segunda-feira, 9 de julho de 2012

RESUMO
Armstrong, John. O ministério pastoral segundo a Bíblia [tradução Vagner Barbosa] – São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
Desde 1992, Armstrong labuta na sua vida pastoral, pela qual levou a ter um imenso prazer de estar servindo ao Senhor. Passou vinte e um anos na igreja batista pastoreando, antes de se tornar um conferencista editor da Revista Reforma e Reavivamento, com objetivo de fortalecer a vida espiritual dos lideres e da igreja.
Nesta obra, ele tem como objetivo aplicar a cosmovisão calvinista no ministério pastoral. Toma por empréstimo a sua vida pastoral, os livros publicados nas décadas de 70 e 80, e os escritos que tratam necessariamente sobre o ministério pastoral, “The Reformed Pastor” (1656), de Richard Baxter, e os puritanos J. I Packer.
“Semper Reformanda?”, o primeiro capítulo apresenta o alvo do ministro, pregar sempre numa perspectiva reformada, ou seja, a vida do ministro e da igreja dependerá da exposição das verdades bíblicas. A igreja militante nunca é pura, porém, por sua própria natureza haverá uma constante purificação e renovação do poder do Espirito Santo por meio da exposição das Escrituras Sagradas. Já no capitulo dois, Mark Coppenger alerta os ministros para o fato, que nos dias atuais pode haver uma confusão entre a vocação ministerial e profissionalização, e nunca é tarde fazer uma redescoberta. Todavia, os códigos profissionais podem nos oferecer maneiras disciplinares, nos tornando um modelo de pastor exemplar. Segundo Joel Beek (Cap. III), o ministério pastoral necessita da intimidade com Deus, de uma vida pautada e disciplinada com hábitos piedosos, como por exemplo, leitura bíblica, orar incessantemente, ler e ouvir os sermões. Isto redundará em dois grandes benefícios: a) promoverá um viver piedoso em todas as áreas de nossa vida; b) uma vida piedosa promove e sustenta um ministério eficaz. O capitulo quatro, escrito por R. Kent Hughes, focaliza a importância que tem a exposição bíblica no ministério pastoral. Não existe outro tema para se começar, a não ser pelo tema logos, a Palavra de Deus. É indispensável, que o ministro traga plena confiança na autoridade bíblica, e consequentemente em sua inerrância, suficiência e potencia. Porém, é bom que entenda que o ministro reformado recebe o real evento da pregação da Palavra, que pede nossa consideração do ethos (o caráter de quem prega ou moldar sua vida de acordo a verdade que você pregar) e do pathos (pregação direcionada pelo Espirito Santo, ou pregar com uma paixão autentica), que são essenciais à exposição bíblica. Observa-se, que no quinto capitulo escrito por Thomas N. Smith, o clamor pela centralidade de Cristo, como o tema principal. O cristianismo foi construído não em cima de abstrações filosóficas, mas na mensagem da cruz, o Cristo, e este crucificado. A mensagem cristã é tradicionalmente reinterpretada no objetivo de compreender e comunicar ao mundo que o coração vivo da historia é Jesus Cristo. Portanto, os meus relacionamentos e a minha conduta, deve impactar o mundo, e ser capaz de expressar, como disse Spurgeon: “homens-Jesus”. Agora, no capitulo sexto, escrito por Wilbur C. Ellsworth, veremos a importância da fé na proclamação de Cristo, com base no relato, escrito por Paulo aos Romanos, no capitulo 10. O coração humano está desesperado por alguém que ouve e fale para lhe dar esperança e ajuda. Hoje existem milhões de pessoas se relacionando pela internet, uma forma de encontrar um relacionamento. Mas, o pregador não deve perder de vista que a pregação ainda é importante. Para isto deve ter humildade, viver na dependência de Deus. Somente o Espirito Santo expandirá a sua mente, compreendendo a grandeza de Cristo de maneira diferente. A convicção da obra redentora, impulsiona o pregador à ter uma intrepidez no falar, correndo o risco de sofrer, mas o resultado redundará em muitos frutos.  