O compromisso da reforma para com a Escritura enfatiza a inspiração, autoridade e suficiência da Bíblia. Uma vez que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, tem a autoridade do próprio Deus, os reformadores afirmam que essa autoridade é superior àquela de todos os governos e de todas as hierarquias da Igreja.
Essa convicção deu aos crentes reformados a coragem para enfrentar a tirania e fez da teologia reformada uma força revolucionária na sociedade. A suficiência das Escrituras significa que ela não necessita ser suplementada por uma revelação nova ou especial. A Bíblia é o guia completamente suficiente para aquilo
que nós devemos crer e para como nós devemos viver como cristãos.
Os Reformadores, em particular, João Calvino, enfatizaram o modo como a Palavra escrita, objetiva e o
ministério interior, sobrenatural do Espírito Santo trabalham juntos, e o Espírito Santo iluminando a
Palavra para o povo de Deus. A Palavra sem a iluminação do Espírito Santo mantém-se como um livro
fechado. A suposta condução do Espírito sem a Palavra leva a erros excessos. Os Reformadores também
insistiam sobre o direito de os crentes estudarem as Escrituras por si mesmos. Ainda que não negando o
valor de mestres capacitados, eles compreenderam que a clareza das Escrituras em assuntos essenciais
para a salvação torna a Bíblia propriedade de todo crente. Com esse direito de acesso, sempre vem a
responsabilidade sobre a interpretação cuidadosa e precisa.ii
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