representada pela tradição, e também, a relação com o futuro, a
presença do Reino no culto, representada pela mesa do banquete messiânico.
No 5º capitulo, “A Necessidade do Culto”, afirma que a razão
dela existir, não é outra se não por ter sido instituída por Jesus Cristo. E
que a origem da obra se deu pelo dom do Espirito Santo, resultando na vida do
crente, uma gratidão pelas bênçãos recebidas do nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo. O culto é um agente da obra de salvação que aponta para o descanso de
Deus. Caracterizado pela sua utilidade na vida comunitária, e sua obediência em
servir a Deus.
A segunda parte está dividido em cinco capítulos que abordam a
celebração do culto e os últimos cinco capítulos correspondem aos princípios
gerais da primeira parte. Dentro da celebração do culto, especificamente no
capitulo 6, segundo von Allmen, os elementos de culto é basicamente quatro: A
Palavra de Deus, os sacramentos, as orações, e a manifestação litúrgica da vida
comunitária. Os dois primeiros elementos são elementos objetivos, ou seja, são
os meios que representam a revelação de Deus ao homem. Já os dois últimos são
subjetivos, “aqueles em que o homem se aproxima da revelação de Deus”.
O capitulo 7 continua dentro da celebração do culto, não podia
deixar de falar dos oficiantes do culto. São eles: Deus; os fiéis; os anjos; e
o mundo e seus anseios. Von Allmen considera Deus e os fieis como os atores
principais do culto. O culto cristão tem como principal ator e objeto de
adoração, Deus. Sem a sua presença o culto seria uma grande mentira. Ele vem
para servir e para ser servido pelos fiéis, os anjos e o mundo.
“O Culto e o Tempo”, capitulo 8. Em primeiro lugar, é abordada a
questão do “dia do Senhor”, que aponta para o relacionamento que há com as
principais verdades da fé cristã. Não se trata de um dia qualquer, mas, um dia em
que a igreja lembra a gloriosa vitória de Cristo na cruz, e o derramamento do
Espirito Santo sobre toda carne. Santificar o dia do Senhor resulta na
santificação do restante da semana. Todavia, para que o dia do Senhor seja o
dia do Senhor é precisa celebrar a Ceia no meio do povo de Deus com objetivo de
encontrar com o Senhor.
Agora, vejamos o capitulo 9, que trata da legitimidade teológica
da presença de Cristo. No entanto, Cristo, o verdadeiro templo de Deus, habita
no meio da assembleia, transformando a liturgia em culto. A Palavra, o pão e o
vinho, os ministros e o próximo são meios de graça que dão sinais da presença
de Cristo. Mesmo que estes sinais sejam exercidos em lugares diferentes, como
por exemplo, numa casa particular, hospital, praça publica, porém, o lugar
consagrado e separado por Deus “é a assembleia da Igreja reunida para viver e
reconhecer o quadruplo sinal da presença de Cristo.”
Von Allmen finaliza no capitulo 10 com o seguinte tema “A Ordem
do Culto”. A ordem é um fator primordial seja em culto tradicional ou
avivalista. Na historia há vários tipos de ordem, por exemplo, os que andam de
acordo com os eventos litúrgicos, outros são mais inteligentes, e outros mais
fervorosos. Observa-se que durante o
culto aparece o problema da humilhação, que durante mil anos a igreja se
confessava antes do culto, mas Calvino substituiu o confiteor pelo mistério mesmo da penitencia, e o problema da
celebração eucarística, especificamente o ofertório e o modo de tomar a
comunhão.
Segundo Allmen, o ofertório deveria ser feito da seguinte forma:
recolhe as ofertas pelos diáconos, leve ao pastor para fazer uma oração de
dedicação, e logo, o presbítero colocará num lugar especifico. E quanto a
celebração eucarística, todos os comungantes devem participar deste momento. E
por fim, o culto compreende de elementos de natureza ordinário e próprio, fixos e variáveis. A pregação e os sacramentos
são os elementos que permanecem invariáveis.
WILSON NASCIMENTO BEZERRA.
WILSON NASCIMENTO BEZERRA.
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