Jerry Marcelino, no capitulo sete, aborda o papel pastoral no condicionamento da Igreja ao culto teocêntrico. Portanto, o ministro deve viver em relacionamento com as doutrinas fundamentais, que são: 1) a doutrina da justiça de Cristo imputada ao pecador perdido; e 2) o ato evangélico de prestar o culto verdadeiro ao Deus vivo. O povo de Deus precisa ser conduzido por meio das Escrituras, a ser fiel tanto a Deus quanto ao próximo. O culto tem como objetivo adorar à Deus com reverencia, sabedoria e zelo. Jim Ellff, no capitulo oito, apresenta os elementos que o pastor deverá servir ao rebanho. Sabedor das necessidades das ovelhas, ele será o veiculo e o modelo do verdadeiro e Supremo pastor, Jesus Cristo. Aqui neste ponto, a característica do pastor que diferencia do mercenário é o amor pelas ovelhas. Porém, tanto a pregação, quanto o amor, não pode viver separados. O termo “A cura da alma” geralmente se quer dizer que há uma responsabilidade pastoral fora da pregação. Apresenta seis elementos que concretiza o referido termo: 1) Intimidade Pastoral; 2) Instrução Pastoral; 3) orientação Pastoral; 4) Consolo Pastoral; 5) Proteção Pastoral; 6) Intercessão Pastoral. No capitulo nove, escrito por Arturo Azurdia, observa-se que o pastor tem a missão de reformar a Igreja por meio da pregação, sem esquecer que depende dos momentos de oração, os joelhos dobrados juntamente com a igreja. Segundo Gardner Spring, “Sem oração, até mesmo as mais espirituais verdades só poderão ser estudadas como uma mera ciência, e nosso conhecimento crescente dessas verdades não ministrará à nossa espiritualidade”. Ou seja, o pastor chegará ao trono da graça, suplicando por capacitação divina, pela qual o Espirito Santo o iluminará no texto sagrado. No capitulo dez, escrito por David W. Hegg, “o papel pastoral na edificação de uma comunhão verdadeira” é basicamente o assunto. O pastor enfrentará muitos desafios para ter uma igreja saudável. E dentre estes desafios, podemos citar três: O Consumismo; a Independência; e a rede de contatos. Logo, o pastor terá que decidir qual será “o padrão pelo qual vamos ‘re-formar’  aquilo que foi torcido e quebrado.” Ele mostra alguns elementos na edificação de uma verdadeira comunhão: aconselhamento bíblico; pregar a Palavra; e a ministração da Santa Ceia. Poderíamos dizer que o capitulo onze (escrito por T. M. Moore) é a continuação do capitulo anterior, porque é exatamente o mesmo assunto, “a importância dos sacramentos na vida da igreja”. O seu valor decorre de dois fatos bíblicos: mandamento de Cristo e a prática dos apóstolos. Os sacramentos devem ser ministrados com fidelidade e o devido cuidado. Eles foram planejados para nos equipar para a vida do reino no mundo. Já, no capitulo doze, escrito por Joseph Flatt, Jr. Trata da disciplina, a terceira marca da igreja. Em Mateus 18.15-17, o Senhor estabelece o principio geral da disciplina da igreja. A igreja deve exercer disciplina sobre seus membros para preservar a santidade. O ministro deve se esforçar para ter uma vida piedosa diante do povo de Deus. Também é útil indicar ao povo á pratica da disciplina, mas, para isso, o ministro precisará orar, gastar tempo para conscientizar a igreja, voltar a igreja para autoridade da Escritura; manter se humilde diante do sucesso; mostrar os benefícios da disciplina; enobreça a santidade pessoal; evitar o afastamento do Espirito Santo da igreja. O capitulo treze, Mark E. Dever, o sucesso pastoral no ministério evangelístico é baseado em 2 Timóteo 3.10-4.5, aonde Paulo escreveu a Timóteo, com objetivo de se por como exemplo de ministério pastoral de sucesso. O sucesso se dava na explanação da Palavra, seguido de oposição à mesma. Suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, que certamente o Senhor o levaria seguro para o céu. E por fim, no capitulo quatorze, escrito por Phil A. Newton, o pastor enfrentará o pragmatismo, movimento que afasta da suficiência da Escritura e do poder do evangelho da graça, e que sutilmente acredita que Deus precisa de nossa ajuda. Portanto, o pastor se utilizará dos meios de crescimento dados por Deus, sem forçar o processo natural da graça de Deus. Ele propõe quatro áreas que precisão de atenção para que as igrejas desenvolvam um crescimento saudável: 1) deve-se dar prioridade; 2) a igreja deve corajosamente funcionar como igreja; 3) aprender a discernir o que é e o que não é legitimo, como crentes do Novo testamento em nossa comunidade expandida; 4) dê continuidade a todos os ministérios da igreja. Em vez de examinar o que está dando certo, o crente sério é exortado a examinar a Palavra de Deus.

WILSON NASCIMENTO BEZERRA

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