RESUMO
Armstrong, John. O
ministério pastoral segundo a Bíblia [tradução Vagner Barbosa] – São Paulo:
Cultura Cristã, 2007.
Desde 1992, Armstrong
labuta na sua vida pastoral, pela qual levou a ter um imenso prazer de estar
servindo ao Senhor. Passou vinte e um anos na igreja batista pastoreando, antes
de se tornar um conferencista editor da Revista
Reforma e Reavivamento, com objetivo de fortalecer a vida espiritual dos
lideres e da igreja.
Nesta obra, ele tem
como objetivo aplicar a cosmovisão calvinista no ministério pastoral. Toma por
empréstimo a sua vida pastoral, os livros publicados nas décadas de 70 e 80, e
os escritos que tratam necessariamente sobre o ministério pastoral, “The Reformed Pastor” (1656), de Richard
Baxter, e os puritanos J. I Packer.
“Semper
Reformanda?”, o primeiro capítulo apresenta o alvo
do ministro, pregar sempre numa perspectiva reformada, ou seja, a vida do
ministro e da igreja dependerá da exposição das verdades bíblicas. A igreja
militante nunca é pura, porém, por sua própria natureza haverá uma constante
purificação e renovação do poder do Espirito Santo por meio da exposição das
Escrituras Sagradas. Já no capitulo dois, Mark Coppenger alerta os ministros
para o fato, que nos dias atuais pode haver uma confusão entre a vocação
ministerial e profissionalização, e nunca é tarde fazer uma redescoberta.
Todavia, os códigos profissionais podem nos oferecer maneiras disciplinares,
nos tornando um modelo de pastor exemplar. Segundo Joel Beek (Cap. III), o
ministério pastoral necessita da intimidade com Deus, de uma vida pautada e
disciplinada com hábitos piedosos, como por exemplo, leitura bíblica, orar
incessantemente, ler e ouvir os sermões. Isto redundará em dois grandes
benefícios: a) promoverá um viver piedoso em todas as áreas de nossa vida; b)
uma vida piedosa promove e sustenta um ministério eficaz. O capitulo quatro,
escrito por R. Kent Hughes, focaliza a importância que tem a exposição bíblica
no ministério pastoral. Não existe outro tema para se começar, a não ser pelo
tema logos, a Palavra de Deus. É
indispensável, que o ministro traga plena confiança na autoridade bíblica, e
consequentemente em sua inerrância, suficiência e potencia. Porém, é bom que
entenda que o ministro reformado recebe o real evento da pregação da Palavra,
que pede nossa consideração do ethos
(o caráter de quem prega ou moldar sua vida de acordo a verdade que você pregar)
e do pathos (pregação direcionada
pelo Espirito Santo, ou pregar com uma paixão autentica), que são essenciais à
exposição bíblica. Observa-se, que no quinto capitulo escrito por Thomas N.
Smith, o clamor pela centralidade de Cristo, como o tema principal. O
cristianismo foi construído não em cima de abstrações filosóficas, mas na
mensagem da cruz, o Cristo, e este crucificado. A mensagem cristã é
tradicionalmente reinterpretada no objetivo de compreender e comunicar ao mundo
que o coração vivo da historia é Jesus Cristo. Portanto, os meus
relacionamentos e a minha conduta, deve impactar o mundo, e ser capaz de
expressar, como disse Spurgeon: “homens-Jesus”. Agora, no capitulo sexto,
escrito por Wilbur C. Ellsworth, veremos a importância da fé na proclamação de
Cristo, com base no relato, escrito por Paulo aos Romanos, no capitulo 10. O
coração humano está desesperado por alguém que ouve e fale para lhe dar
esperança e ajuda. Hoje existem milhões de pessoas se relacionando pela
internet, uma forma de encontrar um relacionamento. Mas, o pregador não deve
perder de vista que a pregação ainda é importante. Para isto deve ter
humildade, viver na dependência de Deus. Somente o Espirito Santo expandirá a
sua mente, compreendendo a grandeza de Cristo de maneira diferente. A convicção
da obra redentora, impulsiona o pregador à ter uma intrepidez no falar, correndo
o risco de sofrer, mas o resultado redundará em muitos frutos. Jerry Marcelino, no capitulo sete, aborda o
papel pastoral no condicionamento da Igreja ao culto teocêntrico. Portanto, o
ministro deve viver em relacionamento com as doutrinas fundamentais, que são:
1) a doutrina da justiça de Cristo imputada ao pecador perdido; e 2) o ato
evangélico de prestar o culto verdadeiro ao Deus vivo. O povo de Deus precisa
ser conduzido por meio das Escrituras, a ser fiel tanto a Deus quanto ao
próximo. O culto tem como objetivo adorar à Deus com reverencia, sabedoria e
zelo. Jim Ellff, no capitulo oito, apresenta os elementos que o pastor deverá
servir ao rebanho. Sabedor das necessidades das ovelhas, ele será o veiculo e o
modelo do verdadeiro e Supremo pastor, Jesus Cristo. Aqui neste ponto, a
característica do pastor que diferencia do mercenário é o amor pelas ovelhas. Porém,
tanto a pregação, quanto o amor, não pode viver separados. O termo “A cura da
alma” geralmente se quer dizer que há uma responsabilidade pastoral fora da
pregação. Apresenta seis elementos que concretiza o referido termo: 1)
Intimidade Pastoral; 2) Instrução Pastoral; 3) orientação Pastoral; 4) Consolo
Pastoral; 5) Proteção Pastoral; 6) Intercessão Pastoral. No capitulo nove,
escrito por Arturo Azurdia, observa-se que o pastor tem a missão de reformar a
Igreja por meio da pregação, sem esquecer que depende dos momentos de oração,
os joelhos dobrados juntamente com a igreja. Segundo Gardner Spring, “Sem
oração, até mesmo as mais espirituais verdades só poderão ser estudadas como
uma mera ciência, e nosso conhecimento crescente dessas verdades não ministrará
à nossa espiritualidade”. Ou seja, o pastor chegará ao trono da graça,
suplicando por capacitação divina, pela qual o Espirito Santo o iluminará no
texto sagrado. No capitulo dez, escrito por David W. Hegg, “o papel pastoral na
edificação de uma comunhão verdadeira” é basicamente o assunto. O pastor
enfrentará muitos desafios para ter uma igreja saudável. E dentre estes
desafios, podemos citar três: O Consumismo; a Independência; e a rede de contatos.
Logo, o pastor terá que decidir qual será “o padrão pelo qual vamos
‘re-formar’ aquilo que foi torcido e
quebrado.” Ele mostra alguns elementos na edificação de uma verdadeira
comunhão: aconselhamento bíblico; pregar a Palavra; e a ministração da Santa
Ceia. Poderíamos dizer que o capitulo onze (escrito por T. M. Moore) é a
continuação do capitulo anterior, porque é exatamente o mesmo assunto, “a
importância dos sacramentos na vida da igreja”. O seu valor decorre de dois
fatos bíblicos: mandamento de Cristo e a prática dos apóstolos. Os sacramentos
devem ser ministrados com fidelidade e o devido cuidado. Eles foram planejados
para nos equipar para a vida do reino no mundo. Já, no capitulo doze, escrito
por Joseph Flatt, Jr. Trata da disciplina, a terceira marca da igreja. Em
Mateus 18.15-17, o Senhor estabelece o principio geral da disciplina da igreja.
A igreja deve exercer disciplina sobre seus membros para preservar a santidade.
O ministro deve se esforçar para ter uma vida piedosa diante do povo de Deus.
Também é útil indicar ao povo á pratica da disciplina, mas, para isso, o
ministro precisará orar, gastar tempo para conscientizar a igreja, voltar a
igreja para autoridade da Escritura; manter se humilde diante do sucesso;
mostrar os benefícios da disciplina; enobreça a santidade pessoal; evitar o
afastamento do Espirito Santo da igreja. O capitulo treze, Mark E. Dever, o
sucesso pastoral no ministério evangelístico é baseado em 2 Timóteo 3.10-4.5,
aonde Paulo escreveu a Timóteo, com objetivo de se por como exemplo de
ministério pastoral de sucesso. O sucesso se dava na explanação da Palavra,
seguido de oposição à mesma. Suporta as aflições, faze o trabalho de um
evangelista, que certamente o Senhor o levaria seguro para o céu. E por fim, no
capitulo quatorze, escrito por Phil A. Newton, o pastor enfrentará o
pragmatismo, movimento que afasta da suficiência da Escritura e do poder do
evangelho da graça, e que sutilmente acredita que Deus precisa de nossa ajuda.
Portanto, o pastor se utilizará dos meios de crescimento dados por Deus, sem
forçar o processo natural da graça de Deus. Ele propõe quatro áreas que
precisão de atenção para que as igrejas desenvolvam um crescimento saudável: 1)
deve-se dar prioridade; 2) a igreja deve corajosamente funcionar como igreja;
3) aprender a discernir o que é e o que não é legitimo, como crentes do Novo
testamento em nossa comunidade expandida; 4) dê continuidade a todos os
ministérios da igreja. Em vez de examinar o que está dando certo, o crente
sério é exortado a examinar a Palavra de Deus.
WILSON NASCIMENTO BEZERRA
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